Sex, 16 de Janeiro de 2009 00:00
Quando idealizei o livro "Superdicas para falar bem" me impus uma condição: escrever 60 dicas práticas, no máximo entre 1.650 a 1.800 toques com espaço cada uma.
Em determinados momentos parecia impossível, pois dava a impressão de que precisaria ir um pouco além dessa medida. Resisti, pois estava determinado a concluir a tarefa conforme havia planejado.
A Editora Saraiva gostou muito do projeto e pediu que coordenasse a série superdicas. Minha incumbência tem sido a de convencer os melhores autores do país para que escrevam um superdicas sobre o tema da sua especialidade.
O fato curioso é que quase todos os autores me procuraram em determinado momento para pedir mais flexibilidade no tamanho do texto. No final, todos, sem exceção, concordaram que era possível fazer o trabalho com qualidade mantendo o limite determinado.
Essa experiência não é muito diferente do que ocorre com os textos que escrevemos no dia-a-dia. Especialmente os textos que enviamos por e-mail. A cada dia as caixas de e-mails estão mais sobrecarregadas. Com freqüência cada vez maior ouço reclamações de amigos que dizem perder um tempo precioso lendo os e-mails que recebem.
Além dos desagradáveis spams, que nos perturbam com propagandas de todos os tipos, desde eventos na Índia até aparelhos milagrosos para aumentar o tamanho do pênis, ainda temos de ler mensagens quilométricas que poderiam ser resumidas a pouquíssimas linhas.
Por isso, se deseja que suas mensagens sejam bem recebidas evite a tentação de escrever romances nos e-mails. Se julgar que a mensagem longa é necessária, mande-a como anexo e redija o e-mail em poucas linhas comentando o conteúdo do texto. Assim, seu contato poderá julgar se terá ou não interesse em ler a informação toda.
Além da extensão desnecessária há outro grave problema com os e-mails - as piadinhas.
Cuidado com as piadinhas, pois ao encaminhar esses textos humorísticos, mesmo que tenha custado apenas o toque em uma tecla de enviar, para quem recebe poderá parecer que você é um desocupado e que não tem nada importante para fazer.
Por mais engraçada que possa ser a piada pense duas vezes antes de encaminhá-la. Esse cuidado deve ser redobrado se a piada for acompanhada de imagens pesadas. Ainda há muitas conexões lentas, que exigem um tempão para a imagem entrar.
O destinatário do e-mail quase espuma de raiva enquanto aguarda para descobrir quem foi o engraçadinho que o fez esperar por aquele interminável 5 de 48 que parece nunca sair do lugar.
Esteja atento também para não cometer o erro oposto e transformar o remédio em veneno.
Essa história de entrar na comunicação on-line dizendo oi e tchau pode dar a impressão de que você não tem interesse em manter contato com a pessoa com a qual está conectado.
Nesses casos procure analisar pelas respostas que for recebendo até que ponto a outra pessoa poderia estar disponível. Se perceber que sua presença não é tão oportuna, aí sim não hesite em se despedir.
Só para não esquecer, revise tudo mais de uma vez quando for mandar uma mensagem por e-mail. Erros gramaticais e palavras digitadas com falhas passam idéia de negligência e até de despreparo.
Se alguém redigir o texto para você, dedique um tempinho para dar uma boa olhada no que foi feito. Afinal, é sua assinatura e, portanto, sua imagem que estará em jogo. Todo cuidado é pouco.
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