Quinta, 27 Junho 2019 10:01

Engenheiros Químicos formados no Sudoeste podem mudar status econômico da região

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Alunos do curso de Engenharia Química da UTFPR de Francisco Beltrão, em aula no laboratório Alunos do curso de Engenharia Química da UTFPR de Francisco Beltrão, em aula no laboratório Arquivo CAEQ

Primeiros graduados na UTFPR de Francisco Beltrão, em março passado, estão trabalhando para indústrias sudoestinas na transformação de produtos com valor agregado

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) começa a receber registros dos formados na primeira turma de Engenharia Química de curso presencial do sudoeste do Paraná, na UTFPR – Câmpus Francisco Beltrão. Três meses depois, parte dos 17 novos profissionais optou pela área de pesquisa, enquanto outros estão atuando em indústrias da região e até de outros estados. A presença desses jovens projeta novas possibilidades de desenvolvimento econômico, para literalmente, um período de transformações.
O Engenheiro Químico William Cézar Pollonio Machado, agente profissional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e professor da UTFPR – Câmpus Pato Branco, explica que a Engenharia Química é uma área marcada pela versatilidade, pois está atrelada à transformação de matérias-primas. “Qualquer matéria-prima que você pensar que será transformada, seja utilizando calor, transporte, modificações, tratamentos físico-químicos, químicos, envolve a presença do Engenheiro Químico. É uma carreira típica de regiões desenvolvidas”, aponta William Machado, também Conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). “É uma modalidade de Engenharia que tem alto fator no índice de desenvolvimento de uma região porque vai contribuir com a melhoria dos processos de produção e da qualidade dos produtos gerados”, completa William.
Segundo o Conselheiro do Crea-PR, a atuação dos Engenheiros Químicos poderá mudar a realidade da região, que tem vocação para produzir matérias-primas, mas não transformá-las em produtos com maior valor agregado. “A vantagem de ter um curso desta natureza no Sudoeste é que, de início, contribuirá para a melhoria da qualidade dos processos, depois abrirá possibilidade de implementação de outras atividades que até então vinham se desenvolvendo com dificuldade, por não haver profissionais da área na região”, prevê o Engenheiro Químico.

O coordenador de Engenharia Química da UTFPR – Câmpus Francisco Beltrão, Engenheiro Químico Douglas Junior Nicolin, conta que o curso teve início em 2014 e tem aspecto generalista. “Nossa formação permite que o profissional possa trabalhar em qualquer empresa que atue com o processamento de matéria-prima visando transformação em produtos de valor agregado”, define Nicolin.

Perspectivas de futuro
Para Nicolin, a modalidade tende a crescer em importância, com as mudanças na visão empresarial e social. “Hoje, a produção tem que ter como carro-chefe a sustentabilidade. Sabemos como produzir, mas agora é preciso fazer isso com a menor emissão possível de poluentes e com sustentabilidade”, contextualiza o coordenador do curso de Engenharia Química.
Thainá Louise Filachowski, que é natural de Pato Branco, conta que fazer parte da primeira turma de Engenharia Química da UTFPR, em Francisco Beltrão, foi “um grande desafio” e tem visão otimista quanto ao futuro da profissão que escolheu. “Com a quarta revolução industrial, as empresas buscam profissionais que tenham visão estratégica e inovadora, de forma a garantir a competitividade. O papel do Engenheiro Químico nesse cenário reside em contribuir para a solução de desafios, como um profissional de amplo conhecimento e capacitação sobre diversas áreas.”
De Peruíbe, litoral de São Paulo, Caroline dos Santos Ribas também integra a primeira turma de Engenheiros Químicos. Ela foi estagiária em um abatedouro de aves em Itapejara d'Oeste.
Caroline avalia positivamente o curso concluído na UTFPR e adianta que pretende continuar trabalhando na região Sudoeste. “Em Peruíbe, não há indústrias. Eu teria que buscar oportunidades em outros locais e o campo de trabalho aqui é muito maior”, afirma a Engenheira Química.

Números do Crea-PR
Na região Sudoeste, há 39 Engenheiros Químicos com registro no Conselho: 19 na Inspetoria de Pato Branco; 15 na Inspetoria de Francisco Beltrão; três na Inspetoria de Realeza; e dois na Inspetoria de Palmas. A Regional Curitiba é a que tem mais Engenheiros Químicos, 1.072. Ao todo, são 2.641 profissionais registrados no Crea-PR.

O curso no Sudoeste
A primeira turma de Engenharia Química teve início em março de 2014. O curso na UTFPR – Câmpus Francisco Beltrão tem cinco anos de duração, em tempo integral (matutino e vespertino). São 44 vagas semestrais. Não há vestibular, as vagas são definidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (Mec). A colação de grau da segunda turma está marcada para 31 de agosto deste ano.

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