Operação da PM combate tráfico e comércio de aves silvestres
Assessoria

Uma operação da Polícia Militar iniciada nesta terça-feira (24) com o objetivo de combater o tráfico e o comércio de aves silvestres cumpriu mandados de prisão em Curitiba, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Colombo e Cerro Azul. Catorze pessoas foram presas, 221 pássaros resgatados e sete armas apreendidas.

A ação foi do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde (BPAmb-FV) e do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná.

Também foram apreendidos materiais utilizados para captura, gaiolas, caixas de transporte, celulares e um notebook que contém informações sobre as ações.

De acordo com o comandante da 4ª Companhia do BPAmb-FV, capitão Fabiano Gevert, a operação teve como principal foco inibir a captura, o tráfico e o comércio de aves silvestres em Curitiba e na Região Metropolitana, totalizando sete municípios. Foram 16 investigados, todos com mandados de busca em suas residências. “Destes, nove já estavam com mandados de prisão em aberto, inclusive em algumas residências foram localizadas armas e outros objetos ilícitos que resultaram nas 14 prisões”.

As equipes se reuniram na madrugada para definir os últimos detalhes da operação. O efetivo foi reforçado com viaturas e policiais de unidades da RMC e do Interior do Estado, totalizando 60 policiais militares. O objetivo foi localizar as aves capturadas ilegalmente da natureza e interferir na articulação comercial que gerava lucro aos envolvidos no esquema. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e mais nove mandados de prisão temporária.

“Descobrimos que os envolvidos utilizavam as redes sociais para a exposição e venda de milhares de pássaros da fauna silvestre e durante as abordagens constatamos que havia indícios de receptação qualificada, crimes contra a fauna e organização criminosa”, destacou o comandante da 1ª Companhia do BPAmb-FV e comandante da operação, capitão João Pedro Passos Rocha.

De acordo com informações do BPAmb-FV, a alta lucratividade era um chamariz para a atividade ilícita. As aves eram capturadas em florestas da região e criadas de maneira improvisada em residências. Os policiais militares constataram sinais de maus tratos, como a falta de higiene adequada para a sobrevivência dos pássaros.

Em uma casa em Almirante Tamandaré os policiais encontraram 21 aves, incluindo as espécies curió, pintassilgo, trincaferro, sábia, canário-da-terra e azulão. Havia ainda caixas de transporte e duas armas para captura de pássaros.

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