Qua, 28 de Abril de 2010 16:20
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), avaliou como positiva para a candidatura de José Serra (PSDB) a saída do deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial.
"É uma decisão que favorece muito a candidatura do Serra. Ele é o grande beneficiado", disse o deputado. Para ele, a saída de Ciro fará com que Serra ganhe a eleição no primeiro turno.
O deputado disse que uma eleição de contraponto favorece o tucano. "Eles estão olhando para o passado, quando a população vai votar olhando para ao futuro."
Na terça-feira, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
Segundo Maia, o eleitorado que Ciro ainda tinha deve passar para Serra, já que os ataques ao deputado vieram da campanha de Dilma. "Como Dilma começou a campanha antes, ela acabou tomando votos de Ciro. Esse eleitor que está com Ciro agora já teve todos os motivos para votar nela", disse.
Maia afirmou que o presidente do PSB e governador da Pernambuco, Eduardo Campos, iria comprometer a sua reeleição se Ciro fosse candidato, já que a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva no Estado é alta. "Eu não conseguia entender como é que o Eduardo Campos ia para a eleição com a base de Lula dividida."
Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio do PSB e do deputado Ciro Gomes à pré-candidata do partido da disputa presidencial, Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse. "Temos que respeitar a decisão que o PSB tomou. A partir de agora, vamos sentar para conversar", afirmou Dutra. Segundo ele, os dois partidos irão se encontrar para tratar da aliança, que deve ser formalizada no dia 17 de maio.
Ciro criticou a decisão do seu partido. Numa nota intitulada "Ao rei tudo, menos a honra", Ciro chamou a decisão do PSB de "erro tático". "Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o país", escreveu.
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