Quarta, 31 Agosto 2005 10:53

Caixa já emprestou mais de R$ 4 bi para habitação

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Até o final deste mês, a Caixa Econômica Federal estima emprestar R$ 4,5 bilhões para a habitação – em 20 de agosto já eram mais de R$ 4 bilhões em financiamentos imobiliários. Os números fazem frente aos R$ 2,55 bilhões disponibilizados pelos bancos privados nos primeiros sete meses do ano. O bom desempenho da CAIXA na habitação e o calendário do Feirão de Imóveis foram anunciados dia 26 pelo presidente do banco, Jorge Mattoso, durante visita aos apartamentos decorados na Vila do Pan, no Rio de Janeiro (RJ). A visita teve a presença de autoridades, entre elas o Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, e do presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), Mario Vazquez Raña.
Os 1.480 apartamentos, financiados pela CAIXA, têm entre uma e quatro suítes e abrigarão inicialmente os atletas durante as competições dos Jogos Pan-Americanos. O empreendimento, que segue o modelo adotado em países como Espanha e Austrália, foi todo comercializado em dois dias. Os recursos para o financiamento, no volume total de R$ 189,4 milhões, são oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e serão repassados pela CAIXA sempre de acordo com o andamento das obras. Até agora já foram liberados R$ 21,58 milhões. Bom desempenho Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) apontam um crescimento de 86,7% nos empréstimos para a habitação concedidos pelas instituições privadas até julho. Em contrapartida, a CAIXA destinou sozinha 50% mais que o mercado, no período, quando já havia financiado mais de R$ 3,5 bilhões. Estimativa da Abecip aponta que o setor privado pretende emprestar R$ 4 bilhões até o final do ano, enquanto a CAIXA pretende atingir a marca dos R$ 10 bilhões. Em número de unidades, até julho a CAIXA já havia financiado mais de 184 mil imóveis, contra as 30.696 unidades financiadas por todo o setor privado. Hoje, na CAIXA, os números já ultrapassam a marca das 207 mil unidades habitacionais. Com o maior orçamento disponível na história do Sistema Financeiro de Habitação, o que possibilita atender cerca de 720 mil famílias, a CAIXA definiu a habitação como meta prioritária para o segundo semestre deste ano. Para tanto, tem trabalhado com uma grande campanha para comunicar à população a existência de recursos para aplicação nas várias modalidades de crédito existentes, ressaltando as atraentes taxas de juros e o destino dos recursos. Para o público de baixa renda, estão sendo distribuídas nas agências cartilhas que explicam o passo a passo do financiamento habitacional na CAIXA e que orientam o cliente na escolha da linha de crédito mais adequada. Além disso, o banco ainda traçou uma série de estratégias que visam fomentar os empréstimos habitacionais. Fomento Buscando facilitar e agilizar ainda mais o acesso à casa própria, a CAIXA adotou novos critérios para avaliar mutuários e empresas construtoras. No novo modelo de avaliação de pessoa física, em vigor desde 4 de julho, 69.238 pessoas foram avaliadas com mais de R$ 1,6 bilhão em propostas de financiamento. Dessas, 89,7% foram aprovadas sem nenhuma restrição e outras 10,2% tiveram sua aprovação condicionada à quitação de débitos e regularização de restrição cadastral ou a uma adequação da proposta às suas possibilidades de pagamento. Redesenhada, a avaliação de risco de crédito para pessoa jurídica, disponível desde o último dia 15, já aprovou 85% das construtoras que buscaram recursos com o banco. Desde essa data, a CAIXA passou a avaliar as empresas considerando também o desempenho econômico-financeiro gerado pelo próprio empreendimento a ser financiado. O que aumenta a capacidade de pagamento das empresas e possibilita uma ampliação no limite de crédito. Aliado a isso, a CAIXA redesenha também sua linha de crédito de apoio à Produção Imobiliária – lançada em 2004 – marcando o fim de uma política que durou uma década de não financiar diretamente incorporadoras. A expectativa é que, além de dar vazão aos R$ 360 milhões colocados à disposição pelo Conselho Curador do FGTS ao Programa Apoio à Produção, a CAIXA consiga um incremento nas outras linhas de financiamento à produção, em especial o financiamento de Imóvel na Planta (Carta de Crédito Associativo), que conta com um orçamento em torno de R$ 1,2 bilhão em 2005. Com a operacionalização desse novo modelo a CAIXA irá reexaminar um total de R$ 1,9 bilhão de projetos de investimento apresentados, que podem gerar um total de R$ 1,2 bilhão em crédito nas linhas dirigidas à produção. Poupança Sobreaplicada na poupança desde 1992 e, portanto, sem financiar a habitação com esse dinheiro, a CAIXA deve retomar essa fatia do mercado ainda em outubro. Hoje, os recursos disponíveis são da ordem de R$ 1 bilhão e devem financiar 80% do valor dos imóveis. Voltada para a classe média, a nova linha atenderá famílias com renda maior que R$ 4.900 e que pretendem comprar imóveis acima de R$ 80 mil. As taxas devem ficar entre 10% e 12% ao ano. Feirão Em uma iniciativa inédita, a CAIXA realizará o Feirão de Imóveis em 14 cidades com forte demanda e oferta imobiliária no país – São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Ribeirão Preto (SP), Campinas (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Belém (PA), Goiânia (GO), Vitória (ES), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG). A ação, que tem parceria de diversas construtoras e entidades do setor, promoverá a venda de imóveis novos, usados e na planta – com financiamento da CAIXA. Somente no Rio de Janeiro e São Paulo serão mais de 31.000 imóveis disponíveis; 11.700 para todo o Estado do Rio de Janeiro e outros cerca de 20.000 para o Estado de São Paulo. Programados para serem realizados a partir da segunda quinzena de setembro, os feirões devem movimentar pelo menos R$ 1 bilhão, gerando, cerca de 20 mil negócios. “O feirão promoverá a convergência de interesses entre os clientes, incorporadoras e construtoras, imobiliárias, corretores de imóveis, lojas de material de construção, cartórios e a própria CAIXA”, afirma o presidente da CAIXA, Jorge Mattoso. Além de agente financeiro, o banco oferecerá suporte necessário, desde esclarecimentos básicos até a prestação de serviços referentes ao processo de concessão de crédito, como simulação de cálculo, análise cadastral e de risco de crédito, consultas aos sistemas corporativos.
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