Como foi iniciar a Expoiza?

Estamos na 3ª Edição da Expoiza, que nesta edição também terá a 2ª Izaleite. De antemão, a Comissão Organizadora comemora o sucesso do evento que é sem dúvidas, um dos maiores da região sudoeste por vários fatores, mas especialmente pela qualidade  localização regional, pela quantidade de estandes comercializados, pelo número de patrocinadores e parceiros, pela linha de shows e pela motivação local e regional.


Começar um evento não é tão fácil e melhorar a cada edição, é um desafio, mas que encontrou mentes e corpos dispostos a aceitar o desafio.

A 1ª Expoiza teve como presidente da ACESIO – Associação Comercial e Empresarial e coordenador geral, o empresário Vilmar Brufatti. Na 2ª edição coube ao empresário Carlos Pádova, que presidia a ACESIO, a função de coordenar o evento. Agora, na 3ª edição, o presidente da ACESIO e coordenador geral é o empresário Fernando Brandelero.

Os três presidentes e coordenadores falam sobre a Expoiza. São épocas diferentes, mas o mesmo foco: valorizar o empreendedorismo e a inovação para promover o desenvolvimento do município e da região.

1ª Expoiza
O presidente da ACESIO e coordenador geral da 1ª Expoiza, empresário Vilmar Brufatti veio para Santa Izabel do Oeste em 1991 para atuar no ramo de comércio de pneus, na empresa Real Pneus com matriz em Santa Izabel do Oeste e filial, em Realeza.

Em 2010, conquistou a bandeira da Michelin, pela empresa Redisa Pneus. Hoje, a empresa e sua equipe de trabalho formada por uma equipe de 22 pessoas, atendem 33 municípios do sudoeste do Paraná, mais dois municípios do Oeste do Paraná e alguns municípios catarinenses que fazem fronteira com o Paraná.
A Redisa Pneus já expandiu o seu serviço e desde dezembro de 2011, está com revenda em Francisco Beltrão.

JNT - Por que nasceu a Expoiza?
Vilmar – Era um anseio das lideranças do município e do comércio. Todos sonhavam em mostrar o seu potencial. O comércio era líder na região e tinha os pés no chão. Esbarrava-se nas poucas condições que o município oferecia. Ao somar os prós e contras com os riscos, preferia-se ficar parado.
Com estas indecisões, perdemos a Festa do Frango que passou a ser explorado por Santo Antônio do Sudoeste e víamos outros municípios produzindo eventos e nós só ficávamos na expectativa.
JNT – Quais foram os primeiros passos?
Vilmar – Reunimos a diretoria e os associados da ACESIO para saber se era isso que queríamos e se a resposta fosse positiva, se aceitariam o desafio. A ideia foi avalizada e buscamos apoio no Sebrae onde fomos muito bem recebidos. Depois, formamos uma Comissão e buscamos apoio no Poder Executivo que também topou a parada. A partir daí, buscamos um local e definimos pelo Centro Social, onde fomos entendidos pelo Conselho Paroquial que além de ceder o espaço interno também cedeu os arredores da Igreja Matriz. Daí, começou o trabalho.
JNT – Qual foi a estrutura da 1ª Expoiza?
Vilmar – Conseguimos quatro patrocinadores e com o valor pagamos a impressão do material utilizado na Expoiza (cartazes,folders, crachás, Etc.) Fizemos um bingo para amenizar os custos para os participantes. Só podia participar empresa do município e abrimos espaços para setores em que o município não tinha e tivemos cerca de 60 empresas participantes.
JNT – O que mudou no empresariado local e na população?
Vilmar – Com a Expoiza, percebemos que o empresário se motivou ainda mais e passou a investir na sua empresa. A população respondeu positivamente, pois percebeu que o empreendedor daqui tinha poder de competitividade. Todos passaram acreditar mais em si, de que tinham potencialidade. Se sentiu que houve uma grande inovação e podemos dizer que as empresas tem um histórico antes da Expoiza e outro depois da Expoiza.
Antes, o comércio tinha o produto, mas não anunciava e não divulgava a sua atividade e com isso, deixava de empregar, gerar renda. Aqui era a terra do “não dá, não pode”. Hoje, temos outra concepção. Aqui se pode avançar, aqui se pode ousar, aqui se pode muita coisa e o desenvolvimento acontece.
Ao acreditar, se passou a investir. O empresário passou a investir para participar do mercado. Se você não fizer isso, você vai investir sempre para correr atrás. Hoje, o concorrente não é somente o vizinho, é o mundo todo. Você investe, ou você para. A globalização é a porta de saída de nosso produto, mas também é a porta de entrada do produto de fora.
JNT – Que conceitos foram importantes para essa mudança?
Vilmar – A metodologia de paz e voz deu nova visão ao comércio, deu certo para todos. Quem teve a felicidade de se ajustar, está bem sucedido. Todos buscaram parcerias deixando de lado o individualismo. São empresas montando redes, como a de Supermercados, Material de Construção, as pessoas se mobilizando em entidades como as Associações de Produtores Rurais, Associação de Moradores, Associação de Caminhoneiros (motoristas).
A Expoiza ensinou que você não pode expor sozinho. Você tem o seu espaço e cede espaço. Você tem que se dar bem e ter sucesso para que o município seja bom, pois o município é formado por pessoas e por setores de desenvolvimento.
Se você evoluir, o cliente também vai evoluir, o município terá bons índices e mais recursos para aplicar na atenção básica de cada cidadão.
Hoje temos bandeiras importantes que estão no município: Coca-Cola, Michelin, Auto Peças, Cadeiras, Agronegócio, mas a maior bandeira e o maior patrimônio da empresa, do seu negócio, é o cliente e o sucesso só se conquista com parcerias, um destes exemplos é a Expoiza.
 

2ª Expoiza
O empresário Carlos Pádova veio para Santa Izabel do Oeste para atuar como técnico agropecuário. Trabalhou 18 anos na Sadia atendendo os integrados do município e da região.

Saiu da Sadia para ser sócio da esposa, Marinez Tozetto Pádova, na Indústria de Confecções, comprando cotas de proprietários anteriores.
Em 2002, surgiu a Pádova Indústria de Confecções com a marca Blindagem Confecções. Hoje, oferece 152 empregos diretos atendendo o mercado nacional, especialmente os estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, produzindo confecções de marcas nacionais. Camisas da Umen, Grife Hugo Leão, Charlevile, BG e outras.

Atuando como facção na linha Jeans Fanpruscht de Santa Catarina, BiliBrothers, Imune, Ozmoze e com fabricação própria, gerando empregos e renda.

JNT – Como foi reiniciar a Expoiza?
Carlos – Foi um grande desafio. A primeira Expoiza tinha sido sucesso, mas por falta de parceiros tinha ficado de lado. Foi um período longo entre a 1ª e a 2ª Expoiza. Encontramos muita vontade e montamos uma equipe boa de trabalho, com apoio dos associados da ACESIO e da comunidade encontramos parceria na Administração Municipal e nas empresas.
JNT – Pelo temo em que ficou parado o projeto Expoiza, quais as maiores dificuldades?
Carlos – Tivemos que reconquistar a credibilidade. Muitos dos que estavam na Comissão, não tinham experiência em promover um evento de tamanha dimensão, de alto nível. Tudo era novo. Buscamos muito apoio na equipe que coordenou a 1ª Expoiza e fomos projetando o formato da Expoiza, utilizando o mesmo local e a mesma estrutura.
JNT – Houve evolução do empresariado e do público?
Carlos – Muitos fatores contribuíram para que o empresariado se transformasse e desse uma grande guinada no desenvolvimento do município. A busca pelo conhecimento e de assessorias especializadas foi um dos diferenciais. Quem quer produzir e melhorar tem espaço no mercado que é muito exigente. A concorrência não somente interna, é mundial que exige planejamento, esforço, qualificação e equipe. Não existe lugar para heróis, ninguém vence sozinho.
A região tem pontos a favor. Com as faculdades e universidades, demos um grande salto de qualidade e de conhecimento e as escolas preparam pessoas que querem inovar, por isso o empresariado tem que estar preparado para receber esta mão-de-obra qualificada.
JNT – O empresário é empreendedor ou inovador?
Carlos – A maioria empreende, mas quem não inovar vai ter dificuldades. O cliente sempre espera novidades. As faculdades e universidades estão gerando expectativas. Mesmo que não se tenha a prática, quem se forma, tem esperanças e sonhos e muito mais: tem facilidade de absorver as informações que na qualificação, é fundamental.
Quem ficar distante do conhecimento e sem acesso às tecnologias , continuar no comodismo, está fadado a ficar fora do mercado, pois este meio é reciclado a todo instante.
JNT – Qual a expectativa para a 3ª Expoiza?
Carlos – A Expoiza e a Izaleite colherão os resultados do que foi semeado na primeira e na segunda exposição. O evento está muito bem encaminhado. A visão, pelos motivos apontados anteriormente, é muito melhor e tem mais gente apoiando.
O comprometimento das empresas e do poder público aliado aos organizadores voluntários e a linha de shows, atraiu a atenção regional.
O empresário izabelense, seja ele, do meio urbano ou rural, tem respeito regional. Aqui, temos investimentos, temos potencial, agora é hora de mostrar a nossa cara. É um evento que já deu certo, porque temos empresários e lideranças comprometidos.

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