BPL
O Japão suspendeu temporariamente a caça anual de baleias, atrocidade cometida impunemente por tripulantes do navio Nisshin Maru nas águas gélidas da Antártica, segundo informação de seu Ministério de Pesca.

João Baptista Herkenhoff
Andar de bicicleta lembra-me a infância em Cachoeiro de Itapemirim, a terra de Rubem Braga e Roberto Carlos. Ruas com calçamento de paralelepípedos, poucos carros, nenhum motorista correndo. Trânsito realmente humano, quase diria trânsito fraterno.

Estupódromos

Como a própria vida, de forma natural as palavras vão surgindo e algumas caem no gosto de todos e viram moda por algum tempo. Surgem com mais frequência por personagens de programas de televisão, especialmente quando ligadas a algum ato ou situação do cotidiano. As novelas são campeãs em criar esse tipo de linguagem, sem entrar no mérito quanto ao bem ou mal que fazem à sociedade.

Muitas mulheres podem sentir leve depressão e oscilações de humor nas primeiras semanas depois do nascimento de um filho.

Terras à vista

Mario Eugenio Saturno
Desde que Galileu criou um telescópio melhor que o de Hans Lippershey e fez algo impensável, apontou-o para os céus, a Astronomia nascera e passou de uma ciência estática para um dinamismo cada vez mais incrível. Muitas descobertas foram feitas e grandes astrônomos surgiram, entre os quais destaco Hubble e Lemaitre.

Mario Eugenio Saturno
No Brasil, comemoramos pouco as conquistas que fazemos na área científica e tecnológica.

Mario Eugenio Saturno
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou nos últimos dias um interessante estudo do desemprego e desigualdade no Brasil metropolitano (vide Comunicado do IPEA Nº 76), que abrangeu as seis principais regiões metropolitanas do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife). Embora esteja recheado de números positivos, mostrando a redução do desemprego, fato muito bem usado durante a campanha presidencial, constatou-se também uma importante desigualdade.
Todo cidadão já ouviu aquela famosa crítica às estatísticas: eu como dois frangos, você nenhum, na média, comemos um frango cada... Porém, quem pensa assim, não sabe aprofundar a estatística e entender que se podem fazer estudos mais qualitativos como esse do IPEA, que avaliou o emprego sob quatro dimensões, como veremos a seguir.
(1) Queda do desemprego e impacto no rendimento dos ocupados. Nos anos de 2006, 2008 e 2010 ocorreu um importante movimento de redução do desemprego e elevação da taxa de ocupação. Acompanhado ainda de um aumento real do rendimento do conjunto dos ocupados. Entre dezembro de 2005 e dezembro de 2010, o número de desempregados caiu 31,4% e o número de ocupados cresceu 12,7%, enquanto o rendimento médio real dos ocupados aumentou 17,8% em termos reais. Nesse mesmo período de tempo, o valor real do salário mínimo nacional cresceu 33,2%. Por sua vez, o Produto Interno Bruto per capita aumentou 12,4% acima da inflação de 2005 a 2009. Muito bom, não?
Não para os mais pobres... (2) Desigualdade do desemprego segundo a distribuição pessoal dos Rendimentos. No caso dos 10% com menor rendimento, a elevação na taxa de desemprego foi de 44,2% (de 23,1% para 33,3%), já para os 10% com maior poder aquisitivo, a taxa de desemprego caiu 57,1% no mesmo período de tempo (de 2,1 para 0,9%). Diante disso, a desigualdade aumentou.
(3) Desigualdade do desemprego segundo condição do trabalhador pobre e não pobre. Ficou constatado que no Brasil metropolitano a desigualdade aumentou entre o conjunto dos desempregados. No ano de 2010, a taxa de desemprego dos trabalhadores não pobres foi de 2,8%, enquanto em 2005 era 4,5%. Ou seja, uma queda de 37,8% em cinco anos. Para os trabalhadores pobres, a taxa de desemprego passou de 14,4% para 18,5%. Com isso, houve aumento de 28,5% na taxa de desemprego dos trabalhadores pobres entre 2005 e 2010. Dura realidade!
(4) Tempo de procura por trabalho. Nesse quesito houve uma mudança, os mais pobres encontram trabalho mais rápido enquanto os mais ricos estão demorando mais. Parece bom... parece, mas não é! Os mais pobres encontram trabalhos precários e de curta duração, retornando rapidamente à condição de desemprego enquanto aqueles estão mais seletivos. Enfim, um país ainda mais injusto, apesar da propaganda oficial que insisti em dividir os meus dois frangos com você.
Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Freud e a Religião

Mario Eugenio Saturno
Um excelente e interessante texto de D. Estevão Bettencourt trata de Freud e a Religião. Sigmund Freud, que dispensa apresentação, resolveu explicar a origem da Religião através de um mito, do Velho Gorila. Na época de Freud, a Ciência, que ainda engatinhava, cria que a humanidade primitiva vivia como uma horda de gorilas ou de animais selvagens, porém, a Antropologia não comprovou isso nem nos vestígios da pré-história nem nas populações primitivas ainda hoje existentes.

A cantora Adriana Calcanhoto interpreta uma linda composição de Edu Lobo e Chico Buarque chamada “Ciranda da Bailarina”. Você já ouviu essa canção? Depois de ouvir a música inúmeras vezes, passei a refletir no quanto as pessoas são diferentes e algumas, abandonam a ação de confiar em si.

Estou no décimo primeiro andar de um prédio, no centro da capital de Santa Catarina.

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