Gestores públicos falam de "políticas de inclusão"; pastoralistas se referem aos "direitos dos mais fracos"; na Igreja muito já se formulou em termos de "opção preferencial" pelos pobres; outros, sadiamente interessados em iniciativas de beneficência, expressam-se com a linguagem das "instituições de caridade". Ainda outros, para evitar conotações muito paternalistas, preferem a palavra "filantropia". Em muitas outras situações, para suplantar insinuações por demais religiosas, até mesmo assistencialistas, empregam o substantivo "solidariedade". Sim, são maneiras acertadas de falar, excetuando-se evidentemente a mera "esmola". As variações estão ligadas aos contextos e às intenções com que se enunciam certos valores.

Dejalma Cremonese*
As trapalhadas da oposição foram a pauta da política da última semana. A razão era só uma: a dificuldade em escolher um nome para compor a chapa de José Serra, candidato do PSDB para as eleições de outubro.
As indefinições quanto aos nomes para a Vice-Presidência já vinham se arrastando a um bom tempo, quando, na última quarta-feira (30.6), o PSDB apresentou finalmente o nome de Índio da Costa do DEM para compor a chapa com Serra. A escolha do vice de Serra foi concretizada exatamente no dia em que encerrava o prazo para que os partidos políticos realizassem suas convenções com o objetivo de definir coligações e escolher os concorrentes às disputas para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, estadual e distrital. Pior ainda, as trapalhadas na escolha do vice aconteciam na mesma semana em que, pela primeira vez, a candidata situacionista Dilma Roussef (PT) aparecia na frente nas pesquisas de opinião: 40% contra 35% de Serra nas intenções de votos (Vox Populi). Como se não bastasse, alguns partidos que apoiavam o candidato Serra abandonaram o barco e agora estão apoiando Dilma. É o caso do PSC (Partido Social Cristão) e PTC (Partido Trabalhista Cristão). "A maioria do partido achou por bem caminhar com a coligação PMDB-PT, com a ministra Dilma para a Presidência da República", afirmou o pastor Everaldo, vice-presidente do PSC. Com 16 deputados federais e um senador no Congresso Nacional, o PSC deve garantir cerca de 20 segundos a mais no tempo de televisão e rádio da candidata petista.
Desde o início do ano o PSDB fazia as tratativas para a escolha de nome de consenso junto ao partido e seus aliados (PPS, PTB e o DEM – antigo PFL). Buscava-se um nome competitivo, que agregasse votos ao partido. Inicialmente foi cogitado o nome de Aécio Neves, governador mineiro; no entanto, diante da sua recusa, o PSDB apresentou o nome do senador paranaense Álvaro Dias do PSDB para o cargo. Tudo estava acertado, mas o PSDB não contava com a recusa e a veemente resistência do DEM quanto à indicação do senador paranaense. O DEM dizia-se traído pelo PSDB. Diante da pressão do DEM, o PSDB voltou atrás e aceitou a indicação de um político indicado pelo DEM. Trata-se do Deputado Federal Índio da Costa (RJ), que está no primeiro mandato na Câmara Federal. Índio da Costa tem 39 anos, é um político inexpressivo e desconhecido não apenas da maioria do eleitorado brasileiro, mas até mesmo do próprio Serra, com quem diz ter conversado por não mais de 15 minutos.
Por fim, parece que o capítulo da novela do vice de Serra parece não ter terminado. Agora quem contra-ataca é uma política do próprio quadro tucano (fogo amigo). Trata-se da vereadora carioca Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) que afirma que "Índio não é ficha limpa" e "Não tem estatura para ser vice nem condições morais". A vereadora acusa o candidato a vice de Serra de ter facilitado empresas (amigas) em mais de 90% das licitações cariocas. Pelo jeito esta escolha ainda vai dar o que falar... 
* Professor do Instituto de Sociologia e Política – ISP da UFpel – RS
Site: www.capitalsocialsul.com.br – e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Mario Eugenio Saturno
Desde que deixei o ateísmo, tornei-me cristão e, por opção, seguidor da doutrina católica, tenho observado o “modus operandi” dos inimigos da Igreja: falar mal. Talvez não tenham do que falar (bem) de si mesmos... o fato é que sempre inventam, aumentam ou distorcem. Nos últimos meses, a prática é a generalização, de alguns casos, como se todo o clero fosse criminoso. Isso é um crime, uma afronta à inteligência, um pecado grave, do escândalo.
Paulo já havia ensinado que não se deve escandalizar: Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência... Porém, a ciência incha, a caridade constrói. Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não conhece nada como convém conhecer. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele. Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só. Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha. Não é, entretanto, a comida que nos torna agradáveis a Deus: comendo, não ganhamos nada; e não comendo, nada perdemos. Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu ir
 mão (
1 Cor 8, 1-13).
Para a Igreja, o escândalo está associado à falta de respeito pela alma do próximo, um dos itens que compõem o respeito pela dignidade das pessoas que, por sua vez, é um derivado do quinto mandamento, “não matarás” (Ex 20, 13), aperfeiçoado por Cristo: “ouvistes o que foi dito aos antigos: `não matarás e aquele que matar terá de responder em juízo`. Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão, será réu perante o tribunal” (Mt 5, 21-22).
A vida humana é sagrada porque, desde a sua origem, postula a ação criadora de Deus e mantém-se para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é senhor da vida, desde o seu começo até ao seu termo: ninguém, em circunstância alguma, pode reivindicar o direito de dar a morte diretamente a um ser humano inocente (Catecismo da Igreja Católica 2258).
O escândalo é a atitude ou comportamento que leva outrem a fazer o mal. O escandaloso transforma-se em tentador do seu próximo; atenta contra a virtude e a retidão, podendo arrastar o irmão para a morte espiritual. O escândalo constitui uma falta grave se, por ação ou omissão, levar deliberadamente outra pessoa a cometer uma falta grave (2284). O escândalo reveste-se duma gravidade particular conforme a autoridade dos que o causam ou a fraqueza dos que dele são vítimas (2285). Para esses, fica esta maldição de nosso Senhor: “mas se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar” (Mt 18, 6).
Mario Eugenio Saturno, de Bariloche - Argentina, é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)
 

Bruno Peron Loureiro
As virtudes de um homem conhecem-se por suas ações, diriam alguns aforismos.

Bruno Peron Loureiro
A proclamada "liberdade" é a que permite que alguns países brinquem com nações inteiras como se estivessem jogando pôquer, inclusive com recurso a blefes.

Mario Eugenio Saturno
Enquanto o mundo manifesta uma grande preocupação com o aquecimento global, o Brasil continua sendo o país do contraste ecológico: combustíveis verdes de um lado e queimadas e desmatamento de outro.

Mario Eugenio Saturno
As recentes catástrofes climáticas que assolam o Brasil expõem a fragilidade de nosso sistema de defesa.

Depois de receber uma segunda chance, descobrimos que é preciso apreciar as coisas simples da vida, observar os detalhes, se preocupar apenas com o que é mais importante: VIVER!

Bruno Peron Loureiro
A Bolívia tem sido construída por um povo merecedor e perseverante. Constroem-se nações modernas em entrelaçamento com o tradicional na América Latina.

Mario Eugenio Saturno

Já é sabido, há muito tempo, que a solidão está associada com doenças cardiovasculares, infecções virais, mortalidade maior. O que não se sabia ainda é o como isso acontece.

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