Segurança
Não bastasse a clonagem de cartões de banco, telefones celulares, talões de cheques etc, até mesmo as placas dos carros estão vulneráveis ao golpe.
Não bastasse a clonagem de cartões de banco, telefones celulares, talões de cheques etc, até mesmo as placas dos carros estão vulneráveis ao golpe. Conhecidas também como dublês, as placas clonadas assustam e prejudicam um número cada vez maior de motoristas. Afinal de contas, é mais do que injusto arcar com um prejuízo que não deveria ser seu. Desde o advento do novo Código de Trânsito Brasileiro, de 1998, cujas normas são mais severas, os motoristas têm sofrido cada vez mais com o desconto de pontos em suas habilitações. Apesar de contribuir para a maior segurança do trânsito, principalmente nas grandes capitais, o maior rigor da fiscalização acabou levando alguns fraudadores a buscar na clonagem de placas uma forma de escapar do pagamento de multas e da perda da carteira de habilitação. As placas dublês são empregadas de duas maneiras: a primeira é utilizada em veículos de marcas e modelos diferentes do modelo original; e a segunda é utilizada em veículos com as mesmas características do veículo da placa original, provavelmente com o intuito de despistar as autoridades. Veja como agir: Se você desconfiar que a sua placa está sendo clonada, não fique de braços cruzados, pois assim você acabará sendo integralmente lesado pelo estelionato. Neste tipo de situação é recomendável que os motoristas formalizem queixa diretamente no Detran de seu Estado para que o caso seja investigado. Casos comuns de suspeitas de dublês ocorrem quando o motorista recebe em casa multas registradas em lugares ou datas desconhecidos. O Detran procura ser minucioso em sua investigação, inspecionando o veículo, as multas e documentos do carro. Isto porque há muitos recursos de multas fundamentados na clonagem de placas, de forma que o Detran deve também ficar atento aos motoristas que alegam o fato simplesmente para não pagarem suas multas. Caso o Detran constate que a placa de um veículo realmente tenha sido clonada, então a mesma é bloqueada e conseqüentemente substituída por novos números e letras. Porém, você deve estar preparado para gastar algum dinheiro com isto, já que será necessário pagar um novo emplacamento do veículo, mais a emissão de um novo documento. Acidentes: de quem é a culpa? - O motorista que perde sua habilitação devido ao excesso de infrações acaba sendo punido de várias formas. Além do aspecto financeiro, já que as multas pesam, e muito, no bolso do motorista, existe o aspecto legal, visto que o motorista que comete infrações está sujeito a vários tipos de punição, como em casos de acidentes, por exemplo. A primeira delas é a punição administrativa, aplicada pelas autoridades de trânsito e que envolvem multas, suspensão do direito de dirigir, cassação de habilitação etc. Outro caso é o de punição civil, aplicada pela Justiça e que envolve indenização a terceiros. Finalmente, há ainda a punição criminal, aplicada pela Justiça e que envolve desde prisão até prestação de serviços comunitários. Um exemplo comum é o de motorista que avança o sinal vermelho. Neste caso ele pode estar sujeito aos três tipos de punições. Em primeiro lugar a administrativa, pois se trata de infração considerada gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro, e que pode ser uma multa ou até mesmo a realização de curso para reciclagem. Mas o motorista também está sujeito a uma punição civil, sendo obrigado a pagar indenizações por danos materiais ou pessoais. E se houver lesão corporal o motorista estará sujeito a punição criminal, podendo sofrer pena de prisão de até dois anos, isto no caso de não ter cometido a infração antes. Caso o motorista deixe de socorrer a vítima do acidente, não esteja habilitado a dirigir, ou tenha causado o acidente na faixa de pedestres, então a pena criminal pode ser aumentada de um terço a 50%. Perdão judicial - Em alguns casos, o juiz pode optar por conceder o chamado “perdão judicial”, pois acredita que o réu já sofreu bastante para reparar seu erro. Este é o caso, por exemplo, do motorista causador do acidente tiver sofrido ele mesmo danos físicos e psíquicos graves. A perda de um familiar em decorrência do acidente, por exemplo, pode levar o juiz a optar por conceder o que se chama perdão criminal. Contudo, o perdão no processo criminal não isenta o motorista do pagamento de indenização. Entrando em acordo - Apesar de ser possível entrar em acordo em caso de acidente automobilístico, seja no local do acidente ou não, caso o pagamento não seja efetuado imediatamente, então recomenda-se a elaboração de uma “Confissão de Dívida”. A confissão pode ser manuscrita e terá valor de título executivo desde que seja assinada por duas testemunhas, ou pelo responsável pelo acidente que nele se compromete a pagar as despesas da vítima. . Você pode carregar este modelo no seu porta luvas, podendo usá-lo em caso de acidente no trânsito e conseguindo com isto evitar muita dor de cabeça desnecessária. Alguns casos práticos - Abaixo listamos alguns casos práticos em que muitas vezes o motorista fica na dúvida sobre quem é o responsável pelo acidente automobilístico, são eles: Pai deixa filho menor dirigir - Caso o filho tenha causado um acidente fatal ao dirigir o veículo este pai estará sujeito perante o Código Penal e de Trânsito a ser condenado como co-autor do homicídio culposo praticado. Neste caso a pena varia de 2 a 4 anos, mas pode chegar a 6 anos se houve omissão de socorro às vítimas. Além disto, terá que pagar uma pensão alimentícia de dois terços de salário mínimo até a data em que o falecido tivesse completado 65 anos. Para garantir que os pagamentos serão efetuados terá que reservar bens imóveis que produzam renda e que não poderão ser vendidos, ou se não os tiver, abrir uma caderneta de poupança com controle judicial. Finalmente, teria que pagar 3 vezes o valor da multa gravíssima cobrada pelo Departamento de Trânsito por ter deixado alguém sem habilitação dirigir. Estas penalidades são válidas não apenas para pais, mas para quaisquer adultos que permitirem que um menor dirija um veículo sem habilitação. Acidente causado por farol alto - Caso um motorista seja ofuscado pelo farol alto de outro veículo será responsável por qualquer acidente que venha a cometer em decorrência desta situação. Afinal, a legislação de trânsito estabelece que neste tipo de situação o motorista deve reduzir a velocidade, ou até mesmo parar o veículo, enquanto não tiver condições de visibilidade. Desta forma, como qualquer outro motorista que cause um acidente, este estará sujeito a indenização por danos materiais e processo criminal por danos às pessoas. Estouro de pneu - Da mesma forma os acidentes causados por estouro de pneu quase sempre são caracterizados como sendo responsabilidade do motorista, pois na visão da Justiça o estouro foi decorrente da não manutenção dos pneus, do excesso de peso no veículo, ou de manobras bruscas por parte do motorista. O mesmo é válido para os casos de acidente por falha mecânica, pois o motorista é considerado responsável pelo veículo quando o coloca em circulação nas ruas. Em alguns casos os motoristas tentam se eximir da culpa alegando que a pista estava em má estado de conservação, ou mesmo molhada. Este tipo de alegação não será considerado como defesa, pois é de sua responsabilidade dirigir atentamente nestas condições. Caminhão de lixo - O motorista que trafegar próximo a um caminhão de lixo deve ter atenção redobrada, pois os coletores podem atravessar a rua de uma hora para outra. O motorista que atropelar um coletor por falta de atenção será responsabilizado pelo acidente. O mesmo é válido para os casos em que um profissional estiver trabalhando na pista, como por exemplo, representantes de empresas prestadoras de serviço. Por outro lado, o motorista que atropelar um pedestre que tenha surgido repentinamente na pista não será responsabilizado pelo acidente. Contudo, se o motorista se limitar a apenas buzinar sem parar ou reduzir a velocidade tendo visto o pedestre, então neste caso ele será responsável pelo acidente. Dicas de segurança ao sair com o seu carro - Diante do elevado índice de violência presente em todo o País, os motoristas estão cada dia mais vulneráveis à ação de bandidos. Apesar de não existir nenhuma fórmula mágica que o ajude a se livrar do perigo, pelo menos há meios para reduzir este risco. Não podemos esquecer que existe um estigma de que quem possui um carro é porque tem boas condições financeiras, o que sugere que motoristas são mais “visados” por ladrões. Os meios são muitos para a realização de um roubo ou furto. Vale atirar pedras no pára-brisa, fingir ser vendedor ambulante, guardador de carro, simular pequenas batidas etc. E como a própria ação já é um ato de covardia, para completar, as mulheres e idosos são geralmente os alvos preferidos. Veja algumas dicas a seguir para aumentar a sua segurança. Ao estacionar o carro - Embora os estacionamentos particulares realmente sejam caros, vale mais a pena arcar com a despesa do que deixar o carro estacionado na rua. Agora, se for inevitável parar o carro na rua, busque lugares mais iluminados e movimentados. Nem pense em ficar conversando dentro do carro. Seja bastante breve ao chegar e ir embora. E sempre esteja atento quando algum suspeito se aproximar. No semáforo - As dicas básicas você certamente deve conhecer. Optar sempre em parar o carro na faixa da direita (a abordagem é mais difícil), mantendo uma certa distância do carro da frente e, ao menor sinal de abordagem, “cole” no carro ao lado para que não seja possível alguém chegar em sua janela. Como não há registros de assalto com o carro em movimento, reduza a velocidade quando perceber que o sinal está vermelho para que dê tempo de ficar verde antes que você precise frear o carro. Enquanto você dirige - Se você perceber que pode estar sendo seguido, mude a sua rota e vá para algum lugar mais movimentado onde possa pedir ajuda policial. Ao chegar em casa, principalmente se for muito tarde, veja se não há estranhos rodeando sua casa. Se sim, sequer pense em parar e informe logo a polícia. Tudo no porta-malas - Lembre-se que antes de uma abordagem você sempre será observado pelo assaltante. Isto significa que se houver volumes em seu carro as chances de você se tornar vítima são ainda maiores. Portanto, deixe bolsas, casacos, sacolas, mochilas, pacotes de presente, lap tops, tudo no porta-malas para a sua segurança. Sem ostentações - Que você adora viajar para lugares badalados, estuda em uma das melhores faculdades da cidade, freqüenta academias de ginástica da moda etc, isto tudo é um direito seu. Mas exibir este “currículo” no carro pode ser perigoso. Desta forma, esqueça os adesivos “Eu amo Maresias” ou “Engenharia Mackenzie”, por exemplo. O ladrão poderá deduzir o seu patrimônio e certamente usará isto contra você. Foi assaltado. E agora? - Se essas atitudes não foram suficientes e você, infelizmente, for vítima de um assalto, a melhor forma é manter a calma, não reagir em hipótese alguma e informar o assaltante sobre cada movimento seu para acalmá-lo, pois, como alerta a polícia, o bandido costuma ficar tão nervoso quanto a vítima. Então qualquer movimento brusco sem aviso prévio ao bandido pode parecer que você irá reagir. Se possível, para satisfazer o ladrão, carregue mais dinheiro na carteira e menos cartões. O prejuízo muito provavelmente será menor. Passado o susto, no há muito o que fazer a não ser procurar a polícia para minimizar as perdas sofridas, e tenta recuperar o que foi levado. Carteira vazia - Apesar de toda precaução, qualquer pessoa sabe que está sujeita a passar por um susto deste. E como a carteira, sem dúvida alguma, é o principal alvo do bandido, vale a pena adotar um kit básico de segurança para não ter tantas dores de cabeça posteriormente em relação à emissão de novos documentos, sustação de cheques, cancelamentos de cartões etc. O único documento que você é obrigado a carregar na sua carteira e que não há possibilidade de se fazer cópia (nem autenticada) é a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). E como na carteira existe o número do seu CPF (Cadastro de Pessoa Física), deixe o documento em casa. Tenha em mãos apenas a sua carteira de identidade (RG) autenticada, já que a lei não obrigada você a carregar o documento original. Outra cópia autenticada que também deve ser feita é a do documento do veículo. Qualquer despachante pode cuidar deste serviço. Título de eleitor só é útil na época de eleições, com exceção de poucos casos em que o documento é pedido (concursos, por exemplo). Portanto, este é outro documento que deve ficar na sua casa. Por sua vez, os cheques, embora sustáveis, são o alvo preferido de estelionatários. Não representa tanto perigo, mas não custa nada carregar apenas o número de folhas que sabe que irá utilizar. Finalmente, os cartões, tanto do banco como o de crédito merecem atenção especial. O ideal é carregá-los em lugar separado escondido e não dentro da carteira. No caso do cartão de banco é bom nem carregá-lo com você, pois ele guarda toda a sua situação bancária. Ao sacar dinheiro, esqueça os caixas 24 horas, mas se for muito necessário procure aqueles dentro de shoppings, supermercados e outros locais movimentados. Já no caso do cartão de crédito o problema não é o roubo em si, pois você pode pedir o cancelamento rapidamente. O perigo é se for utilizado em seqüestro-relâmpago e você não ter como impedir que ele seja esgotado.
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