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Ele chegou a ser anunciado para a pasta da Agricultura no governo Lula, mas desistiu. Hoje, ocupará oficialmente a cadeira que era de Micheletto
Odilio Balbinotti (PMDB) toma posse hoje como deputado federal pelo Paraná no lugar de Moacir Micheletto (PMDB), morto em um acidente de carro no Oeste do estado há uma semana. Ruralista e um dos maiores produtores de semente de soja do país, Balbinotti ganhou notoriedade em março de 2007, quando foi anunciado pelo então presidente Lula como ministro da Agricultura e, 48 horas depois, abriu mão da indicação sem chegar a assumir o cargo. A desistência ocorreu após a divulgação pela imprensa de que ele era investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um inquérito sigiloso por ter supostamente forjado documentos para conseguir um empréstimo do Banco do Brasil.

O processo foi julgado em março de 2009 em decisão do ministro Ricardo Lewandowski. Por se tratar de uma ação sigilosa, a assessoria do STF não informou o teor da sentença, apenas que o processo físico foi remetido ao juízo da comarca de Alto Garças, em Mato Grosso. Outro inquérito envolvendo Balbinotti tramitou no Supremo a partir de 2009 e foi devolvido à Justiça do Mato Grosso em 2011 porque Balbinotti não havia sido reeleito.

A ação tratava da suposta destruição de 15,8 hectares de uma floresta permanente localizada na Fazenda Cristo Rei, em Alto Garças, que pertence ao parlamentar. Balbinotti garantiu que não é mais alvo de nenhum dos dois processos. “Graças a Deus ficou tudo provado e não há mais nada contra mim”, disse.

Balbinotti também afirmou que o episódio da indicação para o ministério está superado. Apesar de dizer que as notícias publicadas na época foram alimentadas por “adversários”, ele diz que não guarda mágoas.

Balbinotti fez 84.466 votos em 2010. Após ser o segundo deputado mais rico eleito na campanha de 2006, quando declarou um patrimônio de R$ 123 milhões, ele declarou bens que somavam R$ 16 milhões quatro anos depois (87% a menos). A diminuição ocorreu porque ele teria transferido bens, na maioria fazendas, para os dois filhos e esposa. O deputado, que assume o quinto mandato em legislaturas consecutivas, disse que vai dar prioridade à defesa dos municípios e da agropecuária.

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