Mario Eugenio Saturno
Em Atos dos Apóstolos, vemos a incrível capacidade de Lucas expressar-se na língua grega.

Orar como Jesus

Mario Eugenio Saturno
Um dia, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.

Bruno Peron Loureiro
Insustentabilidade é o que define melhor o estágio que a humanidade alcançou. Enquanto a preocupação rodeava a carência de alimentos para uma população mundial galopante - Malthus foi generoso na época -, temos hoje indícios de que o planeta está em colapso.

Mario Eugenio Saturno
Sem sombra de dúvida, o INPE é uma instituição que contribui muito para o país.  Como incentivo à juventude o INPE está abrindo inscrições para quem tiver interesse em fazer observações astronômicas no seu Miniobservatório Astronômico. A inscrição pode ser feita pelo telefone (12) 3208-7200. Também é possível fazer observações remotas pela internet, para isso basta inscrever-se pelo formulário eletrônico no www.das.inpe.br/miniobservatorio/obsremotas. Na sessão remota, os participantes podem visualizar o céu noturno a partir de suas próprias escolas, pela Internet, como se estivessem diante do telescópio que fica em São José dos Campos. Também é possível visualizar o Sol. O telescópio do INPE possui 28 cm de diâmetro, possibilitando boa visualização da Lua, planetas, estrelas duplas, aglomerados de estrelas e nebulosas.
O INPE estabeleceu uma parceria com a ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), Conservação Internacional, Greenpeace, IPAM, TNC e WWF-Brasil para o desenvolvimento de uma ferramenta capaz de detectar a presença de culturas agrícolas em áreas desflorestadas usando imagens de satélite. Isso permitiu ampliar a área monitorada. A ABIOVE e a ANEC tem o compromisso de não adquirir soja oriunda de áreas desflorestadas na Amazônia. E, claro, observaram a presença de soja em 6.295 hectares nos estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia.
Já que falamos de desmatamento, o grande culpado pelas emissões de CO2 do Brasil e causa da futura desertificação do centro-oeste e sudeste, continua de vento em popa. O sistema DETER (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do INPE, apontou que 109,6 km2 da floresta sofreram corte raso ou degradação progressiva em maio. E, deve-se ressaltar que, nesse mês, 45% da Amazônia Legal esteve coberta por nuvens, o que impede a observação. Nos próximos meses veremos o estrago feito. E o campeão em desmatamento foi o Mato Grosso, com 51,9 km2, depois vem o Pará com 37,2 km2. O problema das nuvens só se resolverá com um satélite radar, por isso a necessidade de se injetar mais verbas no INPE com urgência.
Finalmente, para gerar previsões de qualidade do ar das grandes cidades, foi implementado o Projeto Recursos Computacionais de Alto Desempenho (High-Performance Computing - HPC), dentro do projeto South American Emissions, Megacities and Climate (SAEMC), ou Emissões, Megacidades e Clima na América do Sul. O projeto foi implementado pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e pelo Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST), ambos do INPE, e pelo Centro de Modelamiento Matemático, da Universidade do Chile. Isso deve melhorar a geração de previsões e cenários de qualidade do ar para quatro metrópoles da América do Sul: Santiago, Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro.
Mario Eugenio Saturno, de Bariloche - Argentina, é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)
 

Dejalma Cremonese
Os políticos brasileiros têm intensificado o uso da Internet em suas campanhas eleitorais.

Bruno Peron Loureiro
Por mais irrefletida que seja uma atitude, o bom caminho sempre se apresenta ainda que na intuição, faculdade mal compreendida. Talvez sejamos destinados ao altruísmo ao contrário do que pensam os que se especializaram em semear agonia e discórdia.

Dejalma Cremonese*
Ao avaliar as pesquisas de opinião nos diferentes estados, percebe-se até o momento, que as forças políticas deverão permanecer quase que inalteradas após as eleições do dia 3 de outubro.

Ditadura Dunga

Dunga tem uma forma de trabalhar clara, definida e pragmática.

Bruno Peron Loureiro
A natureza é sábia. A boa notícia é que contamos com o equilíbrio natural de forças; caso contrário, os pedidos de indulgência da humanidade já teriam excedido qualquer limite devido ao grau dos pecados, cumulativos e flamejantes.
Sabedoria, deste modo, não se pode confundir com acúmulo desorganizado de conhecimento ou mal uso dos saberes, como o emprego de aviões para combate bélico ou de micro-câmeras para quebrar privacidades. Inventores bem-intencionados se decepcionariam. A capacidade criadora do homem converte-se em desejos destrutivos na menor sombra de desequilíbrio.
O avanço da técnica culminou na transformação dos humanos em seres manipuláveis e vulneráveis. Sonha-se com robôs que nos farão de tudo. Os meios de comunicação, em seu turno, também condicionam mentes, inibem a reflexão, moldam identidades.
Sem espaço nos presídios chilenos, o presidente Sebastián Piñera pede um indulto à Igreja Católica para que milhares de delinquentes comuns e violadores de direitos humanos deixem de amontoar-se naqueles ambientes de reclusão.
A lógica de exclusão de ineptos do sistema mercantil através da construção desenfreada de cárceres (alguns até com televisão por assinatura e grelha para churrasco, cujas imagens são mais nobres que muitas favelas tupinicas) repete-se noutros países latino-americanos. Autorizou-se há pouco a construção de 48 presídios somente no estado de São Paulo, um dos mais industrializados no Brasil. A marginalização caminha junto com a industrialização?
Por sua vez, a Justiça argentina tem julgado crimes cometidos por ex-ditadores militares, que assassinaram, perseguiram e torturaram opositores. Estima-se que trinta mil pessoas desapareceram na Argentina naquele período.
Não há justiça terrena que restitua os laços familiares de milhares de exilados, que se trasladaram a países como México e França, nem dinheiro que devolva a esperança de famílias que a ditadura desestruturou e expatriou.
O motor nebuloso da história, porém, retifica-se nalgumas circunstâncias e abre precedentes (modernos, pós-modernos ou ultra-modernos?) para a volta dos golpes militares e dos governos impostos em nações até então tidas por soberanas. Por menos angelical que tenha sido ou se apresente Manuel Zelaya, Honduras assistiu à deposição de seu presidente legítimo em 28 de junho de 2009. Um ano depois, o povo manifesta-se em apoio a uma institucionalidade democrática tão prezada, mas que lhes foi arrebatada.
Já que é impossível o consenso, que as maiorias decidam sobre o futuro das nações a que pertencem! Nem Deus nem o acaso aguentam mais que se lhes atribuam tantas tarefas!
A despeito da podridão da máquina estatal tupinica, Dilma Rousseff superou José Serra nas intenções de voto pela corrida presidencial. O que mais chama atenção nas eleições dos tempos atuais (ainda não a "Nova Era" para a infelicidade dos esperançosos) é o deslocamento da luta política das ruas e partidos políticos para a televisão. Sintoma da nova época ou loucura?
Os candidatos principais disputam tempo de propaganda eleitoral na televisão através das coligações entre partidos políticos. Trinta segundos a mais ou a menos podem fazer a diferença na aprovação de algum deles. Projetos para o país e ideias para o mundo já pouco se discutem, visto que o mais importante é a imagem publicitária e a ilusão de que os eleitores participam dos debates. A tal da democracia (representativa) em nova arena.
Entrementes, discutem-se grandes propostas pelo presidente equatoriano Rafael Correa, que incentiva o uso do Sistema Único de Compensação Regional (SUCRE) no comércio entre países de América Latina e Caribe. O mecanismo de trocas virtuais visa a reduzir o uso de moedas de outras regiões, como o dólar, e a atribuir maior autonomia econômica aos países signatários.
Se ao menos pudéssemos visualizar o caminho de compreensão e paz que podemos escolher dentre outros tão funestos, mereceríamos maiores indulgências da natureza.
http://www.brunoperon.com.br
 

Mario Eugenio Saturno
A empatia é uma emoção que nos faz sentir o que sente o outro e afeta mais que as ligações pessoais, tem conseqüência na história e na cultura.

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