A cor do seu carro é a sua cara
Certamente, você já ouviu expressões como “fulano ficou vermelho de raiva”, “branco de medo” ou “roxo de vergonha”.Também já deve ter notado que a maioria das lanchonetes abusa do vermelho e do amarelo, que as clínicas médicas preferem o branco e os tons de verde, que os “homens de negócio” apostam no preto e que as mulheres dispostas a seduzir preferem batom vermelho.
É possível citar ainda uma infinidade de exemplos coloridos, mas estes são suficientes para se desconfiar de que as cores podem despertar sensações, alterar o estado de espírito, influenciar comportamentos e, mesmo que escolhidas de forma inconsciente, revelar também desejos, necessidades e aspectos da personalidade (daí serem usadas em alguns testes de admissão). Há diversos estudos – inclusive on-line – que explicam como, por que e de que forma as cores participam de nossa vida interna e externa. O primeiro passo para essa compreensão, no entanto, é observar suas preferências de cor. Repare, por exemplo, nas cores das roupas que está usando hoje. Por que as escolheu? Que sensação elas lhe transmitem? Ou melhor: que impressão você acha que elas proporcionarão ao outro? Essa análise pode aplicar-se também à preferência de cor para carro. A secretária executiva Renata Brandli diz que sempre optou por carros de cor preta porque transmitem sofisticação e seriedade. “Tive um carro prata, mas não me identifiquei de forma nenhuma. Fiquei um ano com ele e para mim sempre pareceu sem graça, comum. Quando decidi trocar de carro, não hesitei em escolher novamente a cor preta. Acho mais chique, sóbrio. O único problema da cor preta é que a sujeira fica mais aparente, então o carro precisa estar sempre limpo”. Para Elaine Marini, pesquisadora de cromoterapia (terapia das cores) e autora do livro Cromoterapia – dicas e Orientações de como as cores podem mudar sua vida (Editora Nova Era – Record), “as cores influenciam na personalidade de acordo com a preferência. A primeira cor de preferência de uma pessoa refere-se aos aspectos da personalidade real dela, ou seja, como ela se mostra para os outros. A segunda cor de preferência refere-se aos objetivos da vida, ou seja, o que se almeja da vida. A cor que a pessoa não gosta refere-se às frustrações da vida. Mas é importante destacar que as cores preferidas mudam de acordo com o momento emocional da pessoa”. Confira abaixo as características de cada cor e o que elas revelam sobre você. Vermelho: motivação, persistência, vontade e paixão são algumas das características que definem essa cor. Ter escolhido um carro vermelho sugere que você tem iniciativa, disposição e energia para agir, resolver problemas, criar soluções e viver de forma intensa. Você gosta de chamar a atenção e parecer forte. Outro traço é a tendência de ser rancoroso, briguento e, às vezes, expressar-se com raiva ou agressividade. Laranja: coragem, desejo de aventura, criatividade, confiança e necessidade de transformações na vida estão na alma dos apaixonados por essa cor. Divertido e entusiasmado, os donos de carros de cor laranja costumam ser a companhia que todos querem por perto. Um carro com essa cor denuncia também uma tendência ao exibicionismo e desejo de controlar pessoas e situações. Amarelo: otimismo, esperança e atração pelo conhecimento refletem o temperamento dos que optam pelo amarelo. Quando se vê um carro dessa cor, logo se imagina um motorista jovial, alegre, original e capaz de tomar decisões segundo suas próprias idéias. Tem de se ficar atento, porém, à propensão ao isolamento e ao comportamento vingativo. (Exceção para os táxis do Rio de Janeiro, que são amarelos). Verde: calma, tranqüilidade e busca do equilíbrio traduzem os fãs do verde. É uma cor associada também à natureza e ao ambiente harmônico. Optar por esta cor pode denotar motoristas que se importam muito com a segurança, que preferem o anonimato e buscam a justiça. Por outro lado, o espírito livre e cooperativo tende, às vezes, a contrastar com a avareza, a indiferença e a estagnação, ou seja, pessoas que não dão ponto sem nó. Azul: “eu quero paz!”. Este poderia ser o lema dos amantes do azul, que preferem a quietude, a tranqüilidade e são mais voltadas para a razão do que para a emoção. Desconfiar de que a vida é mais do que ela apresenta, ser reflexivo, sereno e leal são qualidades que também podem estar presentes no perfil desse motorista, os menos estressados do trânsito. Ter inclinação ao devaneio, à solidão e inação são posturas que estão do outro lado da balança. Roxo: respeitar a si mesmo deve ser a principal virtude do motorista que opta por essa cor, além de dignidade, auto-estima e dons criativos. O roxo remete à prosperidade e à criatividade. Sendo a cor típica da realeza, sugere o gosto pelo nobre e pelo sublime. O lado negativo está no orgulho exagerado, na arrogância e em uma falsa concepção de superioridade sobre os demais. Magenta: maturidade aliada à capacidade de amar são os potenciais dessa cor, que une também dedicação, comprometimento, capacidade de compreensão e habilidade para administrar quaisquer assuntos. Sensual e afetuoso, dificilmente um apaixonado por essa cor é do tipo que arruma confusão no trânsito. O aspecto negativo do magenta pode acarretar arrogância, desejo de monopolizar os outros e egoísmo. Branco: clareza, verdade, pureza, paz e limpeza são alguns das qualidades que podem ser encontradas em quem compra um carro branco. Por captar a energia solar, o branco é vibrante e estimula os sentidos. Em seu aspecto negativo, pode representar inclinação à monotonia e à dispersão. Ao menos em São Paulo, o desejo de não ser confundido com um táxi certamente interfere na escolha por essa cor. Entre o preto e o prata Nem precisa ser bom observador para notar a supremacia de carros de cores preta e prata – e todas as suas nuanças. Isso significa que a maioria das pessoas tem personalidade muito parecida? Não, exatamente. Mas significa que essas pessoas têm, ao menos, uma característica determinante em comum: o conservadorismo, o desejo de manter uma tradição, de se evitar mudanças. No caso dessas cores, o aspecto principal a se manter é o da sobriedade. E de garantir a “venda fácil” do carro, pois há uma lenda estabelecida de que qualquer cor diferente daquelas pode dificultar a revenda. Por esse motivo, as revendas preferem apostar no preto ou no prata e correr menos risco de ter carros encalhados no estoque – o que gera um círculo vicioso. O cliente vai à loja pensando em comprar um carro vermelho. O vendedor, no entanto, lhe informa que nessa cor não tem o produto para pronta-entrega e que o encomendará à fábrica. Logo, demorará a chegar. Mas se o cliente não quiser esperar, tem o mesmo carro na cor prata. E lá se vai mais um “monocromático”. A Fiat, por exemplo, oferece uma extensa lista de opção de cores para seus modelos – o Stilo tem 12. Mas quais dominam? De acordo com o pessoal da fábrica, 70 % dos Stilo são vendidos nas cores prata/preta. É louvável o fato de que a versão Schumacher, oferecido apenas em vermelho ou amarelo, represente 60 % das vendas entre as versões 16V. Talvez sinal de que “nem tudo está perdido”. Agora, se sua preferência por esses tons vem do fundo do coração, conheça seu significado e o que ele diz sobre você: Prata: o simbolismo do prata é bastante semelhante ao do Branco – tanto o lado positivo quanto o negativo. Está associado a verdade, beleza, integridade e pureza e também a monotonia e dispersão. Preto: apesar de presença do preto nas roupas poder significar também uma personalidade anti-social, os que optam por carros dessa cor gostam de passar a imagem de sobriedade, responsabilidade e respeito às normas estabelecidas, além de autoridade e tradicionalismo. Geralmente, são pessoas que também gostam de parecer misteriosas e têm dificuldade de demonstrar o que sentem.
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