Qui, 11 de Março de 2010 10:16
Mulheres - Segundo o Dieese, hoje as mulheres representam 44% da mão de obra no mercado de trabalho do Paraná. Apesar do número expressivo na área profissional, ainda há muito a ser feito em favor das mães, trabalhadoras, donas de casa e esposas do Estado.
5 horas mais que os homens – Mulheres trabalham cinco horas semanais a mais do que os homens, de acordo com estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As mulheres têm uma jornada total semanal de 57,1 horas, contando com 34,8 horas semanais de trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticos. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas semanais, sendo 42,7 horas de jornada de trabalho e 9,2 horas semanais de atividades domésticos. A diretora do escritório da OIT em Brasília, Lais Abramo, disse que a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho não foi acompanhada por uma reorganização das funções do trabalho doméstico entre homens e mulheres. "Culturalmente, se atribui à mulher o cuidado quase que exclusivo com a casa e a família. Aqui, se tem uma coisa complexa que passa pela redefinição das relações entre homens e mulheres, uma parceria muito mais equilibrada entre os sexos no âmbito das famílias", afirmou. Outro dado importante da pesquisa mostra que parte significativa das mulheres trabalha como empregadas domésticas. Dos 42,5 milhões de mulheres que fazem parte da população economicamente ativa, 6,2 milhões são negras. Isso representa 15,8% do total da ocupação feminina. E, de acordo com o estudo, a maioria das trabalhadoras domésticas é negra. Cerca de 20% das mulheres negras ocupadas trabalham como empregadas domésticas e 24% delas têm carteira assinada.
Renúncias – O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) deve renunciar ao mandato, no dia 30 de março para concorrer ao governo do Estado. Um grande ato público está sendo programado tendo como local a frente da prefeitura. O prefeito de Planalto, Nelson Luersen (PDT) deve renunciar no último dia limite, 02 de abril, para concorrer a deputado estadual. O mesmo dia deverá ser utilizado pelo governador Roberto Requião (PMDB) que renunciará para concorrer ao Senado Federal.
Alvaro ainda sonha - Mesmo após perder a indicação para governador do Paraná pelo PSDB na votação da executiva estadual do partido, o senador Álvaro Dias ainda enxerga uma possibilidade de ser o representante do partido nas eleições de outubro. Ele acredita que pode haver uma intervenção do diretório nacional do partido, com base em irregularidades na escolha do prefeito de Curitiba, Beto Richa. "Só teria possibilidade se diretório nacional interferisse e se o candidato a presidente colaborasse, uma vez que trata-se de priorizar o projeto nacional", afirmou, relembrando a ilegitimidade na preferência pelo prefeito de Curitiba. "Não comparecem 18 titulares dos 45 membros do diretório estadual. Colheram 42 votos. Destes, 19 com cargos comissionados. E os demais, com quatro ou cinco exceções, com nomeações de parentes ou aliados. É evidente que um colégio eleitoral com essa suspeição não teria autoridade política para definir o destino do partido", argumentou. Questionado se já tinha preferência em caso de disputa entre Beto Richa e seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT), Álvaro desconversou. "Não vejo razão para precipitação".
Doutora gari - A prefeitura de Manaus ganhou uma gari doutora: Valdisa Gomes, 35, formou-se em Administração de Empresas e agora sonha atuar na área administrativa da Secretaria de Serviços Públicos. Merece a chefia.
Segurança - O presidente da Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná – micro de Francisco Beltrão (Acamsop/13), Edson Ribeiro (PPS), manteve contatos com lideranças regionais ligadas à área de segurança. Ele comenta que os assuntos tratados foram a construção do Batalhão da Policia Militar em Francisco Beltrão, aumento de efetivos e também a instalação da Delegacia da Polícia Federal em Francisco Beltrão. “É importante à gente discutir e cobrar das autoridades para que sejam efetivados esses projetos. Isso vai melhorar a segurança da população do povo do Sudoeste. A Acamsop sempre lutou por isso e seguirá lutando para concretizá-los”.
Viagem a Brasília – A Acamsop/13 confirmou a viagem dos vereadores da região a Brasília, entre os dias 23 e 26 de maio. Esse será o terceiro ano consecutivo que a entidade promove a iniciativa de conhecer o funcionamento do Congresso Nacional. “Nessa viagem vamos levar reivindicações da região para os nossos representantes. É um ano eleitoral e por isso devemos aproveitar para apresentar as necessidades dos nossos municípios. Servirá também para alguns vereadores conheceram a estrutura do Congresso”, disse o presidente da entidade.
Paranaenses presidem 3 comissões - As 20 comissões permanentes da Câmara Federal já escolheram seus presidentes. As comissões de Agricultura, da Educação e Cultura e a do Trabalho e Serviço Público serão presididas pelos paraenses Aberlado Lupion (DEM), Angelo Vanhoni (PT) e Alex Canziani (PTB). Como ocorre em cada legislatura, a definição das vagas seguiu o critério da proporcionalidade partidária. As negociações, porém, são livres e os partidos costumam trocar postos nas comissões. Os presidentes das comissões: Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural - Abelardo Lupion (DEM-PR); Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional - Marcelo Serafim (PSB-AM); Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática - Eunício Oliveira (PMDB-CE); Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio - Dr. Ubiali (PSB-SP); Desenvolvimento Urbano - Humberto Souto (PPS-MG); Fiscalização Financeira e Controle - Nelson Bornier (PMDB-RJ); Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Jorge Khoury (DEM-BA); Minas e Energia - Mário Negromonte (PP-BA); Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado - Laerte Bessa (PSC-DF); Seguridade Social e Família - Vieira da Cunha (PDT-RS); Trabalho, de Administração e Serviço Público - Alex Canziani (PTB-PR); Viação e Transportes - Milton Monti (PR-SP); Constituição e Justiça e de Cidadania – Eliseu Padilha (PMDB-RS); Relações Exteriores – Emanuel Fernandes (PSDB-SP); Turismo e Desporto – Raquel Teixeira (PSDB-GO); Defesa do Consumidor – Claudio Cajado (DEM-BA); Diretos Humanos e Minorias – Iriny Lopes (PT-ES); Educação e Cultura – Angelo Vanhoni (PT-PR); Finanças e Tributação – Pepe Vargas (PT-RS); Legislação Participativa – Paulo Pimenta (PT-RS).
Ataque ou desespero – Os petistas acreditam que Requião está desesperado, pois sente sua cadeira no Senado ameaçada por duas novas pré-candidaturas: Gleisi Hoffmann (PT) e Gustavo Fruet (PSDB), numa simples análise. Se o PT aliar-se com o PDT, o primeiro voto para senador será para Gleisi e pelo menos dos pedetistas, jamais para Requião. Na oposição, o primeiro voto será de Gustavo Fruet e o segundo voto, jamais para Requião. Se o segundo voto dos pedetistas for para Fruet e dos tucanos para Gleisi, Requião fica sem mandato. Para se garantir, terá que tirar de cena um dos postulantes: Fruet ou Gleisi.
Ataque ou desespero 1 - Requião voltou a atacar o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), agora, via Twitter. Ele disse que recebeu ''um CD com gravação de assessores do (deputado federal) André Vargas sobre o destino de um cheque de R$ 6 mil do Belinati destinado a campanha do PB (Paulo Bernardo)''. Questionado sobre o assunto, o deputado estadual Antonio Belinati (PP) disse que não tem nada a ver com a história. ''Estou curioso para ver quem é. Belinati tem mais de mil no Paraná'', declarou. Segundo fontes dentro do PMDB, o CD ao qual Requião se refere contém uma gravação em áudio de um assessor do deputado federal André Vargas explicando um acordo que teria sido feito entre Paulo Bernardo e o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati. Na Assembleia, nenhum deputado do PMDB quis comentar a nova acusação.
Ataque ou desespero 2 - A mensagem publicada no Twitter é mais um capítulo na briga entre o governador e o ministro. Também através do site, Requião disse ainda não ter recebido nenhum pedido de exoneração dos petistas que integram o governo. Na terça-feira, 02, a executiva estadual do PT determinou que todos que ocupam cargos em comissão na administração estadual deixem seus postos. Em resposta à nova provocação de Requião, o ministro Paulo Bernardo afirmou: Daqui para frente só vou tratar com ele na Justiça. O que ele quer? Chantagear?''. Já André Vargas (PT) disse que a proximidade das eleições faz muita gente perder a razão. ''Tudo isso que está sendo feito é para favorecer o Beto Richa'', disse. O deputado disse que tem ''político que vira blogueiro e se perde. Ou bem governa ou bem fica no Twitter o tempo inteiro''. A crise entre Requião e o PT começou depois que o governador acusou Paulo Bernardo de tentar superfaturar a construção de um ramal ferroviário no Paraná. Os secretários Walter Bianchini, da Agricultura e Abastecimento e Lygia Pupatto, da Ciência e Tecnologia, anunciaram que irão deixar os cargos no governo. Ambos disseram que vão fazer uma ''transição responsável para a continuidade dos projetos e programas de nossas Secretarias''.
Mais um processo - “O governador não pode se comportar como se fosse um achacador”, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao anunciar que protocolou no Ministério Público uma representação contra o governador Roberto Requião e pedir providências para “esclarecer as denúncias feitas por ele, que tentam me atingir pessoalmente.” Este, segundo o ministro, é apenas o primeiro passo para marcar sua reação. Dois outros já estão em marcha, na forma de uma ação cível e outra criminal. Os advogados Luiz Fernando Pereira e Juliano Breda, já bastante experientes no ofício de processar Requião e obrigá-lo a pagar seguidas indenizações aos ofendidos, foram contratados por Bernardo para tomar as providências judiciais. A ação cível deu entrada semana passada. A criminal será encaminhada somente após o dia 3 de abril “para que o futuro réu não tenha condições de se esconder, mais uma vez, atrás da condição de governador. Ele a responderá como cidadão comum, um pedestre qualquer”, frisou o ministro.
Sem governo - “Se olharmos bem, veremos que o Paraná deixou de ter governo. O governador passa os dias planejando sua campanha ao Senado e atacando adversários. Tudo o mais foi deixado de lado. O problema dele é que perde cada vez mais a credibilidade. O governo federal tinha uma proposta de construção, através de parceria público privada, de um ramal ferroviário. Abriu mão dessa proposta para tentar apoiar a ideia do governo estadual de construir o ramal por outro traçado e queria dinheiro federal para isso. Custos semelhantes. Até hoje, nada aconteceu: as cargas continuam vindo do Oeste do estado em caminhões e pagando um pedágio alto, que não abaixou nem acabou. Se o governador considera que a proposta que lhe fiz, em nome do governo federal, configurava uma negociata, por que não tomou providências três anos atrás? Por que só se manifesta agora, às vésperas da eleição? Poderia ser considerado como prevaricação dele. Mas é apenas uma mentira covarde. Mais um desses ataques que ele aplica aos que considera adversários. O governador veiculou denúncia sobre a aquisição de uma rádio no interior, insinuando que eu a comprara, com pagamento em dinheiro, ‘num saco’. Isso foi repetido por deputados e por blogs no estado inteiro. Não comprei rádio coisa nenhuma. Esta é uma denúncia fácil de verificar (a da rádio). Basta que a Polícia Federal e a Receita intimem os proprietários e peçam explicações. A própria Polícia Estadual ou o Ministério Público do Estado poderiam fazer essas investigações. Conforme a gravidade dos fatos, seria o caso de interditar a rádio e cassar a concessão. O que não pode é o governador furtar-se ao dever de denunciar ao Ministério Público. O governador não pode se comportar como se fosse um achacador. Ele diz que tem CDs com gravações que me diriam respeito. Quem gravou isso? Que providências foram tomadas a respeito? Mais uma vez: por que ficar guardando essas coisas para usar no processo eleitoral? Ou são só invenções de mente fértil e, infelizmente, desocupada?, disse o ministro em entrevista ao anunciar as providências contra o governador do Paraná.
Governador quer seguranças - O governador Roberto Requião deixa o cargo no Palácio Iguaçu no próximo dia 3 de abril, mas pode ter regalias mesmo após sua saída do cargo público. Isto porque um projeto de lei na Assembleia Legislativa prevê que ex-governadores tenham direito a segurança armada em um prazo de até três anos após deixar o posto. Detalhe: todas as despesas dos quatro seguranças seriam pagas pelo Estado. Um dos autores do projeto, deputado Alexandre Curi (PMDB), defende que a visibilidade é grande mesmo após a saída do cargo. "Requião é um homem polêmico. Hoje ele anda com alguns seguranças, mas da noite para o dia deixa de ser governador do estado", pondera, lembrando que projeto semelhante tramita no Senado para beneficiar o presidente Lula. Outros dez deputados estaduais assinam o projeto, que aguarda parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. A oposição deve votar contra o projeto. O deputado Valdir Rossoni (PSDB) disse que nenhum ex-governador solicitou tal benefício que considera "desnecessário". "Será que ele fez tanto mal à população assim que precisa de segurança?", cutucou
Eternização do paternalismo – Se Requião está com problemas com o PT, não ocorre o mesmo na Assembléia. Depois do Leite das Crianças, agora foi a vez do Luz Fraterna e da Tarifa Social da Água se tornarem lei. A Assembleia Legislativa promulgou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclui na Constituição Estadual a manutenção dos dois programas. ''São programas que ajudam na diminuição da violência e na redução da desigualdade social'', disse o autor da proposta, deputado Elton Welter (PT). Segundo o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), o paternalismo não vai parar por aí e outras iniciativas do governo Roberto Requião poderão ter destino semelhante sem adiantar, no entanto, quais projetos poderão ser transformados em lei. Com a promulgação da PEC, o próximo governador do Estado terá que manter a execução do programa obrigatoriamente, uma vez que a iniciativa deixa de ser um projeto de governo para ser uma ação do Estado. Para o deputado Elio Rusch (DEM), usando esse expediente Requião ''quer sair do governo e continuar governando''. Segundo Rusch, o governador quer manter seus programas, mas não deu continuidade a iniciativas do governo anterior, de Jaime Lerner, quando assumiu o Estado. ''Nem mesmo iniciativas premiadas pelo Unicef tiveram continuidade'', criticou. ''O Requião tenta - num gesto megalômano - perpetuar suas obras ao mesmo tempo em que apaga da história os bons programas implantados por Jaime Lerner'', completou.
Salário mínimo - O presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus (DEM), voltou a negociar as datas para a realização das audiências públicas que irão discutir o aumento proposto pelo governo do estado para o salário mínimo regional. A princípio serão seis audiências nas cidades de Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina, Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba. Justus chegou a divulgar que as reuniões aconteceriam de 12 a 26 de março. Mas as datas ainda não são oficiais. Apesar da falta de definição no calendário das audiências, o líder do governo na Casa, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), reafirmou que a proposta será aprovada a tempo de entrar em vigor no dia 1º de maio. ''Vamos aprovar o novo piso e vai ser o maior salário mínimo regional do Brasil'', declarou.
Alvaro critica política externa - O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) criticou a política externa empreendida no governo Lula. Em pronunciamento, o parlamentar disse que o presidente foi "muito criticado" por, durante sua visita a Cuba, ignorar a morte do dissidente político Orlando Zapata, após 85 dias de greve de fome. O parlamentar afirmou que "o silêncio providencial de Lula repercutiu negativamente em todo o mundo". Disse também que a postura do presidente brasileiro foi elogiada pelo ex-presidente cubano Fidel Castro.







