Terminando

Terminar um trabalho é algo que exige tanto quanto começá-lo.

O peso das “lapidadas” finais é ainda maior se o empenho para iniciar a obra foi gigantesco, parece que a cunha insiste em escapar de seu prumo e o martelo procura seu dedão a todo instante. Seja esculpindo uma obra de arte ou terminando um semestre na universidade, parece que a trajetória final do primeiro de doze “rounds” pesa muito mais do que qualquer outra parte do trabalho.

Quando estava no cursinho, ouvia meus colegas que já se encontravam nos bancos universitários reclamando a todo instante do “Fim do Semestre!”. Pensava: “Nada deve ser mais difícil do que entender todo o conteúdo do ensino médio para uma única prova.”. Estudava tudo o que podia para medir meus conhecimentos em UMA prova. Não poderia haver nada mais duro do que isso, afinal, na universidade são várias provas de matérias relacionadas à sua aptidão e vocação. LEDO ENGANO! No meu primeiro fim de semestre na universidade me vi louco para conseguir assimilar todo o conteúdo das provas e lidar com o cansaço. Por mais que dormisse no fim de semana, o cansaço mental parecia não consumir-se, talvez fosse o stress ou o medo em deixar a média decair no final... não sei, mas, parece que a vontade quase incansável de estudar, que pairava no início do semestre, havia desaparecido.

Se não bastasse essa carga mortífera do fim de período, as duas provas mais difíceis foram guardadas para o Gran Finale. É um tanto lógico que o conteúdo vá gradativamente tornando-se mais difícil no decorrer do curso, afinal, para alçar grandes voos deve-se primeiro aprender a voar, mas, cá para nós: O fim de período poderia ser menos desgastante.

O cérebro humano funciona sob um regimento de “Trabalho x Recompensa”. Você então vai pensar: Qual a relação disso com o fim de algo? Explico: Toda a dureza do término do período é recompensada por um mês inteirinho de férias! Voltar para casa, dormir oito horas por dia, alimentar-se nos horários certos sem peso na consciência de “Eu poderia estar estudando pra prova de neuroanatomia.”. Sem falar, é claro, na saborosa comida de mamãe! Aquela história que: “Começar é o mais difícil”, é estória! Do que serve a moldura perfeita de um quadro se a pintura não é agradável? Terminar algo é complexo, botar um ponto final exige atenção. Que venham as doces férias recompensatórias!

Alencar Junior Proença, 18 Anos, Acadêmico do 2º Período de Medicina.   Twitter: @AlencarJrP

Ademar Traiano
Mais de um milhão de estudantes do ensino superior estão sem aulas há mais de um mês por conta da greve das universidades federais. Movimento que já paralisou mais de 50 universidades por todo o País. Nada menos que 70% do ensino superior federal está com as aulas suspensas.

Os dias realmente são outros na internet. Eis que está ocorrendo algo que deveria ter acontecido há muito tempo: Papai e Mamãe estão na INTERNET! Para alegria de alguns (os que detestam suas linhas do tempo poluídas por criancices, tolices e demais demonstrações de falta de senso) e tristeza de muitos, (galera que só dá “azia” na rede) é crescente o número de pais que estão “educando” seus filhos de modo “High Tech”! Na última semana doze pais de colegas/conhecidos/tenho no facebook me adicionaram. O fato é embalado, claro, pela crescente abrangência da rede social que, de forma ou outra, está envolvendo várias áreas do mercado econômico, porém, casos de progenitores repreendendo seus filhotes em tempo real denotam clara evolução do entendimento paterno do “Educar em tempos de tecnologia”. O que acho? Bacana, muito bacana! Porém, é tarde...


Nos meus tempos de pré-adolescente, veja que não faz tanto tempo assim, havia várias redes sociais. Esses sites davam indícios do que viria posteriormente, quando suas ideias principais fossem unificadas. Foi isso o que Orkut e posteriormente, com perfeição, fez o facebook: Uniram tendências de sucesso em um único lugar. Como ia falando dos meus tempos, lembro-me bem do Pentium três, a moda eram os sites de compartilhamento de fotos. Esses sites não ofereciam utilitários como “ser amigo” ou “chat em tempo real”, você basicamente dispunha de duas postagens por dia. Uma foto e uma legenda. A galera podia seguir seu perfil e comentar suas fotos. Até aí, tudo lhes parece familiar, contudo, havia um problema: Novidade! Tudo era novidade pra minha geração! Nem se fale para a maioria dos pais! As novidades eram tantas! A galera não queria parar de postar as fotos, de comentar para receber comentários, passavam suas senhas para amigos postarem fotos deles... Nada que o facebook não tenha, certo? Errado! Naquele tempo não havia pais para olhar e dizer: “Filho, que foto é essa? Tire essa porcaria daí já!”, tão menos para comentarem em baixo daquela foto da balada: “Então você está bebendo cerveja na faculdade mocinho, teremos uma conversa.” É uma pena, mas, muitos pais chegaram tarde. No tempo do Flogão, Fotolog e outros sites de compartilhamentos de fotos, a piazada não tinha vida social, não dependiam de sua imagem para arrumar um trabalho ou concorrer a uma vaga em um concurso qualquer...    
 
O passado baterá, sem dúvida, na porta de uma galera! Levando em consideração que muitas empresas e corporações analisam o histórico de seus futuros funcionários na internet, as tantas fotos e declarações “fotologuianas” são um perigo iminente para aqueles que gostavam de “zoar na 4x4”.  Como não se poder voltar atrás, o que resta fazer é remediar as atuais gerações, que, cá para nós, estão muito piores. Peço encarecidamente aos senhores pais: Vejam o que seus filhos fazem na internet. Eduquem não tão somente para esse mundo real. Façam cursos, aprimorem-se! Vale a pena! É preferível perder algumas horas olhando o perfil do seu “muleque” hoje, do que outras tantas respondendo um processo por danos morais. “Mas o que meu filho fez?” Você irá perguntar. “Como vocês deviam saber, ele denegriu a imagem do professor em seu perfil do facebook.”.  Saber faz bem a saúde; educar também. Aos pais que aderiram à ideia e estão olhando de perto o que seus filhos fazem: Meus parabéns! Contudo, por favor, deem exemplo nas redes sociais.
 
Alencar Junior Proença, 18 Anos,
Acadêmico do 1º Período de Medicina.   
Twitter: @AlencarJrP

A tecnologia

 Tornou-se sagrado: preparo um Nescau, um pacote de bolachas recheadas, dou-lhe uma ajeitada na minha cadeira, inicio o computador, abro a internet e então pesquiso algo para tratar na coluna. Pode não parecer, mas, todo texto, antes de ser escrito, passa por uma barreira semi-permeável de: Será útil ou não. Não falarei dessa barreira imaginária que visa selecionar as “menos piores” ideias que tenho para cá. O detalhe é que essa semana, quando começava o ritual do pré texto, quando fui ver as tendências na internet... onde estava ela? Como analisaria os temas de textos? Se fizesse a coluna aleatoriamente, como mandaria ela para o senhor Hednilson publicá-la? Peguei-me então pensando no quanto estamos envolvidos com as diversas formas de tecnologias. Pode parecer e é incomum viver sem tecnologia. Pense você: Como é viver um dia inteiro sem eletricidade?


A tecnologia manifesta-se de diversas formas. De origem grega, a palavra trata-se de um termo que envolve basicamente conhecimento técnico científico e ferramentas. Dentre as revoluções tecnológicas, em meu humilde ponto de vista, a mais importante foi a descoberta do fogo. No momento em que o homem descobriu e dominou o fogo, tudo mais que ele inventasse seria para seu sossego e conforto. Com o Fogo o homem primitivo era capaz de assar seu alimento, fato que melhorou significativamente sua alimentação, tanto de carne como raízes e vegetais. Com o fogo o homem espantava e afugentava animais que antes lhe ameaçavam facilmente. É claro que revoluções futuras foram essenciais para chegarmos até aqui, mas, o domínio do fogo fora chave para a dominação hominídea. 
 
A facilidade de comunicação é uma das mais úteis formas de tecnologia. Celulares, tablets, redes sociais... nada disso seria possível sem a, abandonada, máquina de escrever! Quantos documentos, músicas e leis foram “batidas” em suas teclas gélidas, que, volta e meia travavam? Não podemos questionar a versatilidade e facilidade proporcionada pela internet e tipos como o Ipad, tão menos falar que a máquina foi a maior revolução na área, contudo, podemos afirmar que ela foi fundamental. Pensar que o tempo de publicação foi, quem sabe, reduzido a 1/3 do normal é como pensar, na atualidade, uma internet discada e outra ADSL. 
 
A tecnologia é vista sempre pela lei do oito ou oitenta. Li muito ao seu respeito, contudo, encontrei pouquíssimos artigos que apontavam seu lado bom e ruim. Claro que inúmeras coisas foram facilitadas e que essa facilidade teve um custo. Não busquei falar sobre isso, tão menos pensar isso neste texto. Quis mesmo pensar nas verdadeiras revoluções. A escrita, por exemplo, dividiu a história entre Pré-história e História. Já que estava sem internet, resolvi inovar e escrever o texto “a mão”, mesmo que depois, tivesse que passá-lo para o PC. Como é prazeroso e penoso o trabalho. Dominar uma tecnologia não se trata de ter o melhor celular e usar todos seus aplicativos, mas, sim, de explorar tudo o que algo lhe oferece.  Antes que a caneta comece a falhar, vou findando essas letras, que tendem cada vez mais à caligrafia médica, por aqui. Com rabiscos, sublinhados, cheirinho de tinta de caneta Bic e farelos em cima do papel. Pensando bem, ficar sem luz por um dia todo nem deve ser tão ruim assim. Escrever a coluna sem PC não matou ninguém...
 
Alencar Junior Proença, 18 Anos,
Acadêmico do 1º Período de Medicina.   
Twitter: @AlencarJrP

Ademar Traiano
O Brasil é o país com as maiores reservas de água do mundo, mas esse bem precioso é distribuído de forma desigual. Muitos brasileiros e paranaenses sequer dispõem de água em suas casas.

Bruno Peron
A expressão de que "o Brasil tá caro" ouve-se com maior frequência, mesmo que o país seja a "bola da vez" para o espectador incauto por sua economia galopante, oportunidade de investimentos, e o anunciado paraíso dos empregos enquanto o Norte está na fogueira.

Interessante pensar no quanto nós, brasileiros, fazemos e pensamos as coisas sem estratégia para começo, meio e fim.

Bruno Peron
O jogo está armado no Brasil: quem perde, quem ganha e quem arbitra. Nesta partida, aparecem desde as declarações de Fernando Collor de Mello de que mereceria o cargo presidencial de volta por não ter sido provado o motivo de seu impedimento no final de 1992 até os escândalos recentes de corrupção que envolvem o bicheiro Carlinhos Cachoeira e políticos de Goiás.

Quando pensamos em tecnologia e inovação nos vem a cabeça países como Estados Unidos, Japão, Alemanha; terras da criação, da fantasia, da imaginação, onde o que você quiser pode, e deve, ser inventado. Então miramos no Brasil. Berço da criatividade, onde tudo que parece complexo encontra uma resolução simples. Pense por exemplo no chinelo, popular “havaiana”, que estoura sua tira: O destino certo seria sem dúvida o lixo, mas, não!  Eis que colocamos um prego e “voilá”, chinelo novinho em folha!  Sabendo da ousada inteligência tupiniquim, pensemos: Por que motivo o Brasil não é uma das referências em criação e inovação de tecnologias? Seriam nossas Universidades? As escolas que suprimem o “sair da linha traçada”? Falta de assistencialismo governamental a pesquisas? A burrocracia que não permite inserção de capitais privados em pesquisas universitárias?  Sem dúvida esses quesitos exercem grande influência no desempenho do país, contudo, o fator determinante na baixa criação brasileira é cultural. Você pode perguntar-se, “Como a cultura modifica algo relacionado à produção de tecnologia?” é simples, basta analisar a preferência de nossas crianças. É muito mais fácil comprar um carrinho, brincar com ele até que estrague, e então, descartá-lo e efetuar a compra de outro ainda melhor. E você, pai, que assiste tudo, compra o novo brinquedo ou dispara: “Quem mandou quebrar, agora vai ficar sem.

As escolas não excitam os alunos a tornarem-se “inventores”. Existia algo muito interessante no meu tempo de ensino fundamental: Feiras de ciência. Além dos épicos vulcões e trabalhos feitos em cima da hora que acabavam por não dar certo, muita coisa bacana era produzida lá. Porém, passados os dois ou três dias de feira, tudo ia para um canto e virava sucata. Quantos criadores foram, talvez, suprimidos? O governo até tentou incentivar essa produção acadêmica através de grandes eventos, como por exemplo, o FERA e Consciência, mas os mecanismos expostos iam parar no mesmo destino dos do evento escolar: Lixo. Nos Estados Unidos, um menino inventou um software que, com auxilio de uma pequena câmera instalada na parte superior da porta da sua casa, tirava fotos da pessoa que estava lhe tocando a campainha e lhe enviava por mensagem no celular. Caso você não estivesse em casa, saberia quem esteve ali.O menino tinha doze anos na época. O invento foi registrado à quatro anos. Na época, o estudante tinha 12 anos. Local de exposição: Feira de ciências da sua escola. Quem o auxiliou na patente do invento e depois garantiu seus progressos em pesquisas nesse ramo: A escola.

O país ainda não dá subsídios para a criação e inovação. Será que Eduardo Saverin teria auxiliado Mark Zukemberg a criar o facebook se ambos estivessem no Brasil? A história não abre espaços pra probabilidades, mas, se considerarmos todo o ambiente onde ambos os jovens estavam inseridos quando realizaram o feito de criar a maior rede social da atualidade, dificilmente isso teria acontecido em terras verde-amarelas. Ou então, o caso de Miguel Nicolelis, médico brasileiro que realiza seus projetos de pesquisa nos Estados Unidos por um simples fato: O governo americano investe cerca de 430 milhões por ano no hospital em que Nicolelis trabalha. O projeto de Miguel é o do famoso “ponta pé inicial” da copa, criar um exoesqueleto movido pelas sinapses colhidas logo abaixo do tronco encefálico.

A culpa da falta de produção de capital intelectual aplicado não pertence tão somente aos poucos investimentos do governo, mas sim, a falta de incentivo da sociedade. É tão mais cômodo copiar uma ideia, ou elaborar algo tendo base do que se faz, apesar disso, devemos pensar no “por que tem de ser desse jeito?”. Entrei a pouco no universo acadêmico, porém, o que mais vejo é o optar pelo caminho mais fácil que exija pouca pesquisa e, de preferência, não precise ser começado do zero. Não precisamos de uma hora para outra tornar-nos cientistas malucos que reinventarão o mundo... Basta que, quando seu filho chegar à sala, enquanto você estiver assistindo seu “sagrado” jornal, com o carrinho novo quebrado, ao invés de repreendê-lo, você levante e diga: “Báh filho, queimou o motorzinho! E agora? Será que não tem como concertá-lo, ou, melhor ainda! Por que não tentamos colocar um motor maior pro carrinho andar mais rápido?”. O mundo precisa de pessoas que enxerguem o simples, hoje, pensando no complexo futuro. Deixemos nossos pequenos gênios crescerem acreditando que podem tornar-se o que quiserem, não joguemos tantos cientistas em potencial no lixo de nosso comodismo.
 
Alencar Junior Proença, 18 Anos,
Acadêmico do 1º Período de Medicina.   
Twitter: @AlencarJrP

Mãe Paranaense

Ademar Traiano
O Paraná obteve avanços importantes na redução da mortalidade materna. O número de mortes em decorrência de complicações na gestação, no parto ou no pós-parto, teve uma queda de 36%, de janeiro a setembro de 2011.

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