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O Brasil começou o ano de 2009 com novas regras que afetam diretamente a vida do povo.

 Reforma Ortográfica, Carteira Nacional de Habilitação, Conta-salário, Aposentadoria, Imposto de Renda e o resgate da Imposto de Renda sobre as férias. São regras que aparentemente irão ajudar o bolso do cidadão.

Porém, algumas velhas manias, algumas inacreditáveis, continuam acontecendo. Isso em referência ao início da nova legislatura com a posse dos novos mandatários e legisladores. Ao menos, um ponto em comum entre os mandatários: o corte de gastos sob a tutela da crise financeira mundial, para desespero do presidente Lula. Mas é importante lembrar que são manias tradicionais. Todo ocupante de cargo público em início de carreira faz este anúncio. O que quer dizer, que quando chega ao final, não cumpre. Ou então, é discurso para encher lingüiça e justificar o recuo no cumprimento das promessas que ludibriaram os eleitores cheios de esperança. Aliás, o povo está tão acostumado que a cada início de mandato esperam pelas notícias sobre ações cabeludas nas repartições públicas. Felizmente, no início deste mandato, os casos criminosos de desvio de verbas, diminuíram, mas não por inteiro. Ainda existem gestores que não respeitam a lei, nem o cidadão.

O bom senso recomenda cautela. Não somente na vida pública (cargos no governo), mas também na vida empresarial. O mundo globalizado atinge o centro das metrópoles, as periferias e o interior do sertão.

Portanto, o bom gerente toma as decisões para que a empresa possa caminhar no desenvolvimento. O bom administrador público, primeiramente respeita a Lei de Responsabilidade Fiscal respaldada na Constituição Federal, ou seja, aplicar corretamente os recursos públicos para melhorar a qualidade de vida de cada cidadão. O resto é conversa pra boi dormir. Precisamos de determinação, organização e metas. Respeitando estes preceitos, talvez daqui há dois anos, quando teremos novo Presidente da República e novos governadores, ou daqui há quatro anos, quando teremos novos prefeitos, não tenhamos que ouvir o choro, a justificativa ou a desculpa de que o município, o estado ou Brasil sofrem com a falta de governabilidade.

Mãos à obra. Quem está no caminho é só colocar em movimento o seu projeto. Quem precisa recomeçar, que procure organizar de uma forma que as manias de corrupção e desmandos não tenham que ser citados daqui dois ou quatro anos. Chega de desculpas. Tudo se tem um jeito, mas principalmente, cumprir com as promessas e não deixar os recursos escorrerem pelo ralo. A iniciativa privada faz a sua parte, muitas vezes às duras penas. Falta o poder público cumprir com as promessas e fazer com que a esperança seja realmente transformada em desenvolvimento.

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