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O vice-presidente da República, José Alencar, defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar queda da popularidade do governo em pesquisa CNT/Sensus, mas criticou a política monetária do governo. "A política monetária é um desastre. Erro do governo", disse Alencar.

 

A avaliação positiva do governo Lula caiu de 72,5% para 62,4% desde janeiro deste ano, de acordo com pesquisa divulgada pela CNT/Sensus. "As oscilações nas pesquisas a essa altura retratam o momento. Pode ser algo ligado à crise, mas o presidente tem desenvolvido um bom trabalho diante dela, principalmente da pior mazela que ela traz que é o desemprego. Nunca houve nenhum outro presidente com esse grau de popularidade, isso é raríssimo. Quem dera que todos pudessem usufruir dessa popularidade do presidente Lula", disse Alencar.

Sobre a frase de Lula, que disse que a crise seria apenas uma "marolinha", o vice-presidente afirmou: "O presidente usa muito de metáforas para se comunicar e ele deve se comunicar muito bem, caso contrário não seria o presidente da República. Algumas das metáforas dele são interpretadas de maneira pejorativa. Com referência ao que acontece lá fora, a crise é muito, muito menor".

Para Alencar, "a crise é um ajuste". "Um ajuste inevitável, porque houve abuso no mundo inteiro, especialmente nos Estados Unidos, também na área bancária, o que nos levou a essa situação. Eu penso que o Brasil tem todas as condições para sair desse ajuste, que prefiro chamar assim do que crise", completou.

Já sobre a política monetária, que classificou de "desastre", Alencar a considera um "erro do governo". O vice-presidente disse ainda, sobre a autonomia do Banco Central: "Eu considero isso uma balela. Não existe autonomia. A decisão da taxa de juros é uma decisão técnica. Eu acho que o Banco Central contraria os interesses nacionais com essa taxa".

Sobre as eleições para a Presidência, em 2010, José Alencar afirmou que a população aprovaria a permanência de Lula. "As candidaturas ainda não estão postas. Nem mesmo a do governador José Serra. Se perguntarem para o povo brasileiro o que ele deseja, ele vai responder que o presidente Lula permaneça", disse José Alencar, que ainda ressalvou não estar fazendo comparações com nenhuma ditadura de países da América Latina. "Eu não estou fazendo comparação nem com Fidel Castro, Chávez, nem com ninguém."

Sobre uma provável candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Alencar disse que a ministra "possui todos os títulos para ser uma boa presidente da República". "Mas ela não é candidata, ainda é cedo."

Como reagiu a região sudoeste ao novo pacote (federal e estadual)

Com a redução do IPI, baixas no ICMS a população espera ver o resultado no bolso, conversamos com alguns gerentes de compra e vendas de alguns estabelecimentos para ver como será a reflexão no mercado, as expectativas para o aumento de vendas e quedas nos preços que conforme vão sendo aplicadas no mercado resultam em melhores ou piores resultados.

"Essa redução do IPI, reduziu também os preços dos carros usados no mercado, com isso o movimento do mercado voltou ao normal, os revendedores perderam muito com a alta nos preços. A principio estava na hora de baixar, porque baixando o preço vai melhorar muito para o carro usado, porque hoje está estagnado por causa da taxa alta, agora que baixou o carro novo, baixa também o usado. Estávamos com uma queda no movimento de 50%, agora a partir de janeiro está aumentando o movimento e creio que no segundo semestre volte ao normal porque não é de um dia para o outro que as coisas vão voltar ao normal.

Evandro Delazzeri, Diretor da Covesul Multimarcas, Realeza.

"Vai mudar pouca coisa, na verdade o que aquece o mercado de materiais de construção são os financiamentos liberados pelo governo federal, as baixas nos juros dariam uma alavancada nos financiamentos e automaticamente as vendas terão uma alta significativa na área de vendas".

Willian A. Gonçalves, Aquitem Materiais de Construção, Realeza

"Na verdade vai ficar elas por elas, eles baixaram a alíquota dos produtos de 18% para 12%, mas aumentaram para 29% os que eram 27%, então com a crise não vai haver muita diferença, a economia em nossa região gira em torno da agricultura e essa está em crise, a expectativa é que melhore para todos, esperamos que esse quadro mude para que o movimento aumente".

Claudio Scalco, Fiscal de compras da Rede Forte de Supermercados e proprietário do Supermercado Pinheirão, em Santa Izabel do Oeste.

"A tendência é que aumente o movimento à medida que diminuam os impostos e aumente a linha de financiamento. As lojas que vendem materiais de construção aumentam o seu fluxo porque sem os financiamentos não haveria muitas vendas, assim o consumidor é estimulado a comprar".

Ademir Garbim, gerente de compras Bocchi Materiais de Construção, Santa Izabel do Oeste.

"As mudanças e ajustes são quase que insignificantes, pois na tinta, por exemplo, o governo reduziu o ICMS mas aumentou a substituição tributária, no fim dá elas por elas. No caso do cimento ainda não foi repassado o reajuste, mas assim que for repassado vai ser passado a nossos clientes, porém não acreditamos que faça muita diferença pois em uma obra o valor do cimento não reflete muito no total o que mais pesa é material de acabamento. O que realmente mudaria para nós é se aumentasse o estímulo aos financiamentos, ai então, teríamos diferença nas vendas".

Vilmar Biasus, Gerente de Compras da JB Materiais de Construção, Santa Izabel do Oeste.

"A meu ver, o governo não tinha outra saída. Com a desculpa de garantir o emprego, socorre as multinacionais e este dinheiro não vai circular aqui no Brasil. Por outro lado, o valor do carro usado caiu muito e ficou vantajoso para o consumidor comprar carros seminovos, está tão barato que existem carros praticamente novos com valores muito em conta e o comércio de carros usados está aquecido. O governo também está liberando uma linha de crédito para as lojas de veículos usados para fazer frente a crise. Nos primeiros dias da queda do IPI, houve um baque muito grande no mercado, mas agora, tudo está voltando à normalidade. Acredito que o governo deveria realizar investimentos na criação de novos empregos, socorrer as montadoras, não irá resolver o problema, mas por outro lado, o brasileiro é muito criativo e vai dar a volta por cima. Já existem sinais neste sentido".

Maurício Fabre - Diretor da Realevel Multimarcas em Realeza e Santa Izabel do Oeste

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