“Fazer ressoar”!

Dia 30, último domingo do mês de agosto, mês das vocações, a Igreja recorda de modo especial a missão e vocação das/os catequistas.

O verbo grego “katechein” significa “ressoar”, “fazer ressoar” – soar com força, com intensidade; retumbar, ecoar, fazer ouvir; repercutir. Portanto, a missão da/os catequistas é fazer ressoar, retumbar continuamente o anúncio da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, no coração de cada pessoa, para que sua vida seja transformada, não somente dos catequizandos. Todos devemos ouvir o mandato missionário de Jesus Cristo.

O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização publicou, no mês de março de 2020, em Roma, o “Diretório para a Catequese”. No mês de julho, já o recebemos traduzido ao Português e à disposição de todos os agentes de Pastoral da Igreja do Brasil. O novo documento, elaborado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, foi aprovado pelo Santo Padre Francisco, no dia em que a Liturgia celebrava a memória litúrgica de São Turíbio de Mogrovejo, 23 de março, que, no século XVI, deu um forte impulso à evangelização e à catequese.

Em mais de 300 páginas, divididas em 3 partes e 12 capítulos, o texto do novo Diretório recorda que “todo batizado é um discípulo missionário” e que “são urgentes esforços e responsabilidades, necessários para encontrar novos instrumentos de linguagem para comunicar a fé”. Os princípios basilares, com os quais podemos agir, são três: “testemunho, misericórdia e diálogo”. Testemunho, porque “a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”; misericórdia, “por meio da qual a verdadeira catequese torna crível a proclamação da fé”; diálogo, “livre e gratuito, que não obriga, mas, partindo do amor, contribui para a construção da paz”. Assim, – descreve o Diretório – “a catequese ajuda os cristãos a dar pleno sentido à sua existência”.

Catequese: “Formar hábitos de vida cristã”

São Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi diz que “uma via que não há de ser descurada na evangelização é a do ensino catequético. A inteligência, nomeadamente a inteligência das crianças e a dos adolescentes, tem necessidade de aprender, mediante um sistemático ensino religioso. Os dados fundamentais, o conteúdo vivo da verdade que Deus nos quis transmitir, e que a Igreja procurou exprimir de maneira cada vez mais rica, no decurso da sua história. Depois, que um semelhante ensino deva ser ministrado para educar hábitos de vida religiosa e não para permanecer apenas intelectual. E fora de dúvida que o esforço de evangelização poderá tirar um grande proveito deste meio do ensino catequético, feito na igreja, ou nas escolas onde isso é possível, e sempre nos lares cristãos; isso, porém, se os catequistas dispuserem de textos apropriados e atualizados com prudência e com competência. Os métodos, obviamente, hão de ser adaptados à idade, à cultura e à capacidade das pessoas, procurando sempre fazer com que elas retenham na memória, na inteligência e no coração, aquelas verdades essenciais que deverão depois impregnar toda a sua vida. Importa sobretudo preparar bons catequistas paroquiais, mestres e pais, que se demonstrem cuidadosos em se aperfeiçoar constantemente nesta arte superior, indispensável e exigente do ensino religioso... para numerosos jovens e adultos que, tocados pela graça, descobrem pouco a pouco o rosto de Cristo...” (EN n. 44).

Rezemos pela perseverança e fidelidade de todos/as catequistas da nossa Igreja Diocesana, para que estejam sempre dispostas em fazer com que a Palavra do Evangelho de Jesus Cristo ressoe em seus catequizandos, suas famílias e comunidades de fé. Ademais, suas próprias vidas como discípulas de Cristo é uma forma de anúncio do Evangelho.

Dom Edgar Ertl

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