Projetos que transformam a sociedade foram tratados na reunião mensal da Cacispar
Capitão Pitz explana, observado pelo sargento Mello Santos, Vandré e Janete Signori e Lizandra Stein, membros do Conselho de Segurança de Marmeleiro. Darce Almeida/Cacispar

Da assessoria/Cacispar*

As reuniões mensais da Cacispar vêm recebendo um bom número de representantes de associações empresariais do Sudoeste do Paraná em 2019.

 

E foi assim na noite de segunda-feira, 27 de maio. Na pauta, segurança pública, saúde e Substituição Tributária. Esteve presente, a convite de Carlos Manfroi, presidente da Cacispar, Osmar Gabriel, representante da Fundação Sudoestina de Combate ao Câncer, com sede em Pato Branco.

 

Osmar conta que cerca de 140 pacientes do Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina recebem atendimento no Hospital do Câncer de Pato Branco. E uma notícia que vem sendo divulgada há alguns meses nos meios de comunicação é o Acelerador Linear de alta tecnologia, que vem dos Estados Unidos, numa doação da Itaipu Binacional, com verba viabilizada pelo deputado Fernando Giacobo, para tratamento de pacientes com câncer.

 

De acordo com Osmar, o aparelho custou US$ 1,3 milhão de dólares – pouco mais de R$ 5 milhões. Pato Branco e região estão se unindo para a Campanha Edificação Solidária, que tem por objetivo arrecadar R$ 500 mil para a adequação da sala da Unidade Oncológica de Pato Branco, que vai receber o acelerador linear – mais informações no site www.meiomilhao.com.br

 

O aparelho produz radiação e precisa de uma sala blindada. Por isso a Casamata, que vai abrigar o aparelho, precisa de paredes de meio metro de espessura em concreto, teto especial e só a porta pesa 2.500 quilos, que abre através de motores. “Com essa nova tecnologia vai aprimorar a qualidade dos tratamentos via SUS e convênios, possibilitando, no futuro, atendimentos em crianças também, sem contar que permitirá o aumento no número de pacientes atendidos”, explica Osmar, que veio com mais dois representantes da fundação – Luiz e Carmelina.

 

“A Cacispar apoia o projeto da fundação porque beneficiará uma boa parte da população do Sudoeste. Temos que ajudar a divulgar essa campanha e trabalhar a conscientização das pessoas, até porque é uma questão de saúde pública. Tendo esse tratamento cada vez melhor na região, a gente consegue deixar os pacientes mais próximos de suas famílias, não precisando fazer deslocamentos para outros municípios e tendo gastos desnecessários”, analisa Manfroi.

 

Projeto Comércio Seguro

O projeto “Comércio Seguro” foi lançado há dois anos em Marmeleiro. A iniciativa partiu dos empresários do município, por meio da Associação Comercial e Empresarial (Acimar). Um dos objetivos é promover maior segurança para comerciantes e seus clientes.

“Queremos motivar as associações comerciais da região aderirem [ao projeto], assim como Renascença e Flor da Serra do Sul, que já participam desses projetos efetivamente. O projeto só está funcionando porque as associações comerciais desses municípios encamparam junto com a Polícia Militar”, disse o Capitão Rogério Pitz, subcomandante do 21º Batalhão da PM, sediado em Beltrão. A apresentação do projeto foi feita pelo sargento Arlindo Mello Santos, da PM.

 

“A partir do momento que tivemos o conhecimento da existência desse projeto e sabendo do excelente resultado que ele tem dado, principalmente em Marmeleiro, nós buscamos trazer o case para apresentar para as demais associações empresariais, visto que o projeto demonstrou resultados benéficos, diminuindo o número de ocorrências policiais, principalmente os furtos em comércio, residências e até mesmo no interior das cidades participantes”, observa Carlos. Segundo Carlos, é preciso seguir esse modelo de projeto e replicar nos municípios onde a sociedade, em conjunto com a Polícia Militar, empresas e associações empresariais, andam lado a lado, na “perseguição contínua” da melhora da segurança pública.

 

Sobre a Substituição Tributária no Paraná...

Conduziu os trabalhos na segunda-feira, o professor André Comunelo, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Condef), vinculado à Associação Empresarial de Francisco Beltrão (Acefb). “Existe um projeto para analisar o impacto tributário causado pelo regime de Substituição Tributária nas empresas paranaense, em comparação com o Estado de Santa Catarina, considerando as empresas optantes pelo regime normal e do simples nacional”, disse André.

 

Empresas do Paraná migrando para Santa Catarina

Para Comunelo, são dois os fatores que estão “empurrando” as empresas paranaenses para Santa Catarina. “A primeira é em relação à redução no custo do produto, pois se a empresa possui uma boa gestão tributária, ela consegue reduzir o custo para o consumidor final. A segunda é a redução burocrática, pois o cálculo da substituição tributária [no Paraná] é complexo, demorado e pode levar a notificações da receita, caso não realizado de forma correta”. “Não são apenas as empresas catarinenses que estão atraindo as empresas paranaenses, mas o governo catarinense tem adotado uma sistemática que está atraindo as empresas para lá”, resume Comunelo.

 

A substituição tributária é a cobrança do imposto de venda do produto no momento em que ele sai da indústria, ou seja, ao invés da cobrança ser feita quando ocorre a venda (fato gerador do imposto), ela é cobrada antecipadamente. “Entendemos que esse estudo é extremamente interessante no sentido de que pudemos enxergar rapidamente que o Paraná, devido ao modelo tributário adotado, em comparação a outros estados, tem se tornando menos competitivo. Nós queremos realizar juntamente com outras entidades, por meio da Faciap, um evento em que possamos mostrar ao governo do Paraná o impacto negativo que esse modelo tem causado aos negócios”, destaca Carlos Manfroi.

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