Covid-19: telemedicina auxilia troca de informações entre equipe multidisciplinar

O uso da tecnologia tem sido a principal ferramenta para aproximar as pessoas durante a pandemia da Covid-19. No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), ela também tem sido utilizada para essa finalidade, com o intuito de aproximar familiares e pacientes, em épocas de visitas restritas.

Porém, mais que isso, a tecnologia também tem auxiliado as equipes multidisciplinares na troca de informações, a partir da telemedicina. “Como a universidade já possuía essa estrutura, conseguimos mais um ponto para a Ala Covid-19 e isso foi uma grande oportunidade de utilizar a tecnologia a nosso favor. Proporciona as visitas multidisciplinares e uma discussão com vários especialistas ao mesmo tempo”, ressalta o médico e coordenador da Ala Covid-19, Gabriel Kreling.

A equipe multidisciplinar é quem utiliza a telemedicina diariamente, e frequentemente também possui a participação de residentes. “Os pacientes com Covid-19 têm apresentações clínicas de todas as especialidades da Medicina. Por isso é importante essa discussão com vários profissionais, de várias especialidades, e a presença dos residentes, para que eles também tenham essa oportunidade e consigam aprender”, explica.

Além disso, o uso da telemedicina na Ala Covid-19 permite diminuir a circulação do número de profissionais, assim como o uso consciente de EPI (Equipamento de Proteção Individual). E mesmo com a distância, todos os profissionais possuem acesso ao prontuário e aos exames, para que possam discutir cada caso clínico. “A equipe multidisciplinar analisa o paciente como um todo e o bom desfecho só é possível caso haja uma equipe treinada, capacitada e engajada no cuidado. A telemedicina está somando muito em resultados positivos. Mas é importante frisar que se for necessário a presença de outros profissionais, se houver agravamento do quadro clínico de algum paciente, eles são solicitados”, enfatiza.

A tecnologia no Huop tem sido utilizada também para conversa entre familiares e pacientes, assim como a troca de informações com equipes externas de outras instituições hospitalares. “É uma situação atípica em que todos precisamos nos reinventar para passar as informações com segurança. É uma dedicação máxima de todos os profissionais nesse momento”, diz o médico intensivista e coordenador do Pronto Socorro do Huop, Thiago Simões Giancursi, que defende o uso da telemedicina com mais frequência após a pandemia. “Para nós, essa tecnologia só veio a acrescentar e trazer resultados positivos na nossa rotina, nas discussões e resultados. Dessa forma precisamos pensar em utilizá-la com mais frequência após a pandemia”, conclui.

A telemedicina no Huop é utilizada por algumas especialidades médicas, que são registradas na Rede Nacional de Pesquisa e Rede Universitária de Telemedicina, antes mesmo da pandemia da Covid-19. Dentro do hospital, ela é móvel e pode ser utilizada, inclusive, no Centro Cirúrgico em conferências ao vivo com objetivo de ampliar o aprendizado dos residentes.

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