Orar como Jesus

Mario Eugenio Saturno
Um dia, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.

Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação (Lc 11,1-4). Temos ainda o complemento dessa oração em Mateus: Eis como deveis rezar: Pai Nosso, que estais no céu, venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; mas livrai-nos do mal.
O que pouca gente se dá conta é que Jesus promove uma mudança em como se deve ver Deus. Um ser todo-poderoso, Senhor dos exércitos, o Criador de todas as criaturas, agora é uma pessoa, uma pessoa próxima, muito próxima, um pai. E, mais, não meu, não seu, não dele, mas nosso! Alguém que devemos tratar intimamente, que devemos ter um relacionamento familiar e... honesto!
Segundo Lucas, Jesus ensina-nos a pedir a graça do pão, que representa o nosso alimento diário, sustentáculo de nossa vida, depois, o perdão e, finalmente, viver uma vida inocente. Em comunidade, para se viver bem, com lealdade e espírito de equipe, a tolerância é uma capacidade essencial, e viver o perdão, pedir e dar, é o segredo do sucesso.
Também podemos fazer um paralelo com Abraão, leia e reflita essa passagem do Antigo Testamento: pois que Abraão deve tornar-se uma nação grande e poderosa, e todos os povos da terra serão benditos nele. Eu o escolhi para que ele ordene aos seus filhos e à sua casa depois dele, que guardem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e a retidão, para que o Senhor cumpra em seu favor as promessas que lhe fez.” O Senhor ajuntou: “É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande. Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei.”
Os homens partiram na direção de Sodoma Abraão aproximou-se e disse: “Fareis o justo perecer com o ímpio? Talvez haja cinqüenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade, em atenção aos cinqüenta justos que nela se poderiam encontrar? Abraão continuou: “Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza. Se porventura faltarem cinco aos cinqüenta justos?” “Não a destruirei.” Abraão insistiu:: “Talvez só haja aí quarenta” (Gênesis 18:20-32).
Assim insistiu Abrahão até chegar a dez. Foi respeitoso, mas persistente e, até, insistente. Iniciou questionando o que aconteceria e, em seguida, nos deu um grande exemplo de como é a misericórdia de Deus e o valor dos inocentes. Reforçado por Jesus: pedi, e dar-se-vos-á.Pois todo aquele que pede, recebe. (Lc 11,9-13).
Mario Eugenio Saturno, de Bariloche - Argentina, é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)
 

Ler 527 vezes
Entre para postar comentários
Top