Terça, 05 Março 2013 13:55

Economia brasileira preocupa consumidores e empresários

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Em janeiro a economia deu leves sinais de reação, mas as pesquisas feitas em fevereiro com indústrias e consumidores mostram que ainda há muitas dúvidas sobre uma possível retomada do crescimento.

 

 

Entre janeiro e fevereiro, o nível de confiança dos empresários ficou praticamente estável, segundo a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, da FGV. E o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou para um aumento da preocupação com o emprego, a inflação e o endividamento. Os levantamentos contrastam com a elevação de 2,1% no Indicador do Nível de Atividade (INA), da Fiesp, entre dezembro e janeiro.

 

A confiança dos consumidores caiu pelo terceiro mês consecutivo, segundo a CNI. Os trabalhadores temem o aumento dos preços - a meta máxima de inflação, de 6,5% em 12 meses, tende a ser superada neste semestre. Isso significa queda do poder aquisitivo, salvo para aqueles que obtiveram reajuste real de salário. O reflexo das incertezas já aparece nas avaliações dos departamentos econômicos de bancos e empresas. 

 

PIB abaixo da expectativa

Em vez de piso, um crescimento do PIB de 3%, neste ano á é visto como teto por alguns analistas. E só a minoria dos economistas prevê que o PIB poderá crescer até 4% em 2013.

 

Previsões

Ao admitir uma valorização do dólar para evitar pressões inflacionárias, as autoridades empurram a indústria local para baixo, pois estimulam a importação. Essa não é uma situação facilmente reversível, dado o diagnóstico de que um dos problemas centrais é a falta de oferta de bens produzidos pela indústria local. E, se for preciso elevar as taxas básicas de juros para evitar a percepção de relaxamento com a inflação, a retomada poderá ser ainda mais difícil.

 

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