Normativas 76 e 77 são tema da reunião da Frente Parlamentar do Leite

Da Assessoria

 

Na terça-feira, 08, o deputado Reichembach, coordenador da Frente Parlamentar em Apoio à Cadeia Produtiva do Leite, organizou uma reunião na Assembleia Legislativa do Paraná com deputados estaduais, representantes de entidades e lideranças ligadas ao setor.

O objetivo era discutir as Instruções Normativas (IN) 76 e 77, estabelecidas pelo Ministério da Agricultura para orientar a produção de leite e derivados em todo o país.

Reichembach afirma que a reunião foi muito produtiva. “Nós, que representamos os municípios e estamos todas as semanas no interior, ouvimos as demandas dos produtores e precisamos sempre buscar informações que fortaleçam e ajudem quem está lá na ponta, que é o pequeno produtor que tem mais dificuldade em se adequar às novas normativas”, ressalta.

As IN 76 e 77 estão em vigor desde o final de maio e envolvem novas regras para produção, coleta, armazenamento, beneficiamento e transformação do leite cru refrigerado. As novas normas atingem em cheio o Paraná, segundo maior produtor de leite do Brasil.

O presidente executivo do Sindileite e defensor dos interesses da cadeia produtiva, Wilson Thiesen, destacou a boa organização do segmento leiteiro do Paraná. “Nossas entidades estão sempre unidas para tentar resolver os problemas do setor e para fazer o Paraná crescer ainda mais em qualidade e em produção de leite”, afirma.

Para o presidente do Conseleite, Ronei Volpi, a sanidade na produção é o ponto chave das normativas. “Vender segurança alimentar é fundamental, pois isso aumenta o valor de mercado dos nossos produtos, favorecendo o mercado interno e externo, com a possibilidade de exportação para diversos países”, destaca. De acordo com Volpi, mais de 85% das propriedades produtoras de leite do Paraná já estão trabalhando de acordo com as normativas 76 e 77.

Quedas de energia

No interior do estado estão sendo realizados workshops organizados pela Secretaria de Agricultura, Emater, Senar, técnicos do Ministério da Agricultura e demais entidades, para auxiliar os produtores rurais na adequação das propriedades às IN 76 e 77. “Além de orientar, estamos na tentativa de localizar onde estão os produtores que ainda não se encaixaram nas novas regras para tentarmos ajudar de maneira mais efetiva”, ressalta o diretor técnico da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Rubens Niederheitmann,

Um dos problemas recorrentes relatados pelos agricultores durante os workshops são as quedas no fornecimento de energia elétrica, que prejudicam na hora da ordenha e principalmente na estocagem do leite ordenhado. Problemas na refrigeração comprometem na contagem bacteriana total e de células somáticas que, de acordo Niederheitmann, são os maiores desafios relacionados à adequação das propriedades às novas regras.

Em fevereiro deste ano o deputado Reichembach esteve em contato com o diretor geral da Copel, Daniel Slaviero, levando esta demanda do interior, principalmente do Sudoeste. Em março foi anunciado um investimento de R$ 180 milhões para a recomposição das linhas de transmissão de energia elétrica na região, que sofre com instabilidades e quedas no fornecimento nos municípios e na área rural.

Especificamente para a área rural, Reichembach defende a instalação de redes trifásicas. “A rede trifásica é a forma mais eficiente de distribuir energia para longas distâncias e permite a operação eficaz de equipamentos elétricos”, ressalta.

Na reunião também estiveram presentes os deputados estaduais Nelson Luersen, Elio Rusch, Anibelli Neto, Marcel Micheletto, a deputada estadual Luciana Rafagnin, representantes do Ministério da Agricultura, FAEP, Senar, FIEP, SEAB, Emater, Adapar, Ocepar, UFPR, Sindivet (Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná) e APCBRH (Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa).

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