Conferência de Saúde de Salgado Filho destaca conquistas no atendimento
A Conferência municipal de Saúde de Salgado Filho realizada sexta-feira, 02, contou com a presença dos representantes das comunidades, entidades, associações e do poder público municipal e da presença maciça dos funcionários que atuam no setor.
O secretário municipal de Saúde, Vicente De Conto relatou que o Centro de Saúde conta com mais de 40 pessoas que atuam no Programa Saúde da Família (médicos e odontólogos), sendo médicos, dentistas, enfermeiras, auxiliar de enfermagem, agentes comunitários de Saúde e motoristas e teve implanto a partir de janeiro de 2005, o atendimento 24 horas com leitos emergenciais, atendimento odontológico no período da noite a partir das 17h, adquiriu um veículo Pálio e recebeu uma ambulância nova da Secretaria Estadual de Saúde através da atuação decisiva do deputado Luiz Fernandes Litro. De Conto destacou a administração firme do prefeito Amarildo Smaniotto que quer resultados no setor e está dando todas as condições para que o trabalho de atendimento preventivo e curativo seja realizado. Vicente também agradeceu a atuação firme dos conselheiros municipais de saúde e dos vereadores que acompanham e apóiam as ações de saúde no município. O prefeito Amarildo Smaniotto e o vereador Iraldo Gotert ressaltaram a importância da participação da comunidade salgadense através de seus representantes que integram o Conselho e parabenizaram a equipe de Saúde que estão cumprindo com o programa de governo que é o de promover o bem estar das pessoas prevenindo problemas e sendo ágil na solução no setor curativo. A Conferência Municipal contou com a presença de Cleomir Pazetto que dirige o CRE – Conselho Regional de Especialidade e palestrou sobre os procedimentos realizados pelo CRE, da Drª Maria Elisa Pereira, enfermeira de Santo Antônio do Sudoeste, mestre em saúde coletiva que palestrou sobre Controle Social e SUS e de Euzébio Cavazotto da 8ª Regional de Saúde que esteve à disposição dos conselheiros para abordar temas de Saúde. Consórcio de Saúde Cleomir Pazetto destacou que o município, Estado e governo federal trabalham em sintonia para viabilizar o consórcio de Saúde que existe na região há cerca de dez anos e que atende especialidades pois a maioria dos municípios não possui infra-estrutura e nem condições econômicas para manter um especialista na sua cidade. Inicialmente, 19 municípios formaram o Consórcio que depois teve a adesão de todos os 27 municípios da microrregião de Francisco Beltrão. O CRE possui cerca de 11 funcionários (sendo mais de 50 pessoas com nível superior, sendo mais de 40 médicos das mais diversas especialidades, bioquímicos, assistente social, enfermeiras, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, odontólogos, psicólogos) e atende em média, 600 pessoas por dia com consultas, exames laboratoriais e de Raio X numa estrutura limitada para atender os 323 mil habitantes. Para tanto, está sendo solicitada uma nova estrutura para fazer frente a necessidade da região. Pazetto informou que durante o ano de 2004, foram atendidas no CRE, 1.080 consultas e mais de 700 exames para pessoas de Salgado Filho, ou seja, 35% da população que foram transportados por veículos do municípios e cujos procedimentos foram agendados pela Secretaria Municipal de Saúde. Todo o trabalho começa pelo município, onde a Secretaria Municipal de Saúde assiste o paciente e na necessidade de especialista, é agendado para o CRE. Recursos financeiros Para manter o CRE, são injetados R$ 110 mil pelo SUS, R$ 30 mil pelo Estado e R$ 55 mil rateados entre os 27 municípios. Salgado Filho por exemplo, paga cerca de R$ 1 mil por mês. O cálculo por município é por meio da sua população. Cada habitante paga R$ 0,14 por mês, o que dá no ano, R$ 1,74, ou seja, menos que o valor de um refrigerante. Diante disso, é necessário que o município faça uma boa triagem dos pacientes enviados. Pazetto disse que o maior problema enfrentado no CRE é na área de ortopedia, pois a região conta com apenas 6 médicos, insuficientes para cuidar de acidentados em trânsito, no trabalho, no esporte, entre outros. Fila É questão de cultura do povo. Todo os que se dirigem ao CRE tem horário marcado, porém, correm para lá bem cedo. Há também a questão do transporte que é feito pelos municípios. Na maioria deles, os ônibus saem às 06h, chegando ao CRE entre 07h e 08h, o que causa fila com até 120 pessoas, mas ninguém retorna sem atendimento. Atendimento 24 horas é solução Os municípios estão adotando o atendimento 24 horas onde o munícipe tem atendimento médico emergencial e leitos para recuperação. Os casos mais graves ou que necessitem de especialistas, são encaminhados ao CRE, ou então para Pranchita, Cascavel, Pato Branco e Curitiba. Pazetto lembra que a atual situação dos municípios não dá condições para que se mantenha hospitais. O custo de manutenção e a necessidade de pessoal estão forçando o fechamento de hospitais na região, como é o caso de Salgado Filho que não suportou manter o hospital, de Renascença e Pérola D’Oeste que estão fechando suas unidades hospitalares, de Realeza que teve desativados alguns setores hospitalares e dos problemas financeiros e de pessoal enfrentados pelo Hospital Regional de Pranchita. A melhor saída para os municípios é o investimento na prevenção e para isso, os municípios contam com os PSF que atendem as famílias em suas casas. Quanto menos encaminhamentos para o CRE, melhor é o resultado dos programas desenvolvidos nos municípios. A região teve grande avanço na odontologia e na oftamologia. São conquistas da população que passou a ter melhor qualidade de vida e melhorou a sua auto-estima, completou Pazetto, parabenizando as ações de Saúde desenvolvidas pelo município que neste ano tem índice excelente, prova disso é que em janeiro, o município devia 35 AIHs para Francisco Beltrão e hoje já conta com 8 AIHs de crédito. Ao final da tarde foi eleito o Conselho Municipal de Saúde que terá um mandato de dois anos.
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