Sex, 23 de Abril de 2010 13:43
Violência – Em 10 dias, a região sudoeste teve o registro de 20 mortes violentas, média de duas por dia. Acidentes de trânsito, homicídios e suicídio. A maioria das vítimas (cerca de 70%), são jovens.
Na maioria dos casos, drogas. É preciso refletir e agir. Os nossos jovens, para muitos, ficam mais bonitos e versáteis, quando drogados. Quem paga pelas tragédias? Além do desconforto familiar pela perda de entes queridos, pois algumas delas “pagam o pato” por causa da irresponsabilidade de delinqüentes, prejuízos materiais e morais se somam a violência. Algo precisa ser feito urgentemente.
Violência 1 – O Paraná registrou domingo, em um só dia, 18 mortes nas rodovias, em 87 acidentes registrados que resultaram em mais de 170 pessoas feridas, muitas delas, em estado grave e com isso, o bolso do contribuinte é lesado, pois é necessário mantê-los em UTIs, em hospitais e com medicamentos. Ainda se ouve de muitas pessoas: “Não tenho nada a ver com isso”. Tem sim. Está pagando a conta. Esse dinheiro poderia ser revertido em mais educação, em mais moradia, em mais qualidade de vida. Aliás, com tamanha violência, a qualidade de vida via pro espaço.
Coincidência - O juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública, condenou o governador Roberto Requião e o irmão dele, Maurício Requião, por pagar anúncios em defesa própria com dinheiro público. O montante chega a R$ 920 mil. Para responder a uma reportagem da revista Exame sobre Requião com o título "O Chávez Brasileiro", os governantes publicaram anúncios na Folha de São Paulo e revistas IstoÉ e Ideias para responder à reportagem. "O governador poderia ter respondido através da própria revista (Exame). A lei de imprensa lhe assegurava direito de resposta. Não precisava ter gasto todo este dinheiro. O juiz entendeu que o governador estava fazendo publicidade para ele mesmo, falando bem do Porto e da Copel", explica o advogado Cid Campelo, autor da ação. Em seu Twitter, Requião se disse injustiçado. "Jamais cometi uma irregularidade e sou o político mais multado do país por denuncia-las. As multas que pretendem ter me aplicado excedem mais que o dobro do salário que recebi como governador. Pressão de uma estrutura desonesta". O presidente da Copel, Rubens Galhardi, e da Sanepar, Stenio Jacob, também.
Coincidência 1 – Aqui na região, ao ser denunciado por um vereador, o prefeito pagou reportagem e mandou distribuir jornais em várias cidades. A justificativa com certeza foi paga com dinheiro público. Resta saber se com diárias ou licitação limpa.
Goela abaixo - Colocar os petistas paranaenses e o senador Osmar Dias (PDT) num mesmo saco tem sido uma tarefa difícil para o presidente Lula. A aliança é considerada fundamental para garantir um palanque forte no Paraná à presidenciável Dilma Rousseff. Mas, historicamente, os petistas nunca foram com a cara do senador. E a recíproca sempre foi verdadeira. E enquanto o presidente não enfia a coligação goela abaixo dos dois grupos políticos – alternativa tida como a mais provável -, ambos seguem promovendo um jogo de cena. Osmar diz que exige a petista Gleisi Hoffmann como vice na sua chapa para concorrer ao governo do Estado. E Gleisi garante que será candidata ao Senado. "Nós já fizemos tudo o que era possível pela aliança política há mais de um ano. Como o senador não arreda o pé, vamos definir uma candidatura própria", diz o presidente do PT paranaense, deputado estadual Enio Verri. “Não há mais o que fazer senão definir a candidatura própria em reunião marcada para o dia 24 em Curitiba”, emenda.
Serra abre 10 pontos - O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem 38% das intenções de votos na corrida presidencial, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 de abril. De acordo com o levantamento, o tucano tem 10% de vantagem sobre a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, com 28%. No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%, segundo o mesmo instituto de pesquisa. Levando-se em consideração a margem de erro de dois pontos percentuais (para mais ou para menos), o quadro não mostra alteração significativa. Marina Silva (PV) teve 10% das intenções de votos. Ciro Gomes (PSB) soma 9%. De acordo com o Datafolha, 7% dos entrevistados disseram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 8% ainda não sabem em quem votar.
Serra perde no Nordeste - A grande preocupação de José Serra é com o Nordeste, onde Lula consegue seu maior apoio e, consequentemente, onde Dilma pode conquistar mais votos. Não é à toa que a candidata petista tem 37% das intenções de voto contra 33% do tucano na região. A grande dúvida é saber se o eleitor continuará disposto a votar no candidato de Lula quando a campanha começar, caso não gostem de Dilma. Em outras regiões, o tucano conquistou maioria dos votos. No Sudeste, Serra atinge 45% contra 26% de Dilma, com 19% de diferença na região mais populosa do país. No Sul, ele tem uma vantagem semelhante, de 22%, com 48% e 26% para o tucano e a petista, respectivamente. No Norte e Centro-Oeste, Serra também está à frente com 42% contra 31% de Dilma. O candidato Ciro Gomes vem perdendo força. O levantamento mostra o candidato do PSB com 9%, sendo ultrapassado por Marina Silva, que tem 10% das intenções de votos. É aí que outro quadro começa a se formar, mas não muito diferente da situação atual. Se Ciro Gomes não conseguir a candidatura, serão apenas três concorrentes: José Serra, que chegará a 42%, Dilma Rousseff, com 30%, e Marina Silva, com 12%.
Decisão no 1º turno - Há uma chance de neste ano a eleição presidencial ser decidida no primeiro turno (não se sabe ainda a favor de quem). Para ser assim, um candidato precisa ter mais do que todos os outros somados. No cenário sem Ciro Gomes (algo cada vez mais provável) e com os concorrentes de partidos pequenos incluídos, José Serra (PSDB) tem 40% no levantamento Datafolha realizado nos dias 15 e 16 de abril 2010. Dilma Rousseff (PT) fica com 29%, Marina Silva (PV) tem 11%, Mário de Oliveira (PT do B) e Zé Maria (PSTU) registram 1 % cada. Ou seja: Serra 40% x 42% adversários. Por essa conta, o tucano está empatado tecnicamente com a soma de todos os seus adversários, pois a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. Esse é um cenário muito próximo de decisão no primeiro turno. Mas, atenção: esse é o retrato do processo sucessório hoje. Ainda faltam 5 meses e meio até o dia da eleição.
Aprovação a Lula cai de 76% para 73% - O presidente Lula teve uma oscilação negativa na sua taxa de aprovação, segundo pesquisa Datafolha. De acordo com o instituto, 73% consideram a administração federal petista ótima ou boa. Há 3 semanas, no final de março, o percentual era de 76%. De acordo com o Datafolha, 22% dizem que Lula faz um governo regular (em março, o percentual era de 20%). Outros 5% rejeitam o petista, dizendo considerar a administração ruim ou péssima – contra 4% há três semanas. Na comparação com os outros presidentes eleitos pelo voto direto depois da redemocratização do país, Lula é o mais bem avaliado já há algum tempo. Fernando Collor de Mello, que governou de 1990 a 1992, segundo pesquisas Datafolha, teve como aprovação máxima uma taxa de 36%. Fernando Henrique Cardoso, que foi presidente por oito anos (1995-2001), teve seu recorde de aprovação em dezembro de 1996, com 47% de bom e ótimo no Datafolha. Mas durante os quatro anos de seu segundo mandato, FHC nunca teve mais do que 31% de aprovação. Na véspera de sua sucessão, em setembro de 2002, o tucano era aprovado por apenas 23% – e rejeitado por 35%. Lula, com suas taxas favoráveis acima de 70%, é o primeiro presidente brasileiro no atual período democrático a entrar no último ano de mandato bem avaliado. Sua influência na eleição ainda precisará ser medida, mas o potencial existe e é bem maior do que era o de seus antecessores.
Assembleia silencia - Silêncio em torno do escândalo da Assembleia. As denúncias estão aí. O escândalo, é o maior da história política do Paraná. Para complicar mais, durante o final de semana, as grades de ferro que cercam o prédio de representação do povo, foi reforçado, isso para não correr risco de invasão de manifestantes contrários aos atos praticados por seus legítimos representantes. Uma manifestação estudantil incomodou os deputados. Não concordo com a derrubada do portão. Isso já é selvageria e baderna. Mas a manifestação estudantil arrancou algumas coisas. O deputado Luiz Carlos Martins fez o mais equivocado discurso de defesa da Assembleia. Confundiu a defesa do Legislativo (que é necessária), com a defesa dos deputados (que não é). O deputado Jocelito Canto, do meio do plenário, cercado de colegas deputados, perguntou quem ali não tinha um caixa 2. Ele tem de responder por uma frase dessas, em que se admite um crime. E os outros deputados? Como alguém observou – não teve um para levantar a voz e dizer: “Não, Jocelito. Eu não tenho caixa 2”. Anote o nome daqueles em que a carapuça parece ter servido. (Separe um caderno grande...). Quem são os deputados que defendem e inocentam Nelson Justus (DEM - presidente), Alexandre Curi (PMDB – 1º secretário), Nereu Moura (PMDB - cujo gabinete contratou um defunto), Stephanes Júnior (PMDB - que contratou através de ato secreto depois das denúncias), Antônio Anibelli (PMDB - 1º vice-presidente), Augustinho Zucchi (PDT - 2º vice-presidente), Felipe Lucas (PPS – 3º vice-presidente), Valdir Rossoni (PSDB – 2º secretário), Elton Welter PT – 3º secretário), Cida Borguete (PP – 4ª secretária), Edson Praczyk (PRB – 5º secretário), ou seja, componentes da mesa diretora, responsáveis pelas contratações e pelos atos da Assembléia, a eles, junta-se, o ex-presidente, hoje conselheiro do Tribunal de Contas, fiscal dos atos públicos no Estado do Paraná, Hermans Brandão.
Mais inchada - Ao invés da prometida enxugada na quantidade de servidores, a nova lei de cargos da Assembleia Legislativa do Paraná permite que a Casa contrate um número ainda maior de funcionários. Atualmente, de acordo com a lista publicada em abril de 2009, o Legislativo estadual tem 2.457 funcionários, sendo 516 concursados e 1.941 comissionados. Pela Lei n.º16.390/2010, aprovada pelos deputados em dezembro e em vigor desde 15 de março, a Assembleia legaliza a ampliação do quadro de funcionários. O número de funcionários efetivos passa a ser de 670; o de comissionados, 2.113, totalizando 2.783 – aumento de 13,3%. Além da possibilidade de aumentar o número de funcionários, a nova norma esconde outros estratagemas. A lei estabelece uma grande quantidade de cargos de confiança para funções que deveriam ser exercidas por servidores de carreira, como os 360 cargos comissionados na diretoria administrativa. Permite também que as mudanças de faixa de salário sejam implementadas com apenas uma assinatura, eliminando a exigência de publicação em diário oficial. E revela uma superestrutura para atendimento médico, nos moldes de um hospital. Dois cargos de músico, com salário na faixa de R$ 3 mil, e três cargos de barbeiro, com vencimento na casa de R$ 2 mil, foram mantidos na relação de cargos disponíveis.
Generosidade - Entre janeiro e março deste ano, o governo federal já torrou cerca de R$ 11 milhões com cartões corporativos. E o pior é que o contribuinte não pode saber como foram gastos, em média, esses R$ 122,2 mil por dia, incluindo feriados e fins de semana. É que decreto do presidente Lula classificou esses gastos como ''secretos''. Incluindo os R$ 3,67 milhões dos cartões corporativos da própria Presidência da República.
Embriaguês eleitoral - Uma integrante da comitiva de Lula e de Dilma em São Bernardo (SP) foi hospitalizada em coma alcoólico. A Presidência mantém UTI, ambulância e quarto à disposição para emergências nas viagens.
Osmar para o Senado? – Nos meios políticos curitibanos é dada com certa a aliança entre PSDB, PTB, PSD, DEM, PPS e PDT e muito provavelmente o PP. Nesta costura, Beto seria o candidato ao governo com um vice do PPS e até do PDT, Osmar Dias para o Senado tendo como companheiro o pepista Ricardo Barros. O único porém, é que os dois candidatos ao Senado seriam de Maringá, mas parece não haver outro caminho. Osmar Dias e o PT romperam o namoro. Do outro lado, Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) precisam aglutinar forças para tentar uma vaga para o Senado. Uma, porque se realmente ocorrer a junção de Osmar com o grupo de Beto, uma vaga para o Senado é certa de Osmar e com boas chances de Ricardo Barros disputar cada voto com a petista e com o peemedebista.
Gleisi pode ficar no caminho da teimosia – Segundo estas fontes, Gleisi teima em disputar o Senado porque tem uma avaliação de que seria a primeira colocada na corrida para a Câmara Alta. Diante disso, não aceita ser vice de Osmar. Claro que numa disputa que teria como candidatos também ao Senado, o ex-governador Requião, os deputados Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP). A lógica é a seguinte. Numa coligação com Osmar como candidato a governador, forte e quase imbatível candidato ao Senado, Gleise receberia o primeiro voto do PT e do PDT e receberia o segundo voto do PSDB, DEM, PPS, PP, PSB e do PMDB. Já Requião, receberia somente o primeiro voto do PMDB e partidos menores, com poucas chances de receber o segundo voto de outras agremiações. Mas com Osmar concorrendo para o Senado, quem fica fora? Requião ou Gleisi? Uma perguntinha mais. Com o racha promovido pelo jeito bonachão do governador Pessuti, o PMDB fica como? Requião terá a mesma força? E finalmente, os deputados candidatos à reeleição, depois do episódio dos atos secretos, terão força de carregar este ou aquele? Ou iriam tentar salvar a própria pele? Conclusão: Gleisi priorizou a sua eleição e pode ficar sem palanque.
Luersen na estrada – Depois de renunciar ao mandato de prefeito de Planalto, Nelson Luersen (PDT) está na estrada costurando apoios para a sua caminhada para a Assembléia Legislativa. Além de contar com os votos daqui da região, Nelson já conta com apoios em Palmas, Marechal Cândido Rondon, Cascavel, Maringá, Foz do Iguaçu, Curitiba, Toledo, Missal, Santa Helena. Segundo Nelson, que na eleição de 2006 fez mais de 29 mil votos e ficou na terceira suplência, neste ano, para se garantir, serão necessários cerca de 35 mil votos. Luersen será a única novidade na região sudoeste em termos de candidatura.
Prezados,
Me chamo Aldair Rizzi, sou de Pato Branco e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Estava lendo o jornal de vocês e me interessei muito. Tem conteúdo interessante para a região do sudoeste e ótimas reportagens.
Eu já fui Secretário de Estado da Ciência, tecnologia e Ensino Superior, presidente do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) e presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Escrevo vários artigos para jornais de Curitiba. Vou encaminhar textos, para se possível vocês publicarem, pois sempre trato de assuntos importantes para a região.







