Quinta, 21 Março 2019 12:35

Raio_X

Escrito por
Sérgio Jonikaites Sérgio Jonikaites Acervo Pessoal

Chuvas

O outono começou ontem, às 18h58 e termina às 12h54 de 21 de junho. Segundo a previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a estação entra com chuvas na maioria das regiões do Estado.

Segundo o meteorologista do Simepar, Cezar Duquia, o outono paranaense caracteriza-se pela diminuição gradativa do volume de chuvas. “No primeiro mês, é esperado um comportamento com resquícios do verão, podendo ocorrer chuvas abundantes”, explica. De acordo com ele, à medida em que se aproxima o fim da estação, as massas de ar que atingem o Sul do Brasil costumam ser mais estáveis, com menos nuvens e pouca chuva. “Dados meteorológicos indicam 50% a 55% de probabilidade de persistência do fenômeno climático El Niño de fraca intensidade”. O modelo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sugere chuvas acima da Normal climatológica na Região Sul. No Paraná, as condições analisadas e previstas pelo Simepar indicam que o outono será um pouco mais chuvoso do que a Normal – valor médio de chuvas e temperaturas registrados em três décadas consecutivas.

 

Leilão de Aeroportos

O governo federal comemorou a privatização de 12 aeroportos brasileiros. A privatização vai colocar no caixa do Brasil, mais de R$ 2,2 bilhões. Parece muito. Mas teve aeroporto vendido com toda estrutura, pelo valor inferior ao custo de um avião. Pior: há pouco, para preparar os aeroportos para a Copa do Mundo, bem ou mal, o Brasil investiu mais de R$ 6 bilhões para reformas e ampliações. Então, a venda de 12 aeroportos, foi um bom negócio? Pelo valor vendido? Daqui a pouco, serão vendidos para a iniciativa privada, mais três aeroportos, daqui do Paraná.

 

É pra rir ou chorar

Uma questão para refletir. A imprensa brasileira fez o maior “oba-oba” sobre a viagem de Bolsonaro aos EUA e o seu encontro com Trump. Enquanto isso, a imprensa americana mal e mal divulgou. Nenhuma manchete na página inicial dos sites dos principais veículos. Bolsonaro postou mais de uma dezena de tweets sobre sua viagem. Trump não escreveu nenhuma linha sobre o encontro ou sobre o Brasil. Absolutamente NADA. Não é uma crítica ao Bolsonaro. É uma crítica à idolatria nossa, dos brasileiros, aos americanos. Enquanto isso, eles não estão nem aí pra nós. Somos mesmo uma nação tão medíocre ou submissa?

 

 

Novo Pacto

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que enviaria ao Congresso Nacional a proposta do novo pacto federativo. Enquanto a Reforma da Previdência, disse ele, ganhasse a Câmara dos Deputados, o pacto federativo seguiria seu curso no Senado. Com a reforma, tudo bem, foi entregue, mas o ministro recuou em relação ao novo pacto. Agora ficará para um segundo momento, talvez em abril. O principal argumento para adiantar a PEC do Pacto é a quebradeira generalizada – o Paraná é uma exceção – de estados e municípios. Para salvar o caixa de governos e prefeituras, Guedes condicionou a antecipação de receitas pela União a ajustes e reformas previstos na proposta – um “balão de oxigênio”. Agora, vale a mesma pergunta que cabe para a reforma da previdência: quem vai pagar essa conta? E além dos ajustes que maior parte de governos estaduais e prefeituras já fazem – corte de gastos e despesas -, o que prefeitos e governadores podem mais fazer? Tá ruim? Pode piorar.

 

Desvincular o básico
O ministro Paulo Guedes afirmou que é preciso desamarrar, desindexar, desvincular os orçamentos e devolver o poder de decisão para prefeitos e governadores fazer o que é mais urgente no município e estado. As vinculações orçamentárias e gastos obrigatórios – exemplos: 25% das receitas em educação, 12% e 15% em saúde – estão previstos em lei e que qualquer mudança merece atenção redobrada da sociedade. Essa proposta, a princípio, pode agradar prefeitos e governadores. Os prefeitos apontam para enormes dificuldades de governar hoje os municípios. Muitas das obrigações que estão no colo dos prefeitos não são, a rigor, obrigações das administrações municipais. Se não existir um novo pacto muitos municípios brasileiros, afirma a Frente Nacional dos Prefeitos, vão entrar em insolvência num prazo de três a quatro anos. E vários municípios já estão nesta situação agora. A Confederação Nacional dos Municípios aponta que 67% das prefeituras atrasam o pagamento aos fornecedores. O novo Pacto Federativo é urgente e deve tratar da partilha justa da arrecadação dos impostos entre os entes federados: União, estados e municípios. É um debate que se arrasta há 15 anos, mas que não se resolve apenas com ajustes, desvinculação orçamentária e sem resolver, principalmente, a repartição deste bolo de receitas. Como está hoje essa divisão – algo em torno de 55% para União, 25% com os estados e 20% com os municípios – não pode ficar. Os prefeitos defendem a divisão da seguinte forma: 40% para a União, 30% para estados e 30% para municípios. Esse é o principal ponto que deve nortear a construção do novo pacto federativo. Os outros pontos, como os já sinalizados pelo ministro Guedes, merecem a nossa preocupação.

 

Combate à Corrupção

Há cerca de 80 dias em Brasília, agora como ministro, o ex-juiz federal Sérgio Moro enfrenta certa resistência à aceitação do seu projeto anticrime e vê entre parlamentares o surgimento da ideia para o fim da unificação das áreas de Justiça e Segurança Pública. Apesar disso, o ex-titular dos processos da maior operação de combate à corrupção do País afirmou ter feito a escolha certa ao aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Seu argumento é de que somente em Brasília é possível consolidar a onda de combate à corrupção iniciada pela Lava Jato por meio de políticas públicas. Na semana em que o País assistiu à tragédia na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), o ministro disse também que eventos como esse aumentam a ansiedade e o desejo de acertar em políticas para a solução do problema da segurança pública. Questionado sobre críticas que recebe, principalmente nas redes sociais, Moro afirmou que todos os órgãos da pasta têm independência para atuar. Defendeu ainda a indicação dos integrantes do Conselho de Controle da Atividade Financeira (Coaf), que, segundo ele, nunca será utilizado para perseguir adversários políticos do governo.

 

Combate a Pedofilia

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) foi às ruas, na terça-feira (19), para realizar a Operação Proteção Integral. O objetivo foi combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em oito cidades do Estado: Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Almirante Tamandaré, Palmas, Pato Branco e Cambé. Com exceção de Londrina, com quatro mandados, nas demais cidades foram executados um mandado de busca e apreensão em cada uma. Durante as buscas, a PCPR verificou a existência de materiais ilegais, como fotos e vídeos de crianças e adolescentes em situação de exploração sexual.

 

Ressarcimento ao SUS

Os senadores aprovaram na terça-feira (19) projeto que prevê que o agressor em casos de violência doméstica e familiar será obrigado a pagar os custos com os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e também os dispositivos de segurança usados no monitoramento das vítimas. O projeto terá de voltar à Câmara dos Deputados, pois foi alterado pelos senadores. "O ressarcimento será revertido ao ente público à qual pertence a unidade de saúde que prestar o serviço. Para proteção da mulher, o texto impede que o agressor utilize o patrimônio da vítima ou dos seus dependentes para efetuar o pagamento e ainda veda a possibilidade de atenuante e substituição da pena aplicada", diz texto da Agência Senado. O projeto modifica trechos da Lei Maria da Penha.

 

Aposentadoria de ex-governadores

Pedido de revogação do benefício previsto na Constituição Estadual, feito por Ratinho Junior, fez ressurgir o debate sobre o subsídio. O pagamento da aposentadoria vitalícia a futuros ex-governadores do Paraná, subsídio mensal garantido por lei no valor de R$ 30 mil , será incluído na pauta da Comissão de Constituição e Justiça. O relator será Homero Marchese (Pros). O tema espinhoso voltou aos holofotes depois que o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), no fim de janeiro, pedindo a revogação do benefício. Atualmente, o Paraná paga a aposentadoria para três viúvas e nove ex-governadores – Cida Borghetti (PP), que ocupou o cargo entre abril e dezembro do ano passado, pode ser a décima, pois já entrou com o pedido para ser incluída na lista. A medida depende da aprovação dos deputados e não tem caráter retroativo, ou seja, não tem o poder de tirar o pagamento de quem já o garantiu.

 

Aposentadoria de ex-governadores 1

Ao encaminhar para o Legislativo o pedido de revogação do parágrafo 5º do artigo 85 da Constituição Estadual, o governador afirmou que o “pagamento deste subsídio mensal e vitalício afronta os princípios da modalidade administrativa e da impessoalidade, pois visa premiar aquele que tenha exercido mandato com uma graça remuneratória vitalícia, em desacordo com o interesse público e causando grave lesão à economia pública”. Entre os que recebem a aposentadoria estão os ex-governadores Paulo Cruz Pimentel, Emilio Hoffmann Gomes, Jayme Canet Junior*, João Elísio Ferraz de Campos, Mário Pereira, Jaime Lerner, Roberto Requião, Orlando Pessuti e Beto Richa; além das viúvas Madalena Gemieski Mansur , Arlete Vilela Richa e Rosi Costa Gomes da Silva (que recebe um valor menor, de R$ 5,3 mil). O pagamento a Jayme Canet Junior foi interrompido por motivo de falecimento e ainda não houve solicitação para que o benefício fosse repassado para algum familiar.

 

Otimismo?

53% dos brasileiros diz que o que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida. Esta queixa tem sido a principal recorrência entre os brasileiros desde o início do ano passado. Em seguida aparece falta de emprego (19%), endividamento (14%) e queda dos rendimentos mensais (8%). Em uma avaliação sobre aumento dos preços, a alta dos produtos comprados em supermercados foi apontada por 84%. O mesmo percentual citou a conta de luz, enquanto 70% destacou o preço dos remédios e 69% os combustíveis. O desemprego continua sendo uma das grandes preocupações dos brasileiros. Os dados revelam que quatro em cada dez consumidores (44%) afirmaram ter ao menos um desempregado em sua residência. Além disso, 41% que trabalham temem, em algum grau, serem demitidos. Mas, mais uma vez o viés do otimismo aparece, reforçado pelas perspectivas econômicas. Refletindo quanto aos próximos seis meses, a maioria (45%) acredita que as oportunidades de vagas serão maiores, ante 34% que acreditam que estarão no mesmo nível de hoje e 8% dos entrevistados que apostam que serão menores. Entre os consumidores desempregados, a sondagem da CNDL mostra que, na média, a procura por um emprego já dura quase 11 meses.

 

Organização beltronense

Na semana passada, Francisco Beltrão sediou mais um evento de nível nacional. Foi a Super Copa de Futsal que indicou nada mais, nada menos, que o representante do Brasil na Taça Libertadores de Futsal. Marreco, Pato Branco, Atlântico de Erechim e Corinthians paulista fizeram a alegria do público sudoestino, no Ginásio de Esportes Arrudão, totalmente reformado e com cobertura nova. O Corinthians foi o vencedor em uma final eletrizante contra o Marreco Futsal. Para os beltronenses, a frustração de não chegar ao ponto alto do podium, mas fica para todos, a boa mensagem que recebemos sobre a hospitalidade, humildade, competência e organização da sociedade beltronense. Nos últimos dois anos, Francisco Beltrão, só no Futsal, sediou os preparativos da Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo, a Copa Brasil e a Super Copa. E vem mais: Parece que a Seleção Brasileira passará por aqui de novo. Mas temos muitas outras atividades que são sediadas por Beltrão e demonstram a capacidade de organização e hospitalidade.

 

Para que serve?

Muitos procuram dar outras utilidades, mas algumas coisas são claras e sem rodeios. Para que servem os alimentos? Para matar a fome. Para que serve o veículo? Para o transporte. Para que servem as algemas? Para limitar a liberdade de alguém. Para que servem as armas? Para matar. Então, quanto menos armas, menor a possibilidade de matar e de morrer. Certo ou errado?

 

Preocupação

Os setores de saúde e social do Brasil estão cada dia mais preocupados com a adolescência. Os casos de obesidade, de anemia, de gravidez aumentam a cada dia. Se a adolescência está assim, imagina como serão os jovens e adultos do futuro?

 

Desperdícios

Percebemos que no Brasil o desperdício e o desleixo é grande. Não só no Setor Público. Os nossos impostos, taxas e obrigações civis não são bem aproveitados. Porém, percebemos que outros setores também não fazem jus ao empenho das famílias em comprar números de rifas, de fazer doações, de pagar dízimo, de prestar serviços de organização. Quanta coisa mal planejada e projetada está abandonada aí perto da sua casa, na sua comunidade? Às vezes, o pior: proibidas de serem utilizadas pela comunidade. Outra constatação: quanta gambiara é feita com o dinheiro alheio.

 

Burocracia

Esta semana, mais uma vez, os moradores ribeirinhos aos rios Marrecas, Urutago, Lonqueador e Córrego Progresso, foram sufocados pela apreensão da enchente, em Francisco Beltrão. Há quase dois anos, o município conta com o dinheiro em conta para executar as obras de contenção de enchentes. Porém, a estrutura burocrática consegue fazer com que a angústia da população aumente. Esperamos que não tenhamos a próxima enchente. Que os burocratas decidam em facilitar a vida de quem tem vontade de fazer e da população que não quer correr riscos.

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