Quando compra um carro, brasileiro gasta 40% do valor em impostos
Por: Adriele Marchesini Comprar um carro no Brasil significa desembolsar quase 40% do preço pago em impostos. Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostrou que a incidência de tributos em um Celta motor mil, zero-quilômetro, por exemplo, é de 38,75%. A percentagem é maior ainda que a média da carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto, estimada em 35% para o ano passado.
Um Celta Life sai, segundo cotações da Molicar, por R$ 23,8 mil na média do mercado. Dessa forma, são mais de R$ 9 mil apenas para a mordida do leão. De acordo com o IBPT, não foram feitas pesquisas detalhadas sobre a incidência de impostos sobre outros modelos. Contudo, a Molicar detalhou que a variação fica em 40% também para outras fabricações. Brasil x outros países “O Brasil é um dos países com a maior carga tributária sobre a fabricação de veículos. Maior até do que os modelos fabricados na Argentina”, explicou o consultor de mercado da Molicar, Vitor Meizikas Filho. Conforme o especialista, uma Ecosport, por exemplo, chega a ser R$ 15 mil mais barato no país vizinho. Na avaliação de Meizikas, com menor alíquota de tributos, os preços poderiam ser mais em conta no mercado brasileiro. “No Japão e nos Estados Unidos, esses impostos ficam no máximo em torno de 9% sobre o preço final dos veículos novos”, salientou. Incidências Conforme estudo do ex-governador Germano Rigotto exposto pelo XVII Congresso Fenabrave, a maioria dos países possui apenas um imposto sobre valor agregado (IVA) ou um imposto sobre vendas a varejo (IVV). Já no Brasil existe o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto Sobre Serviços (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS, Cofins, Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide).
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