Motivado pela ânsia de permanecer no poder, não importando os meios, de natureza evasiva e contraditória, naturalmente com duas caras: tentando insistentemente ser honesto e carreto, mas, inevitavelmente, seu interesse pessoal o leva a ser inescrupuloso, revelando ações que justificam os meios. Assim podemos definir o perfil de um elemento que vai ao rádio e confessa publicamente, sem ninguém perguntar que cometeu o crime de gravar uma conversa de um visitante em sua casa, em conversa com sua família, portanto, levando a crer que a confiança era mútua (era). Mais: ameaçou abrir o jogo, ou seja, apresentar a prova em momento oportuno (conforme sua covarde necessidade).
A gravação clandestina é crime, seja por quem praticado, da imprensa ou pessoal. Todo comunicador deve notificar seu entrevistado sobre gravação que pode ser utilizada para meios radiofônicos, televisivos, documentários e até na degravação de texto jornalístico impresso. É também uma ferramenta de comprovação de depoimento, porém, sempre feito às claras.
Ao fazer uma gravação clandestina, fica demonstrada a má intenção, a falta de confiança em si e nos que o rodeiam. Aliás, como acreditar num elemento que diz e depois, em seguida, desdiz? Que vive se desculpando? Que fala, joga palavras num claro desespero de falta de personalidade para tentar buscar a auto-afirmação.
O que dizer sobre uma comunidade, suas organizações, que ouve e fica calada, com medo? Que prefere o chicote da língua, ao debate ou desafio.
Estamos em época pré-eleitoral. Sabe-se que muitos “políticos” se ancoram em gravadores, muito provavelmente contrabandeados do Paraguai, para buscar confissões e segredos para promover o denuncismo. Estes mesmos “políticos” são capazes de cair subitamente no materialismo e até no pessimismo para aproveitar-se do cérebro dos outros. Enganam muito bem, pois tem duas caras! É, também, inconstante e infiel. Isso, sem mencionar o fato de ser um manipulador de pessoas. Não liga para o que os outros sentem, mas sempre leva em conta o que pensam e como te vêem. Pegão, dúbio e sem escrúpulos, acaba distribuindo um monte de chifres por aí. São diversas as áreas onde pode se dar bem: no picadeiro, na política e até em lutas marciais.
Mas até onde vamos com esta farra? Quando é que realmente o diálogo, a parceria e a inclusão farão parte do dicionário do bem viver na comunidade? A quem importa semear o medo e a dúvida? Quanto vale a palavra dada? Ou não vale mais nada?
Em tempos que se prega a democracia, em que é oportunizada a negociação e a integração, é bom refletirmos sobre algumas atitudes mesquinhas que ocupam o cérebro de líderes gananciosos. Respeito e juízo é a busca de todos, mas privilégio de poucos, principalmente se o poder e o estrelismo subirem pela cabeça.
“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!” (Martin Luther King)


No futebol, assim como na vida, nada como um dia após o outro
Único time 100% entre as equipes que participam dos Campeonatos das séries A e B, o Corinthians está prestes a conquistar uma vaga para a próxima Libertadores da América num prazo de tempo que nem mesmo a grande nação corintiana acreditava que pudesse acontecer. Afinal para quem foi rebaixado em 2007, eliminado do Paulista, afundado em dívidas e sem um grande elenco o ano de 2008 não era muito animador para o time do Parque São Jorge que tinha a principio na verdade, como objetivo, voltar à primeira divisão. Mas, acontece que o Corinthians é um daqueles times que se agiganta nas dificuldades, tira forças sabe-se lá de onde e ressurge das cinzas para a glória como uma saga a ser cumprida com misto de angústia e sofrimento a alegria quase que ensandecida do seu torcedor. Ousaria dizer, que em nível de Brasil, é ao lado do Imortal Tricolor Gaúcho, o Grêmio, a única equipe que tem uma mística diferenciada. É claro que não conquistou ainda o título de campeão da série B ou da Copa do Brasil, mas que caminha para esses objetivos de maneira firme, não resta a menor duvida. No entanto, há de se respeitar o Sport Recife que não pode ser considerada zebra na competição até porque eliminou o Palmeiras e o Internacional e tem um comandante de vestiário com currículo vencedor, Nelsinho Batista e um grupo de jogadores bastante experientes.
Libertadores da América
O jogo da noite de hoje no Maracanã com mais de 80 mil pessoas promete ser de fortes emoções. De um lado o Fluminense que apesar de ser uma das mais tradicionais equipes do futebol brasileiro, nunca sentiu o gosto do título da Libertadores e por isso armou uma equipe forte em todos os setores e muito bem comandada por Renato Gaúcho. Além disso, montou um departamento de futebol com pessoas experientes em grandes conquistas aonde se destaca o ex- jogador Branco que sabe que uma competição como a Libertadores não se ganha apenas jogando futebol e do outro lado o todo poderoso Boca Juniors que faz da competição a sua preferida, não escolhendo adversário, campo e tão pouco preocupado com as torcidas. Vamos então, todos, com exceção lógico de vascaínos, flamenguistas e botafoguenses, torcer para que o Fluminense consiga passar pelo Boca  hoje à noite, afinal trata-se mais uma vez da velha rivalidade, Brasil x Argentina em campo.
Por onde Anda?
Marinho Peres
Nascido no dia 19 de março de 1947, o capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974, Mário Peres Ulibarri, o Marinho Peres, hoje é técnico de futebol. Ele teve destaque dirigindo equipes portuguesas nos anos 80 e 90.
Marinho começou a carreira de jogador no São Bento (SP), em 1967. No ano seguinte, ele despertou o interesse da Portuguesa e acabou se transferindo para o clube do Canindé. Na Lusa, Marinho virou Marinho Peres porque já existia um Marinho (lateral-direito também conhecido como Marinho Tonelada).
De 1972 a 1974 ele atuou pelo Santos e conquistou o Paulistão de 1973, que foi dividido justamente com sua ex-equipe, a Portuguesa.
Após três anos na Espanha defendendo Barcelona, de 1974 a 1976, Marinho Peres voltou ao futebol brasileiro para brilhar na forte equipe do Internacional em 1976.
Logo no primeiro ano de Beira-Rio, Marinho Peres, jogando ao lado de Figueroa, Falcão, Batista, Dadá Maravilha, Valdomiro, Lula e companhia, foi campeão brasileiro.
Ele atuou pelo Colorado até 1977 e se transferiu para o Palmeiras. No alviverde ficou até 1980, onde fez 72 jogos (35 vitórias, 22 empates, 15 derrotas) e marcou apenas um gol, segundo informações do “Almanaque do Palmeiras”, de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.
O fluminense Carlos Magno Faturini Abreu nos contou um pouco mais sobre o final da carreira de Marinho. Muito obrigado, Carlos!
“Marinho ainda jogou o campeonato carioca e o Brasileirão de 1980 defendendo o América do Rio. Neste mesmo ano, no final da temporada, acumulou a função de jogador/treinador. E foi lá, no América, que iniciou sua carreira de treinador posteriormente. O Mequinha (como é chamado carinhosamente) entrava em campo com a seguinte equipe: Ernani, Uchoa, Marinho Peres, Heraldo e Álvaro; João Luiz, Nedo e Nelson Borges; Serginho, Neca (ex-Grêmio e São Paulo) e Porto Real (ex-juvenil do Flamengo, assim chamado por ter nascido na cidade fluminense de mesmo nome)”.
Reinoldo Netz


O Brasil viu estarrecido, por um lado e confortável por outro, a coragem do empresário Pedro Ivo de Torres Souza, 21 anos, que matou um de seus seqüestradores e fugiu de seu cativeiro na cidade de Americana, interior de São Paulo, afirmar em entrevista ao Fantástico que o ato foi um ato de desespero e que não aconselha ninguém a tomá-lo como exemplo. “Se eu tivesse que fazer tudo de novo, acredito que eu faria. Não aconselho ninguém a fazer o que eu fiz. Mas, estou me recuperando e vai dar tudo certo”, disse o empresário.
Souza, como milhares de brasileiros, pais de família e empresários que se credenciam a promover o desenvolvimento oferecendo oportunidades, descreveu alguns dos momentos que viveu no cativeiro. “A certeza que eu tinha era que eu ia morrer. Eles ficavam dizendo que eu ia morrer”, afirmou.
Segundo o empresário, a oportunidade para fugir surgiu quando os seqüestradores tentaram drogá-lo para que ficasse inconsciente. “Fiz que tomei, mas não tomei o remédio. Ficou na minha mão”, explicou. Logo após o ocorrido, Souza afirmou ter avistado a arma que usou para atacar um dos seqüestradores. “Olhei que tinha um machado atrás do guarda roupa. Ficou perto da minha mão e foi a única coisa que eu podia pegar”, explicou. Após tomar posse da arma, ele atacou e matou Robson Silva Barbosa, que dormia no momento. Após dominar os outros dois seqüestradores, ele os obrigou a levá-lo até a polícia.
Sempre ouvimos que não devemos reagir contra os bandidos. Devemos colaborar. A coragem de Pedro poderá motivar muitas futuras vítimas a se defenderem e a eliminar quem acaba com o sossego e com projetos pessoais e empresariais. Isso é estarrecedor, pois muitos poderão tombar. O cidadão de bem não está preparado para reagir e se o fizer, com raras exceções, vai encontrar moleza pela frente. O confortável é que a Polícia apenas ouviu o empresário que salvou a sua vida e a de muitos outros, ao retirar um delinqüente do caminho e conduzir outros dois para a prisão, mas que em breve, estarão soltos e aptos a continuar no crime.
Este fato, deve ser peça de reflexão para ambos os lados. Para os criminosos e para os cidadãos comprometidos com o bem estar da família e da sociedade. Se todos reagirem, haverá bandidos com “coragem” para continuar a seqüestrar, roubar, matar...? Se seguirmos a cartilha da não-reação, haverá alguém para contar o ato heróico deste jovem? Se ficarmos calados, a corrupção (política, econômica, de menores, etc.), o medo do cidadão (de autoridades, de bandidos, de desgovernos) continuará facilitando caminhos para a baderna e a falácia? Quando você não reagir, quem ganha com isso? A quem interessa continuar na submissão? Também não aconselho a fazer o que o jovem fez, mas precisamos reagir. Precisamos cobrar. Precisamos denunciar, porém, pra quem?


Guga – O adeus do eterno campeão
Ao participar do Torneio de Roland Garros, onde conquistou o título por três vezes, Gustavo Guerten (Guga) fez a sua despedida do tênis profissional. Apesar da derrota, e para um adversário francês foi aplaudido de pé num clima de fortes emoções onde até mesmo os mais fortes não puderam evitar as lágrimas. Sem mais condições físicas para suportar as exigências do esporte, devido a problemas nos quadris que apesar de terem sido operados nunca mais deram ao grande campeão a mesma mobilidade para demonstrar o seu talento pelas quadras do mundo todo. Adeus Guga. O Brasil agradece por tudo que você fez para sempre bem representar o nosso país.
Brasileiro – Série B – Corinthians sobrando no meio de todos
Que o Campeonato Brasileiro da Série B, é totalmente diferente da Série A, não é preciso comentar. Ao passo que na Série A, a qualidade de um time é fator determinante para que possa alcançar objetivos, na Série B o que vale muito mais do que a qualidade, é a transpiração, a correria, a garra e a força de vontade. E o Corinthians longe de apresentar um grande futebol tem conseguido colocar em prática tudo isso, e não por acaso, lidera a disputa e apesar de ainda faltarem muitas rodadas, ousaria afirmar que deve assegurar o seu retorno à Série A com pelo menos 8 rodadas de antecedência, tamanha é a diferença entre os times. È lógico, que existem algumas equipes que podem exigir um pouco mais do Timão, mas no fritar dos ovos a nação corinthiana com certeza vai festejar e muito.
Calma pessoal – O Campeonato da Série A está apenas começando
No inicio do Campeonato este cronista apontou Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Palmeiras e Fluminense como favoritos ao título. Bastaram apenas três rodadas e muita gente entrou em contato para cornetear nosso palpite. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aqueles que acessam Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para elogiar, criticar  e sugerir. Em segundo lugar, quando damos aqui algum palpite é mais para deixar no ar uma discussão gostosa sobre o campeonato. E em terceiro lugar, calma porque o campeonato está apenas na terceira rodada e das equipes que apontamos como favoritas, o Cruzeiro é líder, Internacional e Palmeiras tem sofrido com os desfalques, o Fluminense está envolvido com a Libertadores e apenas o São Paulo dá sinais de deficiência e decadência técnica. É aquela história de sempre: ninguém consegue se manter tanto tempo no auge e isso está acontecendo com tricolor do Morumbi.
Por Onde Anda?
PAULO NUNES
Arílson de Paula Nunes, o ex-atacante Paulo Nunes conhecido por muitos como o “Diabo Loiro”, nasceu em Pontalina, Goiás, em 30 de outubro de 1971. Começou a carreira nas categorias de base do Flamengo, onde permaneceu de 1991 a 1994. Na seqüência, passou por Grêmio, Benfica, Palmeiras, Grêmio, Corinthians, Gama, Al Nasser, da Arábia Saudita, Seleção Brasileira e Mogi Mirim. Após parar com a bola, voltou para Goiás, onde abriu uma escolinha de futebol em Goiânia e passou a empresariar jogadores.
Títulos não faltaram na contabilidade do jogador. Foi campeão da Copa do Brasil em 1997 e 1998, do Campeonato Carioca em 1991, do Campeonato Brasileiro em 1992 e 1996, do Campeonato Gaúcho em 1995 e 1999, da Taça Libertadores em 1995 e 1999, da Recopa em 1996, da Copa América (pela Seleção Brasileira) em 1997, da Copa Mercosul em 1998, e do Campeonato Paulista em 2001.
Segundo o Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, fez 149 jogos pelo Mengão com 73 vitórias, 40 empates, 36 derrotas e 31 gols.
De acordo com o Almanaque do Palmeiras de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti, fez 133 jogos pelo clube com 73 vitórias, 30 empates, 30 derrotas e 60 gols marcados.
Pelo Corinthians, segundo o Almanaque do Corinthians de Celso Unzelte, fez 25 jogos com 16 vitórias, quatro empates, cinco derrotas e quatro gols marcados.
Pela Seleção Brasileira foram duas atuações, com uma vitória e um empate.
Reinoldo Neitz

Copa do Brasil – a hora da verdade
Corinthians, Botafogo, Vasco e Sport chegam a semifinal da Copa do Brasil demonstrando que muito mais do que um super time esta competição exige daqueles que querem chegar, uma concentração acima da média. Ao longo de todas as edições da Copa do Brasil nem sempre a melhor equipe ou a equipe mais famosa vence. E certo que Grêmio e Cruzeiro já foram 4 vezes campeões , mas a historia da competição também já teve como campeões: Criciúma, Santo André e Paulista de Jundiaí, equipes do segundo escalão do futebol brasileiro. E qual o segredo? A meu juízo é o entendimento de que por se tratar de um torneio que não perdoa erros é disputado com uma dedicação extra, principalmente pelas equipes menores. Fazendo uma comparação a grosso modo, me faz lembrar os tempos dos torneios de futebol de várzea que pelo grande número de equipes e pouco tempo, as partidas eram sempre disputados nos pênaltis e o que se via, times com melhores jogadores e que venceriam a partida em tempo normal de jogo, perderem. A tática usada era sempre a mesma bola pro mato pra fazer o tempo passar e depois um goleiro que não era aquela maravilha, mas que nos pênaltis era imbatível e os cobradores sempre aqueles que batiam com forças ao invés dos melhores, ou seria menos piores, que sempre querem inventar uma maneira diferente de cobrar e que na maioria das vezes, acabam tirando o time da competição. E desta forma simples, na grande maioria das vezes, o boizinho, o cabrito, ou porco sempre era levado pra casa com direito até a desfile pelas ruas com os animais vestindo a camisa do time. Fiz todo este rodeio para afirmar que nenhuma das equipes é favorita absoluta ao título, mas que se tivesse que apostar em uma final, apontaria Corinthians e Sport não por terem times muito superior, mas pela forma como encaram a competição, que dá uma vaga na Libertadores do próximo ano.
Campeonato Brasileiro – Série A
Mal começou o Campeonato Brasileiro e técnicos já foram demitidos ou pediram a conta. No Atlético-MG, Geninho que já vinha marcado na paleta pela nação atleticana desde a perda do Campeonato Mineiro com direito a uma goleada de 5x0 para o Cruzeiro, foi eliminado da Copa do Brasil e está temporariamente sem emprego. Sim, temporariamente porque se existe uma profissão onde o desemprego é temporário, é a de técnico de futebol principalmente os de primeira linha e muito em breve já estará comandando outro time. Outro que mudou de clube não porque foi mandado embora, mas porque recebeu uma proposta financeira irrecusável foi Gallo do Figueirense que foi comandar o Galo Mineiro. Com relação aos resultados das duas primeiras rodadas, tenho notado torcedores preocupados com o desempenho da sua equipe neste início de brasileirão. É lógico que não se deve deixar para buscar a recuperação para o segundo turno, mas também não se pode crucificar eventuais resultados que tenham sido obtidos neste começo de campeonato, afinal ainda faltam 36 rodadas e muita bola ainda vai ser jogada e não se enganem, nem com o mal começo eventual do seu time, nem com a performance do Náutico que é líder ao lado do Cruzeiro. Certo mesmo, e nós já escrevemos aqui, é que o Ipatinga tem tudo para ser o América do Rio Grande do Norte, ou seja, vai apanhar muito mais do que bater e voltar para a segunda divisão no ano que vem.
Por onde anda?
Pedro da Rocha – ex-São Paulo
Um dos melhores jogadores da história do São Paulo Futebol Clube, Pedro Virgilio Rocha Franchetti, o Pedro Rocha, hoje vive em São Paulo (SP). Após pendurar as chuteiras, ele foi técnico de várias equipes no Brasil, como o Mogi-Mirim, a Portuguesa, Rio Branco (MG), etc.
Pedro Rocha chegou ao Tricolor do Morumbi em 1970. Na época, o meia foi contratado a peso de ouro junto ao Peñarol, do Uruguai. Fez parte de duas formações diferentes do time são-paulino. A primeira com Gérson, Toninho Guerreiro, Édson, Terto e companhia. E a segunda com Serginho Chulapa, Zé Carlos, Muricy, Waldir Peres, Gilberto Sorriso e outros jovens jogadores que apareciam no Tricolor.
No Peñarol do Uruguai, Rocha liderou o maior time que o grande clube de Montevidéu teve em sua história. Peñarol tinha, dentre outros, Maidana, Caño, Lezcaño, Caetano, Goncalves, Abadie, Sasia, o equatoriano Spencer e o peruano Joya.
Em 2005, Pedro Virgilio Rocha Franchetti foi o grande responsável pela ascensão do time profissional de Taboão da Serra para a Segunda Divisão do futebol profissional paulista.
Com a camisa são-paulina, Pedro Rocha fez 390 jogos (198 vitórias, 125 empates, 67 derrotas) e marcou 119 gols, sendo o 11º maior artilheiro da história do clube. Lá, sagrou-se campeão paulista duas vezes (1971 e 1975). Em 1972, foi o principal goleador do Brasileirão, com 17 gols (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa).
Já no Peñarol, ele conquistou suas maiores glórias. Faturou sete títulos nacionais, três Libertadores e dois Mundiais interclubes. Além disso, jogou três Copas do Mundo com a seleção uruguaia, em 1966, 1970 e 1974.
No final da carreira de jogador, o ex-craque passou ainda por Palmeiras e Coritiba. No Verdão, não repetiu o brilho anterior, pois já estava veteano, sem os mesmos fôlego e técnica. Envergou o manto palmeirense em apenas 9 jogos (5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas) e balançou as redes apenas uma vez (fonte: Almanaque do Palmeiras - Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti).
Reinoldo Netz


Brasileirão – Começou a maior festa do futebol brasileiro
Com o encerramento do estaduais, começou o Campeonato Brasileiro de 2008 e com ele, a esperança de torcedores de norte a sul do país. Na primeira rodada, uma média de 2,6 gols por partida e apenas uma partida sem gols Fluminense x Atlético-MG. A dupla Atletiba e Grenal estrearam com vitórias. O Grêmio sobre o todo poderoso São Paulo, no Morumbi e o Internacional venceu o Vasco e deu fim a um tabu de 10 anos sem vencer na estréia do campeonato. O Atlético paranaense jogando fora de casa contra o modesto Ipatinga faturou os três pontos. Mas a vitória do Coritiba no jogo de entrega das faixas contra o Palmeiras foi a que ganhou maior destaque, afinal na volta à elite do futebol brasileiro teve pela frente o todo poderoso time de Vanderlei Luxemburgo e ao natural, venceu por dois a zero .
Agora é oficial – Bebidas alcoólicas estão banidas dos estádios de futebol
Dentre todas as medidas adotadas e divulgadas pela CBF, com relação ao Campeonato Brasileiro a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, podem ter certeza, será a que irá apresentar melhores resultados em curto prazo. O fim da violência ao redor dos estádios e também dentro será notado de maneira natural. E não adianta querer encher a cara antes dos jogos fora dos estádios porque a determinação é para que sejam impedidos de entrar nos estádios elementos que estiverem com o tanque cheio (neste caso, de bebida alcoólica) É lógico que sempre existirão alguns conflitos, mas que serão contornados com maior facilidade pelas autoridades policiais. Agora, a torcida, o grito de guerra dos times, será muito mais bonito.
Fórmula Um – Três vezes Felipe Massa na Turquia
A Fórmula-1 ao longo da sua história, trás algumas curiosidades envolvendo seus pilotos e as pistas onde são realizada as provas. Airton Senna era o rei de Mônaco pela facilidade com que corria naquela prova disputada nas ruas. Alan Prost e Michael Schumacher tinham prazer em correr no Brasil porque sabiam, que salvo algum problema, eram presenças garantidas no pódio. E agora, Felipe Massa, que ao vencer a prova de domingo na Turquia, pela terceira vez consecutiva e diga-se de passagem o único piloto a subir no lugar mais alto do pódio desde a entrada do circuito no circo da Formula-1, está preste a se tornar cidadão turco. É claro que é brincadeira, mas que o piloto brasileiro já marcou definitivamente o seu nome nesta prova, não restam duvidas, sem falar que ao falar menos e se concentrar mais no seu trabalho vem obtendo excelentes resultados e pode sim conquistar o titulo.
Libertadores da América – Segurem o Boca Juniors
Algumas equipes tem uma identificação com certas competições. São Paulo e Boca Junior em se tratando de Libertadores da América nos últimos anos, são algumas delas. A equipe do Morumbi sempre que participa é uma das candidatas. Mas o Boca Juniors, parece ser a equipe mais cara de Libertadores. Na fase de classificação consegue garantir a vaga geralmente no último jogo. A partir daí, não escolhe adversário, nem tem a preocupação sobre onde será a segunda partida. Primeiro faz o dever de casa sem se importar com saldo. E na segunda partida, sob o comando de Riquelme, espera pelo adversário e nos contra-ataques de maneira fulminante, liquida seus oponentes. É por isso que não é exagero afirmar que a equipe argentina é mais uma vez a favorita para conquistar o título. Nos resta a esperança, de por se tratar de futebol onde tudo pode acontecer, que nossos representantes possam melhorar a qualidade do seu futebol na reta final da competição.
Por onde anda? – Há sete anos morria o inventor da “folha seca” - Didi
Valdir Pereira, o Didi, morreu aos 71 anos, no Hospital Público Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, dia 12 de maio de 2001, dois dias após sofrer cirurgias para retirada de parte do intestino e da vesícula.
Didi ficou famoso nos mundiais de 1958 e 1962, nos quais o Brasil foi campeão. Em clubes, o “Princípe Etíope”, como era conhecido, destacou-se com a camisa do Fluminense, entre 1947 e 1956, e Botafogo, de 1956 a 1958 e de 1961 a 1962.
O escritor, dramaturgo e jornalista, além de torcedor do tricolor das Laranjeiras Nelson Rodrigues apelidou Didi, de Príncipe Etíope, por causa da sua elegância dentro de campo. O filósofo da bola Neném Prancha também elogiou o elegante atleta. “Quem o vê (Didi) andando pela rua, mesmo sem saber quem é, diz logo: ‘Este crioulo é algum troço na vida’”, afirmou o ex-roupeiro do Botafogo.
Didi só não brilhou no Real Madrid, em 1959. Boicotado pelo ciumento Alfredo Di Stéfano, o dono do time. Didi não foi o mesmo e retornou ao Botafogo um ano depois.
Uma das jogadas mais brilhantes de Didi, o chute bem colocado, foi batizado como “folha-seca”. Ele jogou pelo São Paulo em 1963 e encerrou a carreira no ano seguinte, em 64, depois de disputar o Carioca pelo Botafogo.
Saiba mais sobre Didi
Valdir Pereira, o Didi, nasceu no dia 8 de outubro de 1929 na cidade de Campos (RJ). Em sua brilhante carreira, Didi marcou 237 gols, sendo 21 pela Seleção Brasileira. Meia habilidoso, ele começou a carreira no Americano (RJ) e depois atuou no Lençoense (SP), Madureira (RJ), Fluminense (RJ), Botafogo (RJ), Real Madrid (Espanha) e São Paulo.
Pelo Tricolor do Morumbi, foram apenas quatro jogos (1 vitória, 3 derrotas) e nenhum gol marcado (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa).
Os principais títulos conquistados por Didi foram os mundiais de 58 e 62 e os cariocas de 51 (Fluminense) e 57, 61 e 62 (Botafogo), além da Taça Rio de 52 (Fluminense). Depois de pendurar as chuteiras, Didi ainda foi técnico e dirigiu algumas vezes o Botafogo, equipes do Peru e a Seleção Peruana na Copa de 70, o Fenerbahce (Turquia) e times da Arábia Saudita.
* Reinoldo Netz

A festa dos campeões
A semana começou com torcedores do Coritiba, Internacional, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Figueirense apenas para citar alguns, comemorando a conquista dos campeonatos estaduais. A grande surpresa não pela conquista, mas pelo placar da final, foi a goleada imposta pelo Internacional sobre o Juventude com direito a gol até do goleiro Clemer. Os demais fizeram valer a vantagem do primeiro jogo para fazer a festa. Parabéns aos torcedores de todos os campeões estaduais.
Campeonato Brasileiro da Série A vai começar com festa
A grande festa do futebol brasileiro começa no próximo final de semana com o inicio do Campeonato Brasileiro. Pelo que fizeram até aqui, pode se afirmar que Palmeiras, Internacional, São Paulo e Cruzeiro são os grandes favoritos para conquistar o título pelos elencos que possuem uma vez que em uma competição de longa duração muito mais do que um time, o que vale é o grupo. Favor não confundir quantidade com qualidade.
Sem a pretensão de ser vidente diria que – Náutico, Vitória e Ipatinga - que subiram da série B para a Série A tem tudo para cair de novo, já que não tem nem um time confiável, o que dizer então de grupo. Goiás, Portuguesa, Figueirense e Atlético MG são também candidatos ao rebaixamento. Mas é claro, que são apenas palpites. Vamos esperar o desenrolar do campeonato.
Campeonato da Série B – hora de dar a volta por cima
Aos poucos, o Campeonato da Série B, que começa também no final de semana vai se tornando um campeonato do jeito que a CBF imaginou. É claro, que aquelas equipes que lá estiveram principalmente as de grande apelo popular como Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG, Coritiba e Fluminense (que esteve inclusive na Série C) não querem nem sonhar que podem voltar à segundona novamente. Mas não se pode negar que hoje todos voltam suas atenções para esta competição que neste ano terá como grande participante o Corinthians de tantas e tantas conquistas. Ao lado dele, destaque para Bahia, Juventude, Fortaleza, Paraná Clube, Ceara, São Caetano e Ponte Preta que irão com força total em busca da glória de poder em 2009 estar de volta à elite do futebol brasileiro.

Copa Aesupar – Novo empate entre Ampére e Santa Izabel do Oeste
Foi uma pena o clássico de domingo disputado entre Ampére e Santa Izabel do Oeste, em Ampére não ter sido jogado plenamente. Isso porque aos 42 minutos do segundo tempo alegando não ter mais condições de continuar apitando, o juiz deu por encerrado o clássico, logo após Santa Izabel ter chegado ao gol de empate. No primeiro tempo, a equipe da casa, depois de um início não muito bom, se organizou e chegou aos 2x0 ao natural com gols de Dunho e Egnaldo sem chances de defesa para o goleiro Cleomar. Ainda na primeira etapa, Rodrigo que tinha recebido cartão amarelo por reclamação fez falta dura no jogador Cássio e recebeu o segundo cartão amarelo e também o vermelho. Na segunda etapa o panorama da partida não se alterou muito com a equipe de Ampére atacando e levando perigo o gol do goleiro Rodrigo que substituiu Cleomar que se machucou, enquanto o Santa Izabel dependia da qualidade e da armação das jogadas através do jogador Habile, mas sempre parando no sistema defensivo da equipe de Ampére. Mas como o jogo só termina quando acaba. Aos 27 minutos após um chute que enganou o goleiro Márcio que deu rebote, Fernando diminuiu e aos 37 minutos, Santa Izabel chegava ao gol de empate dando inicio a uma grande confusão. Acontece que no lance que antecedeu o gol, Ampére teve uma falta perto da área e na cobrança um zagueiro de Santa Izabel desviou para escanteio. Foi quando o juiz Luis Carlos Armachuski se complicou todo. Ao invés de mandar cobrar o escanteio dirigiu-se primeiro ao banco de reservas de Ampére para aplicar cartão amarelo para o jogador Branquinho e depois ao representante Clóvis Menger para informá-lo. Enquanto isso, o auxiliar Maicon Reisdorf que acompanhava o lance não marcou o escanteio, e sim, tiro-de-meta que Santa Izabel do Oeste cobrou rapidamente pegando a maioria dos jogadores de Ampére fora de posição. Sem alternativa, a defesa cometeu falta. Após a cobrança o ataque de Santa Izabel marcou dando inicio a uma grande confusão que culminou com a decisão do juiz de encerrar a partida. A princípio, o resultado de campo deve ser mantido com cada equipe somando mais um ponto e dividindo a segunda colocação do seu grupo. No próximo final de semana, Ampére joga em Mariópolis, enquanto Santa Izabel vai recebe o líder, Capanema.

Por onde anda?

Goleiro Manfa
Aílton Corrêa Arruda, o Manga, ex-goleiro do Botafogo (RJ), Sport Clube do Recife, Grêmio, Internacional, Operário (MS), Coritiba, Nacional-URU, Barcelona-EQU e da Seleção Brasileira da Copa de 66, trabalhou como treinador de goleiros em Quito, no Equador, e nos Estados Unidos. Lá, onde ensinava futebol, está aposentado e vivendo tranquilamente em Little Havana, na cidade de Miami, na Flórida.
Manga chegou a disputar a Copa do Mundo de 1966. Ele entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves na partida contra Portugal e não foi feliz. Mas a carreira de Manga não pode ser lembrada apenas pela infelicidade daquele jogo.
O antigo arqueiro brilhou no Botafogo e também no Internacional, onde ajudou a formar uma das maiores equipes coloradas em todos os tempos ao lado de Claudio Duarte, Figueroa, Marinho Perez, Vacaria, Falcão, Batista, Caçapava, Valdomiro, Dario Maravilha, Lula e companhia.
Há muito tempo fora, Manga diz que não sente muitas saudades do país. O ex-goleiro, que nasceu em Recife, no dia 26 de abril de 1937, diz que Marcos, goleiro pentacampeão pela seleção brasileiro, é o que mais se assemelha com ele no estilo de jogar.
CLUBES: Sport Recife (55 a 58), Botafogo (59 e 68), Nacional do Uruguai (69 a 74), Internacional (74 a 76), Operário de Campo Grande (77), Coritiba (78), Grêmio (79 a 80), Barcelona do Equador (81 a 82).
BRIGA COM SALDANHA: O goleiro, que fez 445 partidas pelo Botafogo, deixou o time da Estrela Solitária em 1968. Na época, ele teve um desentendimento com o jornalista e técnico João Saldanha, que acusou o arqueiro de ter se vendido na final do carioca de 67. Manga deixou saudade aos alvinegros. O goleiro costuma provocar os rivais, principalmente o Flamengo: “Flamengo é bicho certo. Eu gasto o dinheiro na véspera”, dizia.
TÍTULOS: Campeonato pernambucano de 55, 56 e 56 (pelo Sport); Campeonato carioca de 61, 62, 67 e 68 (pelo Botafogo); Torneio Rio-São Paulo de 62, 64 e 66 (pelo Botafogo); Campeonato uruguaio de 69, 70, 71 e 72 (pelo Nacional do Uruguai); Libertadores de 71 (pelo Nacional); Mundial Interclubes de 71 (pelo Nacional); Campeonato gaúcho de 74, 75 e 76 (pelo Internacional); Campeonato brasileiro de 75 e 76 (pelo Inter); Campeonato Paranaense de 78 (pelo Coritiba); Campeonato gaúcho de 79 (pelo Grêmio) e Campeonato equatoriano de 81 (pelo Barcelona).

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