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Vergonha na cara – A imprensa do sudoeste deu uma prova incontestável de unidade e de vergonha na cara. Enquanto a imprensa aguardava a chegada do senador e candidato ao governo, Osmar Dias (PDT), que segundo sua assessoria, teve que se deslocar via terrestre pelas “boas” estradas do sudoeste, de Chopinzinho até Capanema, na Feira do Melado, onde receberia pela segunda vez (esteve também em 2006) a Carta do Sudoeste, pois o helicóptero teve problemas, eis que chega ao Centro de Eventos, onde já estavam o senador e candidato a vice-governador, Flávio Arns (PSDB) e o candidato a governador, Robinson de Paula (PRTB – Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), o ex-governador Requião. Rapidamente, a imprensa se articulou para que ninguém o entrevistasse. O vermelhão tomou conta da cara do político que no governo maltratou a imprensa paranaense. O homem do “pedágio abaixa ou acaba”, não teve oportunidade de explicar por que o pedágio continua sendo cobrado, nem por que dólares estavam escondidos e foram surrupiados da casa do irmão dele, por que o porto de Paranaguá, o IAP, a Ferroeste e a Secretaria de Educação contam com pessoas serviçais que no momento passam por investigações, por que o Hospital Regional de Francisco Beltrão está a “meio pau”, por que a Sanepar abandonou o projeto da Rede e Estação de Tratamento de Realeza, porque as rodovias estão em péssimas condições de tráfego e não recebem investimentos de modernização, por que o efetivo policial diminui, entre outras coisas. A imprensa do sudoeste se cansou de ouvir mentiras e por isso, não deu a palavra, que com certeza, viria com desaforos. Assim que Osmar chegou, foi entrevistado na entrada do Centro de Eventos. Quando se dirigiu à mesa, ao cumprimentar todos os componentes, o ex-governador não se dignou a levantar-se da cadeira para cumprimentar o “seu candidato ao governo do Estado”, Osmar Dias e nem sua companheira de chapa ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT) que lhe estenderam a mão. Ao que se viu na mesa de honra, a imprensa do sudoeste saiu ilesa e com a honra de ter “vergonha na cara”.

Debate – Amanhã, a Rede Bandeirantes de Televisão realiza a segunda rodada de debates, agora, com os candidatos a governador dos Estados. Na semana passada, a Band realizou o debate com os candidatos à Presidência da República e que teve uma forte concorrência, o jogo entre Internacional x São Paulo, pela semifinal da Taça Libertadores. Nesta semana, para os paranaenses e principalmente para os sudoestinos, a concorrência é outra. São as antenas parabólicas. Ou assiste ao debate com os candidatos de São Paulo, ou muda de canal. Como o sinal da Band no Paraná depende de torres de retransmissão locais, pelo menos a região sudoeste, não dispõe deste dispositivo nos municípios, com raras exceções. O que surpreende, é que muitos municípios, sem nenhum aparelho de TV ligado na Band local, gasta bom montante de recursos públicos para “divulgar o seu município”. Pra quem?

Também  no interior - Pesquisa Ibope/RPC divulgada sábado (7) mostra Beto Richa, candidato a governador pela Coligação Novo Paraná, líder na preferência dos eleitores também no interior do Estado. Beto Richa tem 39% das intenções de voto no interior, dois pontos à frente de Osmar Dias. Em relação à última pesquisa, realizada pelo Datafolha, em julho, no interior, Beto cresceu de 35%, em julho, para 39% em agosto, enquanto Osmar caiu de 45% para 37%. De acordo coma pesquisa Ibope/RPC, Beto Richa lidera em quase todas as regiões do Paraná. Na soma total das intenções de voto, Beto tem 46%, 13 pontos à frente. Na capital, Beto Richa tem 62% das intenções de voto, 35 pontos distante de Osmar Dias, segundo colocado. PARANÁ: Beto Richa - 46% e Osmar Dias - 33%; CAPITAL: Beto Richa - 62% e Osmar Dias - 27%; INTERIOR: Beto Richa - 39%
e Osmar Dias - 37%. O Ibope ouviu 1.008 pessoas de 16 anos ou mais nos dias 2 a 4 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o protocolo 17416/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 21696/2010.

Nova pesquisa sexta-feira - O Datafolha registrado na sexta-feira (6) que realizará pesquisa no Paraná para ouvir 1.200 eleitores no período de 09 a 12 de agosto. Encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela RPCTV, na próxima sexta-feira teremos novos números. A pesquisa do Datafolha custará R$ 76 mil.

APAES - “Nunca tivemos que lutar tanto para provar que o trabalho das APAEs é fundamental para a vida das pessoas com deficiência. Lutar contra o fechamento das APAEs e o corte de recursos têm sido um sofrimento que precisa acabar”, afirmou o senador Flávio Arns, vice de Beto Richa, sexta-feira, em entrevista s pela região sudoeste. Para Arns, que tem uma forte atuação com as APAEs, ao levar o tema para o debate com os candidatos à Presidência, José Serra mostrou o descaso do governo federal com as entidades que atendem pessoas com deficiência no Brasil.

Importa a quem? - Como líder da Minoria na Câmara, Gustavo Fruet deixou por alguns dias a campanha ao Senado para cumprir suas funções em Brasília. Não é todo mundo que faz isso. Mas o tucano fez mais: aproveitou para botar o dedo em uma ferida que tem tudo para solapar a incipiente democracia "nesse país":  a banalização do acesso a dados sigilosos neste governo. Em pronunciamento no plenário, o deputado lembrou que a violação de sigilo tem atingido não apenas agentes públicos, mas também pessoas sem qualquer relação com a atividade política – como o caseiro Francenildo Costa, que teve seu sigilo bancário quebrado após testemunhar contra o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Fruet também lembrou o caso da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, afastada das funções por contrariar interesses político-partidários do governo e, mais recentemente, a divulgação da declaração de bens e rendas do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge. Para piorar, aconteceu ainda o vazamento de informações no Enem, que deixou dados de 12 milhões de inscritos no exame expostos na internet para livre acesso, durante pelo menos três horas, na terça-feira. “São episódios graves. Não importa se as informações são acessadas deliberadamente ou em razão da vulnerabilidade de sistemas", defende o tucano. "Fica claro que falta rigor no controle de informações”. Resta saber quem - ou que partido - lucra com isso. Na mão de quem estão os nossos dados sigilosos?

Inaugurar pra quê?  - Sem equipamentos, profissionais e planejamento, não adianta
inaugurar hospital. O Hospital Regional de Francisco Beltrão foi inaugurado e está funcionando a “meio pau”. Faltam profissionais e não há atendimento de UTIs. Em 2006, Requião alardeava na sua campanha pela reeleição que o Hospital Regional de Francisco Beltrão estava pronto. A inauguração ocorreu às pressas, no início deste ano. De 2006 para cá, daria tempo para formar profissionais e colocá-los a serviço do sudoeste quando da inauguração do HR. Mas esta situação não é exclusividade do sudoeste. Nos Campos Gerais, em Ponta Grossa, também aconteceu uma inauguração, em março (também às pressas). O atendimento é só ambulatorial. Será que a população não foi enganada? Aliás, construir e inaugurar é o básico? Equipamentos, profissionais e principalmente, planejamento, não são essenciais? É preciso que os candidatos ao governo dêem uma resposta animadora para o povo trabalhador do Paraná. O horário eleitoral vem aí e é bom prestar atenção.

Marginais da política - Em pronunciamento na quinta-feira (5), o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que a quebra do sigilo fiscal do atual vice-presidente executivo de seu partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, teve o objetivo de abastecer uma central de dossiês, operado por "marginais da política" que trabalham "nos subterrâneos da atividade pública, reunindo e distorcendo informações para alvejar os seus adversários com objetivos eleitoreiros".

Diferença – Comentários entre correligionários sobre a diferença entre o atual governador Orlando Pessuti com Mário Pereira, que também teve a missão de completar o governo de Requião. A diferença é que Pessuti já tornou público que não vota no ex-governador para o Senado. Pessuti vota na dupla “GG” = Gleisi (Hoffmann) e Gustavo (Fruet) e quer que seus seguidores façam o mesmo. Para justificar o voto em Gustavo, Pessuti cita a confiança e coerência do deputado e que o pai, Maurício Fruet foi um grande legado do PMDB e que seu filho, Gustavo, ocupou a presidência do PMDB no Paraná e só saiu do partido porque se sentiu desconfortável diante de algumas atitudes requianistas. É o estilo “pessutão”, bonachão, mas nem tanto, pois sabe colocar o dedo na ferida. Aliás, Pessuti deixa claro que “aturou” Requião durante 27 anos e em 27 dias, Requião lhe tirou o direito de disputar o governo do Estado para se sentir confortável na disputa por uma vaga no Senado.
 


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