Qui, 22 de Julho de 2010 15:27
Dilma em 3º no Acre - Pesquisa Ibope realizada no Acre entre 12 e 14 de julho mostra que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, está em terceiro lugar no Estado.
O candidato do PSDB, José Serra, tem 39% das intenções de voto, enquanto Marina Silva (PV), que é acriana, tem 29%, e Dilma Rousseff, 16%. O acre é um tradicional reduto petista. Nas últimas duas eleições, o presidente Lula bateu os candidatos tucanos. A pesquisa divulgada na segunda-feira, foi encomendada pela Federação das Indústrias do Acre e ouviu 602 eleitores. A margem de erro é de 4%. A consulta foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 19.641/2010.
Campanha pornô - Na campanha para o governo do Amazonas, que promete ser mais suja que pau de galinheiro, equipes de tevê já reúnem material com acusações a políticos por assédio sexual, sodomia e até pedofilia.
Saúde de Dilma - O comando da campanha do PT anda preocupado com a saúde da candidata a presidente Dilma Rousseff. Os cuidados até excessivos para mantê-la distante de aglomerações revelam o temor com a redução de suas defesas, em decorrência do tratamento do câncer. Até criaram uma espécie de 'papa-móvel' para dispensar a candidata do corpo-a-corpo, e ela tem cancelado compromissos alegando 'cansaço'. É a chefia da campanha mantendo um ritmo que não a debilite. Ciente da ameaça da doença, Lula anda nervoso, e não perde chances de elogiar a candidata como forma de demonstrar afeto pela amiga.
Ciro fora - O deputado Ciro Gomes não irá participar da campanha de Dilma Roussef (PT) nem mesmo quando ela visitar o Ceará. O ressentimento dele com o presidente Lula continua cada dia mais intenso.
Na marra - Reportagem publicada pelo Estadão mostra que o governo federal "produziu e distribuiu 215 mil cartilhas, 20 mil cartazes e 3 mil livros defendendo o voto nas mulheres". O curioso é que o material contém um discurso de seis páginas da candidata petista Dilma Rousseff. Segundo o texto, a cartilha foi distribuída em Brasília pela Secretaria para as Mulheres numa conferência sobre a mulher na América Latina. A representação feminina é pra lá de pífia no Brasil, como já foi dito em alguns posts anteriores. Mas essa história de doutrinação é um enorme exagero. Tem toda cara de que o tiro sairá pela culatra. E se for para votar em uma mulher na marra, ainda há a verde Marina Silva. Isso mesmo, aquela que saiu do governo do PT.
Na marra 1 - Levantamento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) mostra que o Brasil está entre os países que menos têm representação feminina nos congressos nacionais da região. Ao todo, as mulheres ocupam apenas 9% dos cargos. Apenas Colômbia (8%), São Cristóvão e Névis (7%) e Haiti (4%) ficam para trás. Na dianteira estão Cuba (43%) e Argentina (40%). É no mínimo estranha essa proporção. Mas vale lembrar que a decisão de voto de brasileiros e brasileiras, inclusive para os cargos executivos, também é esquisita. José Serra (PSDB), por exemplo, encanta mais o eleitorado feminino do que Dilma Rousseff (PT). E a petista já disse que vai fazer uma campanha direcionada às mulheres. Entre os eleitores mais machistas, vale uma estrelinha para o paranaense. Em toda história, só duas mulheres foram eleitas deputadas federais – as petistas Selma Schons e Drª Clair, na legislatura passada. Curiosamente, nenhuma delas se reelegeu.
Ficha Limpa - O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou 11 pedidos de impugnação de candidaturas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. O TRE recebeu um total de 22 pedidos de impugnação de candidaturas. Na lista do MPE, a contestação de seis dos 11 nomes tem relação com a Lei da Ficha Limpa, em vigor desde junho. É o caso dos candidatos na disputa proporcional Luiz Fernandes Litro (PSDB), Alessandro Meneghel (DEM), Carlos Roberto Scarpelini (PP), Alceni Guerra (DEM), Nedson Micheleti (PT) e Antonio Belinati (PP). Com exceção de Meneghel, que teve uma condenação criminal por decisão colegiada em 2002, os demais foram condenados em decisão colegiada por ato de improbidade administrativa. Os outros cinco candidatos alvos do MPE - Bete Pavin (PMDB), Gilberto Martin (PMDB), Luiz Pereira (PSB), Antônio Ricardo dos Santos (PP) e Mario Vilas Boas Pescador (PT) - tiveram contas rejeitadas e, portanto, já estariam na mira do MPE mesmo antes da Lei da Ficha Limpa entrar em vigor.
Carta do Sudoeste sem gordura – A Carta do Sudoeste de 2010 — documento político da Amsop e Acamsop/13 e 14, segundo discussão dos prefeitos e vereadores, será mais enxuta. Apresentada em 2002 e 2006, aos candidatos ao governo, pouco se fez valer. Parece que as entidades de prefeitos e vereadores (cabos eleitorais) se cansou de gastar papel e criar falsa expectativa. Ou os pedidos são exagerados, ou o sudoeste não é ouvido mesmo. Pelo sim, pelo não, os próprios políticos do sudoeste, perceberam que encher lingüiça não vale mais a pena. Parece que políticos e eleitores passaram a pensar quase que igual. Mas resta uma possibilidade de o sudoeste ver atendidas suas reivindicações. Agora, muda o governador. Já será uma grande expectativa. Rodovias estruturadas para o atual momento econômico, ramal da Ferroeste, Estrada do Colono, mais recursos para a Saúde, Habitação e saneamento (urbana e rural), pavimentação de rodovias rurais (calçamento), curso de medicina, Aeroporto Regional, Unidade do Ceasa, Escola em tempo integral, são os principais pedidos.
Alceni desiste - O deputado federal Alceni Guerra (DEM) desistiu de concorrer à reeleição. No seu lugar vai o filho Pedro Guerra (DEM). Em 2006, Alceni foi o 29º colocado, entre os 30 deputados federais eleitos, com 69 mil votos.
Senado – O Sudoeste tem três representantes formando chapa para o Senado Federal. Cada candidato a Senador, tem que apresentar dois suplentes. Assim, Pedro Tonelli (PT) é o segundo suplente na chapa encabeçada por Gleisi Hoffmann (PT) e Euclides Scalco (PSDB) e Edson Casagrande (PSDB) são o 1º e 2º suplentes, respectivamente, de Gustavo Fruet (PSDB).
Contas – No Paraná, a disputa pelas 30 cadeiras na Câmara Federal, conta com 280 candidatos, média de quase 10 candidatos por vaga. Segundo alguns analistas, quem fizer menos de 80 mil votos, estará fora, principalmente, porque os chapões formados pelos principais partidos (PMDB, PSDB, PP, PDT, DEM), irão abocanhar as vagas de partidos menores (PR, PPS, PSB, PT). Na corrida à Assembleia Legislativa não é diferente. Para as 54 vagas, cerca de 580 candidatos, ou seja, uma média de mais de 10 candidatos por vaga e as análises dão conta de que é preciso 45 mil votos para garantir uma cadeira.
Quem vai defender o PMDB? – Os prefeitos do PMDB estão num barco à deriva. Uns sabem nadar, outros não e não tem bóia salva-vidas para todos, pelo menos, numa primeira análise. É que nas eleições de 2006, o confronto entre o PMDB e PDT deixou feridas profundas e que não estão sendo curadas com a aliança. A questão é quem vai defender o PMDB? Principalmente o PMDB de Requião? Osmar Dias? Pessuti que não é candidato a nada? O PT que foi atacado por Requião? Aqui na região sudoeste, os prefeitos do PMDB estão numa grande encruzilhada: dormem com o inimigo de outrora, ou....
Pessuti não apoia candidatura de Requião ao Senado
O governador Orlando Pessuti (PMDB) confirmou em entrevista à rádio CBN Curitiba, na segunda-feira (19), que não vai apoiar a candidatura de seu antecessor, Roberto Requião (PMDB), ao Senado. “Estou comprometido 100% com a campanha do Osmar para o governo e da Gleisi ao Senado”, disse. A fala deixa claro seu descontentamento com as provocações de Requião e o racha entre os dois, que por muito tempo foram ligados. “Nossa relação está do jeito que está. Nos últimos meses não temos conversado pessoalmente. Cada um está levando a vida do jeito que acha mais conveniente”, afirmou. A irritação de Requião com seu antecessor começou logo que ele assumiu o cargo. Pessuti demitiu secretários que estavam desde o início do governo, em 2003 e, em poucos dias, conseguiu resolver o problema da dívida do governo do Paraná com o Itaú, resultado da privatização do Banestado em 2000.
Como será? - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, justificou sua assinatura no programa de governo, entregue por engano pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como algo que “pode ocorrer com qualquer pessoa e qualquer partido”. O PT entregou à Justiça Eleitoral documento aprovado pelo Congresso da sigla com medidas polêmicas, como o controle social da mídia e a taxação de grandes fortunas. O texto não correspondia ao programa de governo da candidata do partido. Mesmo assim, Dilma rubricou, sem ler, todas as páginas do programa errado. “Acho que é fazer muito barulho por nada”, afirmou. “O que ocorreu pode acontecer com qualquer pessoa e com qualquer partido”, acrescentou Dilma. “Não somos perfeitos, nós erramos. Não me consta que o partido adversário não erre. Até porque, em matéria de erros, acho que eles cometeram muito mais até agora”, ironizou Dilma, em referência ao PSDB, partido de seu principal adversário na corrida eleitoral, José Serra. A candidata afirmou ter muitas discordâncias em relação ao conteúdo do programa entregue de maneira errônea ao TSE. “A campanha é uma coligação, nós não concordamos com vários pontos” explicou, salientando mais uma vez que sua equipe de campanha elaborou um outro programa. “Quando estava embarcando para viajar, pediram-me rubricas, e eu rubriquei todos os documentos. Imediatamente percebemos o erro. Tanto é assim que, antes de esgotar o prazo legal, comunicamos ao TSE sobre a falha e mudamos”, justificou. A petista lembrou ainda que o atual programa de sua campanha, entregue ao TSE, também é provisório e será modificado. “Nós ainda vamos fazer alterações quando todos os programas dos partidos que se coligaram conosco estiverem discutidos. Formaremos um consenso”, afirmou. “Se vocês consultarem o documento, verão que está informado que ele é um documento provisório”, enfatizou. “É possível, é legal, não tem nenhum problema. Isso é uma tentativa de politizar o ‘impolitizável’”, destacou.
Política é forma de crime organizado no Brasil - O Brasil foi parar na Economist, a revista mais conceituada da Europa. O tema? A política do país, diz o texto, é uma das formas de crime organizada. Traduzido o começo do texto, que é sobre a Ficha Limpa e diz que finalmente alguns políticos como Paulo Maluf podem ser forçosamente aposentados. O crime organizado tem muitas formas no Brasil. Uma delas é a política - um negócio lucrativo. Dos 513 integrantes da Câmara dos Deputados, 147 enfrentam acusações criminais no Supremo Tribunal Federal ou estão sob investigação, e o mesmo vale para 21 dos 81 senadores, de acordo com o Congresso em Foco, um site que faz o papel de fiscalização. Alguns - ninguém sabe ao certo quantos - foram condenados em instâncias inferiores. A maioria dos crimes envolve a violação das regras de financiamento de campanha ou roubo de dinheiro público. Até aqui, os políticos tiveram pouca preocupação com o assunto. Apesar de a lei ter sido mudada para limitar a impunidade parlamentar em casos de corrupção, a Justiça brasileira é paciente. Políticos têm o direito de ser julgados pelo STF, mas muitos casos prescrevem antes da audiência.







