Fome ou vontade de comer?
A fome é definida como “o nome que se dá à sensação fisiológica que o corpo percebe quando necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida.
Em casos crônicos, pode levar a um mal desenvolvimento e funcionamento do organismo”. No entanto, nem sempre a sensação que temos quando queremos comer um alimento específico é fome, pode ser simplesmente vontade de comer. Uma das explicações que os nutricionistas dão para o aumento da obesidade nas últimas décadas é o maior número de produtos ofertados pela mídia, com o crescimento da indústria, que trouxe variedade de alimentos nada saudáveis aliados à estratégias poderosas de propaganda. Isso porque a vontade de comer é atiçada por estes elementos, fazendo com que o consumo aumente e, consequentemente, o peso dos consumidores. “O corpo entra em sofrimento quando sentimos fome, pois significa que ele está pedindo mais alimento para suprir suas necessidades” afirma a nutricionista Luana Stoduto “Quando deixamos a fome chegar, com certeza iremos comer muito mais do que necessitamos e também alimentos que forneçam mais calorias”. Sendo assim, a melhor maneira de evitar que a vontade prevaleça sobre a fome real é comer no mínimo de 3 em 3 horas e no máximo de 4 em 4 horas. “Evitando ficar muito tempo sem fazer uma refeição para não sentir descoforto que a fome causa, você evita que o corpo utilize as reservas do seu organismo” lembra Luana. É claro que é normal se render à vontade de comer, mas não dá para confundir estes desejo com a fome. Quem nunca se pegou correndo atrás de um determinado alimento, como por exemplo o sanduíche de determinada lanchonete? “Muitas vezes, esta ‘fome’ pode ser gula, vontade de comer algo específico. Por exemplo, a vontade de comer um sorvete de manga. Se fosse fome qualquer outro sorvete contentaria” esclarece a nutricionista. O corpo tem algumas necessidades que não podem ser consideradas gula, como a necessidade de comer algo doce após as refeições principais. “A sobremesa é fundamental para o desfecho de uma boa refeição, até porque elas são fonte de glicose, que no nosso corpo se transforma em energia , ajudando assim no processo de digestão”, explica Luana. Claro que não é por isso que as sobremesas calóricas estão liberadas. “É importante não exagerar, para não ganhar aqueles quilinhos indesejáveis. Uma dica é alternar frutas e doces nas sobremesas”. Então, se a vontade de comer aquele chocolate no meio da tarde for muito grande, opte por um tablete pequeno, apenas para evitar que essa vontade se torne um comportamento compulsivo mais tarde. Mas se você tem sentido sintomas indesejáveis como dor de cabeça, mau-estar, enjôo e tontura, saiba que estas reações merecem atenção, não são nada normais. “Um corpo saudável não tem esses desconfortos e significa que algo não está bem. É preciso procurar um especialista para identificar e resolver logo o problema” lembra a nutricionista.
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