Luz...camêra...ação...Este é um mote do início de gravação de imagens. Antes, mais voltado aos profissionais, hoje de domínio público. Antes, quando mais clara a expressão, mas se entendia que era hora de concentração.

Bruno Peron
A divisão do Pará em três estados é um tema que se discute há vinte anos no Congresso Nacional. Temos agentes travestidos de "representantes do povo" que sustentam este dislate como única solução para o suposto "abandono" da região.
Seus argumentos são sofisticados: dizem que o Pará é um estado grande, por isso ingovernável, o aumento populacional tem sido descontrolado e o Estado não chega até a população de maior parte do território.
O espectro ideológico oscila da defesa de Estado ausente para Estado ubíquo. Dois modelos execráveis. A discussão inspira ares partidários e deixa, portanto, de ser frutífera. O interesse público beira a alucinação.
Não fosse o incontornável erro de cálculo, os argumentos seriam convincentes.
A política para o desenvolvimento da região Norte já começou equivocada porque se fundamentou na exploração e no povoamento em vez da preservação ambiental.
Manaus é o exemplo de uma cidade criada por incentivos fiscais à indústria numa área que deveria ser de proteção da rica fauna e flora tupinicas. Levou-se ao Norte um modelo de ocupação em prol da "soberania".
O conceito de "soberania" é invocado em local e hora oportunos, porém pelos que menos se preocupam com ele. Sabemos que estrangeiros têm passe livre em reservas indígenas de Roraima, mas tupinicas são barrados.
A proposta de plebiscito visa a consultar a vontade popular para a divisão do Pará em dois novos estados: Carajás, no sudeste, com capital em Marabá, e Tapajós, no oeste, com capital em Santarém.
O Pará passaria a compor somente a região nordeste do estado atual. Provavelmente os autores desta "façanha" impulsionaram seus desígnios pela criação anterior de Mato Grosso do Sul e Tocantins.
É preferível que o Estado corrupto tupinica esteja pouco presente a que seja venal. Pena que esta escolha não cabe a nós, singelos convocados à meia-cidadania do voto.
Os desejos politiqueiros superaram a expectativa. O raciocínio de que o aumento de 17 para 28 deputados federais, de 3 para 9 senadores, atrairia mais recursos para a região ignora o fiasco do funcionalismo público no Brasil.
Trata-se de uma característica cultural que inverte as funções de modo que a categoria oculta o dever de servir à coletividade. Em vez disso, o genuíno detentor do poder político - o povo - recebe amiúde tratamento clientelar e aviltante em troca da "estabilidade" que se lhes confere aos admitidos na carreira.
Se o estado de São Paulo, que é bem menor que o Pará, não garante educação, saúde, saneamento, segurança, etc públicos de boa qualidade, aonde querem chegar os que defendem que a cisão do Pará garantiria esses serviços?
Embora creiam que o interesse é velado, não é sobrenatural o esforço de reconhecer que os defensores da divisão querem demarcar as riquezas produzidas ou potenciais no Pará em nome da aproximação do governo ao cidadão.
Altamira, onde se autorizou a construção da usina hidrelétrica Belo Monte, fica na área onde se quer criar o estado de Tapajós. Parte do território que se pretende segmentar é rica em minério de bauxita, ferro e níquel, que se escoa pelo Maranhão.
O modelo de Serra Pelada, que se popularizou na década de 1980 pelo garimpo de ouro, repete-se na alma nascitura de um Pará que clama por distribuição de riquezas em vez da marginalização do que não serve.
O estado paraense dispõe de 144 municípios onde emerge a esperança de união e o alento da apropriação responsável de suas riquezas humanas e naturais.
Estanquemos a reprodução de modelos de desenvolvimento que exaurem os recursos e o fôlego daqueles que acreditam na visão coletiva.
Resgatemos o sentido do público dos que, através do poder do discurso, tergiversam seu valor em prol do inchaço da máquina estatal.
Ao povo do Pará, a esperança é uma flâmula que não se apaga.
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Mario Eugenio Saturno

A morte do satélite sino-brasileiro CBERS-2B deixa o Brasil sem um satélite nacional para prover imagens, expondo a fragilidade do programa espacial que, apesar de ter melhorado, ainda necessita de muitos cientistas e tecnologistas - a maioria aposenta-se nos próximos anos -, de salário compatível com os cientistas classe A do governo, investimentos maciços e apoio político, dos políticos e da sociedade.

Atendimento: Qual é o nome do seu cliente? – Chamar o cliente pelo nome é o primeiro passo para que ele simpatize com você. Ao pronunciar o nome do cliente, estará dizendo a ele: “Você é importante”.  O excepcional atendimento começa quando você mostra ao cliente que ele é muito mais do que um número no faturamento.
Marketing: Publicidade morta – Muita gente anuncia e não obtém retorno porque esquece de despertar a ação no cliente. Inserir uma publicidade apenas com os dados e a logomarca da sua empresa serve para reforçar a marca na mente do consumidor, mas não incrementa significativamente as vendas. Se você deseja que o cliente venha até sua empresa, então dê motivos a ele incentivando a ação através de promoções e benefícios.
Vendas: As três perguntas – O cliente quando vai de encontro ao produto possui três perguntas em seu subconsciente que precisam ser respondidas. São elas: “O que é o produto? Em que ele me beneficia? Como eu utilizo?”.  Se estas perguntas forem respondidas você estará muito perto de fechar a venda. 
Liderança: Lidere pelo exemplo – Quem lidera pelo exemplo não deixa margem para dúvidas. Se você deseja que seus colaboradores cheguem cedo na empresa, ajudem na arrumação, utilizem o uniforme, atendam com boa vontade o cliente, experimente fazer o mesmo. Dê o exemplo e terá o respeito de todos.
Carreira: Made in China – Se você acha que aprender Inglês e Espanhol é o suficiente para dar um salto na carreira, então pode se preparar porque há excelentes oportunidades para quem sabe Mandarin. Tudo isso, porque grande parte das importações do Brasil vem da China, que hoje é uma das economias que mais cresce no mundo.
Literatura: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes - O livro, considerado um dos mais influentes do século XX no mundo dos negócios, está completando 15 milhões de exemplares em todo o mundo e ocupou as listas de mais vendidos durante oito anos consecutivos. Esta nova edição especial de aniversário traz prefácio assinado pelo autor sobre a importância dos 7 Hábitos na atualidade e respostas às perguntas mais comuns de seus leitores. Autor: Covey, Stephen R. Editora: Best Seller Ltda.
Dicionário:  Turnover – Turnover ou rotatividade no contexto de Recursos Humanos refere-se a relação de admissões e demissões ou a taxa de substituição de trabalhadores antigos por novos de uma organização.
Humor: Chegando atrasado - O sujeito chega quinze minutos atrasado a uma conferência e, ao entrar, o porteiro o alerta: - Por favor, não faça barulho! - O quê? Já tem gente dormindo?
Frase: Obstáculos - "Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que voce vê quando desvia o olhar de sua meta". (Autor Desconhecido)

André Vinícius é consultor, professor e palestrante nas áreas de vendas, atendimento, liderança, marketing empresarial e digital, tecnologia, carreira e motivação. Envie críticas, dúvidas, sugestões e solicitações através do
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Mario Eugenio Saturno
O pesquisador John Griffith, da Escola de Saúde Publica da Universidade de Michigan, divulgou os resultados de uma interessante pesquisa realizada em 34 hospitais em nove estados norte-americanos.

Pelos resultados da última década, os clubes brasileiros deveriam fazer estágio na Argentina para aprenderem a decidir as copas sulamericanas. Sim, somente as finais, pois os clubes já aprenderam chegar até elas. Das últimas dez Libertadoras, os brasileiros disputaram oito e venceram apenas duas; somente aquelas disputadas entre clubes brasileiros.

Coberturas de gesso ainda são utilizadas para forrar tetos? Ajudam a isolar o barulho dos vizinhos de cima no caso de apartamentos?
O gesso é uma alternativa para forrar o teto e pode oferecer isolamento acústico mas não totalmente, porque a camada de ar existente entre a laje e o forro de gesso precisaria ser bastante espessa para poder abafar completamente sons mais fortes.

Durante a Glass South America, a Vipel/Via-SP estará expondo sua linha de vidro curvo temperado para arquitetos, designers e vidraceiros que procuram dar movimento e novas formas aos projetos arquitetônicos, móveis e eletrodomésticos.

 

Bruno Peron
O crescimento econômico é tema habitual de meios jornalísticos e terreiros políticos.
A informação de que o Produto Interno Bruto (PIB) de um país aumenta comemora-se como um dogma de sucesso internacional. Descortina-se, porém, o véu e aparecem os grupos limitados e poderosos que se beneficiam da população exangue.
Não se deve confundir crescimento econômico com distribuição da riqueza. Os dois critérios de avaliação são independentes e o primeiro frequentemente anula o fiasco do segundo.
A contenda comercial entre EUA e Brasil sobre o subsídio daquele país a seus produtores de algodão tem rendido uma postura laxa deste. A Organização Mundial de Comércio (OMC) autorizou que o Brasil retaliasse com o aumento de impostos sobre os produtos euânus de modo a compensar a perda.
No sentido contrário ao bom senso, o Brasil acaba de protelar mais dois meses o início da retaliação com o argumento de que EUA tem participado das negociações apesar da inflexibilidade para baixar os subsídios. É previsível que as perdas recaiam sobre o lado tupinica e tudo se normalize brevemente como se nada tivesse acontecido.
A presidente argentina, por sua vez, agarra oportunidades de defender seu país a unhas e dentes. Cristina Fernández pleiteia a renegociação ao derredor da pretensão de posse das ilhas Malvinas e levou à Corte Internacional de Justiça de Haia o pleito da instalação de uma usina de papel pelo Uruguai na margem de um rio fronteiriço.
O mandatário boliviano, em seu turno, estabelece acordos de aparelhamento militar com a Rússia, enquanto se discute se a reconstrução do Chile após os terremotos se fará ou não com base na "mudança" que Sebastián Piñera prometeu nas eleições presidenciais.
Apesar da prepotência dos poderosos onde quer que se manifestem, os grupos mais fracos e despossuídos alçam a voz em protesto e resistência. A opressão perde a naturalidade. O povo reconhece que a ignorância que se lhe impõem traz malefícios e não comodismos.
A névoa de cinzas que recobriu a Europa pela erupção de um vulcão na Islândia provocou perdas milionárias nalgumas economias. Fazem-nos crer que o prejuízo dos donos de aerolinhas foi maior que a impotência dos viajantes que tiveram que esperar dias para o embarque, muitos dos quais sem reserva de dinheiro.
O cinzeiro vulcânico na Europa aparentemente causou danos ao continente rico, enquanto a lava dos problemas sociais basilares não cessa na América Latina. As sociedades escandinavas são tão organizadas que o suicídio é um dos temas que mais lhes preocupam.
Comemoram-se os cinquenta anos de construção da opulenta capital brasileira, Brasília. Os "candangos" migraram pela necessidade de prosperar e ânsia de prosseguir na construção do ainda sonhado Brasil. Mãos calejadas que são cúmplices de um país merecedor e progressista.
Por que atribuímos aos outros responsabilidades que são, ainda que parcialmente, nossas? Se o poder corrompe, encanta e ludibria os despreparados, por que confiamos aos poderosos funções que nos cabem, como a da construção da democracia?
Questionam-se autoridades, como a obstinação justa do Irã de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos e a ascensão da China como concorrente direto das potências ocidentais no que é a condução ao pé da letra de um padrão de desenvolvimento econômico.
A indústria da China explora internamente a mão-de-obra barata e a flexibilização trabalhista, enquanto os euânus poderosos abusam da divisão internacional do trabalho para instalar fábricas em Bangladesh, Índia, Tailândia, Vietnã e México.
EUA privatiza os lucros em nome de um modelo capitalista desumano e relega a desgraça a países "terceiro-mundistas e atrasados". A explotação é tão eficaz que ainda conseguem atrair turistas encantados aos castelos da Disney World. Prevalece o domínio cultural.
Finda o culto aos poderosos impiedosos e incautos.
Desabrocha a consciência dos que defendemos a grandeza moral.
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Embora as pessoas citem sempre como sinônimo e os resultados sejam sempre de danos, bandido e criminoso tem diferença.

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