O homem fábula

Em tempos de eleição, fala-se muito mais em corrupção do que no evento máximo da democracia brasileira. É fato que o povo tem feito das palavras corrupção e eleição sinônimos, contudo, a grande maioria mal sabe o significado de ambas; mal sabe que existe uma parcela significativa de políticos que realmente preocupam-se com o bem de suas comunidades e, pelo o que me parece, não conhecem o poder de seus votos. Não me cabe falar sobre um assunto no qual sou leigo, mas, acho que posso arriscar umas duas ou três linhas na filosofia da corrupção.

Fiscalização já!

Usuário que sou de duas das mais perigosas estradas de São Paulo, faz- me testemunha de graves acidentes.

A Corte Suprema começou nesta semana e nas próximas o julgamento histórico do processo que popularmente passou a denominar-se de “MENSALÃO”.

O fluxo migratório de trabalhadores entre Brasil e exterior é bidirecional. Farei, contudo, alguns comentários sobre aquele que se tem estabelecido na direção de fora para dentro. O país continua enviando migrantes (sobretudo estudantes e trabalhadores) ao exterior, embora em números menores e a destinos mais variados. A diferença, porém, é que o país tem recebido muito mais estrangeiros em busca de trabalho nos últimos anos.

O governo Dilma anunciou o “PAC das concessões”. Esse "PAC" deveria ser chamado - se houvesse mais honestidade - de “PAC da privatização”. Ocorre que o governo do PT não pode chamá-lo assim porque ganhou muitas eleições atacando os adversários de tramarem a privatização. Como poderia, agora, com aquela pose de partido salvador do mundo, anunciar que vai privatizar para redimir o Brasil?

Temos no Brasil um grave problema que deixamos simplesmente encravar em nosso cotidiano: o esquecimento da meritocracia. Quando vemos nossas poucas medalhas nas Olimpíadas de Londres, nos questionamos o porquê e começamos a rever que pequenos conceitos são básicos para futuros resultados.

Comemorar ou simplesmente lembrar? Valem as duas opções para as escolas que trabalham as datas comemorativas do ano com as suas crianças. Existem especialistas que não apoiam a proposta, mas vivenciando a escola no dia a dia, afirmo o quão valiosa ela é.

Enfoque Geral

Época de torcer - Como é sabido, estamos em plena Olimpíadas, que acontecem em Londres, onde 259 atletas brasileiros estarão defendendo o nosso querido País, verde e amarelo, então ficamos na torcida para que tudo dê certo e de lá venham muitas medalhas, e, em especial aquela sonhada, do futebol de campo, e que segundo uma revista americana, já previu que o Brasil, irá ganhar apenas vinte e três medalhas, durante os dezessete dias de competições.
O fato curioso para nós brasileiros, é que a rede Globo, não poderá transmitir nada, pois a Rede Record, tem a exclusividade nas transmissões, e promete fazer muito bonito, e conta com uma equipe de 450 profissionais, desejamos a eles e aos atletas brasileiros, pleno sucesso;

Confrontos de ideias públicas sempre causam alvoroço. Nos dias 29 e 30 de julho acontecerá o primeiro vestibular do curso de medicina da Unioeste campus de Francisco Beltrão. A aprovação do curso vinha sendo pleiteada há muito tempo por uma maioria que o vê como fonte límpida para a “lavagem” de problemas regionais, tais quais a falta de médicos e a necessidade de um grande centro de saúde. Um dos empecilhos, talvez o maior de todos, tratava-se da necessidade de um espaço adequado às exigências da academia médica, tendo em vista que o Campus de Francisco Beltrão da Unioeste já possuía cursos importantes e que esses cursos necessitavam dos ajustes constantes, direcionar uma quantia maciça de dinheiro destinado a preparação do “terreno” para os acadêmicos tratava-se de uma árdua tarefa. Em meio à euforia dos vestibulandos de medicina e dos apoiadores do projeto, surgem os “Anti-heróis” que, basicamente, defendem duas ideias: “Não estão sucateando o ensino abrindo cursos sem “firmes estruturas”?” e “Por que o dinheiro não foi investido na melhoria dos cursos já existentes?”. 

A proporção “Candidato/Vaga” é atípica. São quase cinco mil inscrições, cinco mil que batalharão por uma das, tão sonhadas, quarenta vagas do curso, por consequência, levando em consideração que pelo menos ¼ dos inscritos seja de regiões mais distantes, em que compense alojar-se em Beltrão, e que desses ¼, ½ traga um acompanhante, serão mais de cinco mil pessoas “sobrando” na cidade, consumindo, conhecendo, idealizando investimentos... Com o passar dos tempos, a cidade receberá em massa vestibulandos que se prepararão para o vestibular em terras beltronenses. Os Cursinhos aumentarão sua renda, pagarão mais impostos; esses futuros calouros deverão ficar em algum lugar, alimentar-se em algum lugar... A cadeia de relações é enorme! Contudo, parece que a euforia dos aspirantes a “BIXO” afetou também os donos de imóveis, logo que, esses aumentaram significativamente seus aluguéis; lotes foram extremamente valorizados; cada cidadão beltronense pensa: Como estará o trânsito nos dias do vestibular? 

O polo regional de saúde que se formará vai tornar-se referência. A região sudoeste realmente necessitava de um grande centro de atendimento médico; apesar das cidades de Francisco Beltrão e Pato Branco serem referências em alguns tratamentos específicos, o ambiente proporcionado pelas pesquisas universitárias, pela inovação de tratamentos médicos, trará evoluções resplendorosas no atendimento ao povo sudoestino. Além disso, a necessidade de médicos será suprida em pouco tempo; levando em consideração que a maioria dos vestibulandos da região dará como preferência o campus de Francisco Beltrão, depois de formados esses acadêmicos desejarão voltar a suas cidades, em alguns anos teremos um dos grandes problemas dos hospitais públicos resolvido. 

Toda espécie necessita seu habitat adequado para sobreviver.  Das coisas que me lembro do cursinho, parece-me soar como ontem esses dizeres.  Criar o habitat para acadêmicos de um curso da saúde não é algo tão simples como parece a uma grande maioria. São necessárias muitas horas de trabalho organizando o material adquirido, sem contar na dificuldade em conseguir material de estudo para anatomia, por exemplo. Os investimentos realizados para a construção do hospital regional e das salas e laboratórios para o curso médico, são essenciais para a garantia da boa formação dos futuros profissionais que cuidarão das famílias do Sudoeste. Não há como preparar um médico sem deixá-lo praticar a medicina, na minha tão humilde opinião, aprende-se muito mais na prática do que na teoria. A teoria é necessária para o sucesso da prática, contudo, a “noção” prática parece auxiliar o entendimento teórico. Sendo assim, laboratórios e demais “apetrechos” são mais do que necessários e gastos com eles são perfeitamente compreensíveis.

Toda moeda tem sua Cara e sua Coroa. Pensar a abertura do curso de Medicina no Campus de Francisco Beltrão da Unioeste tão somente como uma forma fácil de resolver grandes problemas do ensino superior é desconhecer a realidade regional. Todo investimento em educação, seja em ensino fundamental ou superior, é válido! Não se pode agradar a todos, não há como atender a todas as vontades ao mesmo tempo. Tanto os acadêmicos que reivindicam seu Restaurante Universitário a mais tempo do que os futuros calouros de medicina estão certos em seus pontos de vista, por conta disso, ambos devem ser ouvidos e analisados, assim como tem sido feito pela equipe da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Devem ser construídos laboratórios aptos às necessidades do curso, fornecidos os materiais necessários ao estudo eficiente da ciência médica; a única coisa que não deve ocorrer é a sucateação do ensino. Deve ser dada igual atenção a todos os cursos do campus, o que não pode  ocorrer é o exílio do novo. É necessário que tudo seja feito com a mesma atenção que se veio tendo até então, caso contrário o sonho da medicina de tantos vai virar o pesadelo de muitos mais. 

A todos que prestarão o vestibular, boa sorte! 

 

Alencar Junior Proença, 18 Anos, Acadêmico do 2º Período de Medicina.   Twitter: @AlencarJrP

Das redes sociais à imprensa, passando pelas conversas de bares vê-se que as pessoas estão comentando sobre os candidatos para as próximas eleições de outubro deste ano 2012. O mais enfático tema é sobre os cargos majoritários, quando serão eleitos os prefeitos de cerca de 5.565 municípios brasileiros, alguns com uma população e extensão territorial maior que vários países (São Paulo, por exemplo, apresenta cerca de 11 milhões de habitantes, enquanto Altamira - PA chega a ser duas vezes maior que Portugal). No Pará, são 144 municípios.

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