Paraná lidera o crescimento industrial no Brasil

Ademar Traiano
O Paraná foi o Estado brasileiro que registrou o maior crescimento industrial em 2011. A indústria paranaense cresceu 7% no ano passado, o maior aumento entre os 14 Estados monitorados pelo IBGE. Além de excepcional, esse desenvolvimento acelerado representa um contraste flagrante com mau resultado médio do crescimento nacional. Em média a indústria brasileira cresceu apenas 0,3% em 2011.


O crescimento registrado pelo Paraná é ainda mais excepcional porque ocorre em meio a um cenário francamente negativo para a indústria brasileira. Sinal seguro de que o Estado conseguiu tomar medidas para se neutralizar a conjuntura negativa para a indústria. Uma conjuntura que inclui fatores como o real supervalorizado, o que dificulta as exportações e barateia as importações.

Embora o grande motor do desenvolvimento industrial do Paraná em 2011 tenha sido a indústria automobilística, os dados do IBGE demonstram que esse crescimento da indústria paranaense foi amplo e diversificado.

A expansão da indústria do Paraná se registrou em um amplo leque de atividades: 11 dos 14 ramos pesquisados registraram produção maior em 2011 em relação a 2010. Mas, de fato, nenhum se destacou tanto quanto o polo automobilístico de Curitiba e região.

De acordo com o IBGE, a produção de veículos automotores aumentou 29,9% e foi responsável por 6 pontos porcentuais do crescimento médio de 7% da indústria estadual – na média nacional, a produção de veículos subiu apenas 2,4%.

Como entender esse sucesso? O presidente Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, credita a expansão excepcional da produção da indústria do Paraná em 2011 a três fatores. A) A enorme capacidade de resistência do setor privado à alta das taxas de juros entre outubro de 2010 e julho de 2011. B) O forte poder de resposta do segmento produtivo regional às medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo Banco Central a partir de agosto. C) A flagrante melhoria do clima de negócios no Paraná, resultado de um arranjo institucional celebrado entre o governo e os demais atores sociais, o que recolocou o Estado nos planos e na agenda dos investidores internacionais e nacionais.

Na minha avaliação pessoal, sem desconsiderar a importância dos dois primeiros elementos apontados pelo Ipardes, que enfatizam o caráter empreendedor e arrojado dos nossos empresários, a causa mais relevante para essa volta por cima da produção industrial do Paraná foi o novo enfoque dado pelo governo do Estado aos investidores.

Em lugar hostilidade, conflito inútil e ranço ideológico, o capital, nacional ou estrangeiro, passou a ser bem vindo ao Paraná para gerar emprego e riqueza. Empresas que cogitavam abandonar o Paraná – como a Renault – ficaram aqui e ampliaram seus investimentos. Dezenas de outras vieram para o Estado, trazendo bilhões de dólares em investimentos, o que prenuncia que 2012 será ainda melhor que o ano que passou. Mais de R$ 9 bilhões em projetos industriais já foram anunciados e estão sendo implantados como decorrência do programa Paraná Competitivo. Não se descarta, inclusive, que o Paraná venha a se consolidar como o segundo polo automotivo do país, superando Minas Gerais.

Sinais nesse sentido já são percebidos no detalhamento da pesquisa do IBGE. Ela registra uma arrancada na produção industrial e mostra que no quarto trimestre de 2011, a produção paranaense aumentou 15,1%, um padrão chinês de crescimento, em relação ao mesmo período de 2010. Essa arrancada, que já começa a refletir a força dos novos investimentos no Estado, ajudou o Paraná a ultrapassar todos os demais Estados brasileiros. A leitura mais evidente da pesquisa do IBGE é a de que o governador Beto Richa está conduzindo o Estado no caminho certo e o Paraná já está colhendo frutos desses acertos.
*Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo na Assembleia Legislativa.

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