Um pouco mais da Alemanha

 

É preciso ser muito corajoso para ser intercambista. Largar tudo que se conhece, que se tem como certo, para viver em um lugar que você nunca esteve, com pessoas que você nunca viu, com uma língua que você não sabe.
A impressão que as pessoas tem é que nós saímos de casa para passear e conhecer coisas novas. Que é um ano de facilidades e férias.

Tudo isso é verdade, mas também tenho obrigações, chatices e compromissos tediosos.

Mas, para mim, ainda assim é maravilhoso.

Descobrir aos poucos um jeito diferente de pensar e de viver, conhecer os detalhes de outro pais, entender uma sociedade diferente. Isso tudo não tem preço.

Aproveitando para falar de preço, respondo a pergunta de muitos: nem tudo aqui é mais barato.

Um iphone (meu sonho de consumo) custa aqui 800€, mais ou menos a mesma coisa que no Brasil. As frutas aqui são um pouco mais caras, mas nem todas. Kiwi e pitaya são mais baratos.

Hoje compartilho com vocês um pouco da minha lista de anotações sobre a Alemanha.

Começo com uma das maravilhas alemãs: comida.

Fui à minha primeira festa de aniversário alguns dias atrás. Era de uma amiga da família que completava 60 anos. Comemoramos com um "café-da-manhã". Às 11h.

Quando cheguei, encontrei uma mesa com café, leite, suco de laranja e água para beber. E vários tipos de pães, para comer com creme de atum, omelete, vários tipos de queijo, linguica e geleias. Também tomate cereja.

Lá pelas 12h, quando todos tinham comido, apareceram vinho e cerveja. Fiquei pasma. Em seguida, dois tipos de tortas e depois, acreditem, lasanha de peixe e brócolis.

Voltamos para casa, finalmente, às 16h.

Nesse mesmo dia conheci minha nova paixão: um jogo de tabuleiro chamado backgammon.

Também visitei uma galeria de arte. Ludwig Gallerie é um lugar onde periodicamente podemos visitar uma nova exposição. A que vi era de imagens sobre a arquitetura dos jardins de Rugby, a região em que vivo aqui na Alemanha. Para mim foi muito interessante, a primeira vez que visitava algo assim, gostei bastante.

Falando em cultura, o povo aqui fala muitas línguas. Na escola, o inglês é obrigatório, latim e francês são opcionais. Algumas escolas, como a minha, oferecem também espanhol, que é uma língua bastante valorizada aqui.

Na minha família (foto), fala-se alemão, grego, inglês, francês e russo.

Ah! E por algum motivo, diz o professor que é para aprimorar o inglês dos alunos, agora as aulas de história são em inglês. Essa, que já era minha matéria favorita há anos, agora é ainda melhor.

Mas, matemática é sempre matemática, e estamos, ou melhor, estão estudando função exponencial e logaritmo.

Os alunos estão agora em época de exames aqui, e eu durmo tranquilamente enquanto eles escrevem os tais testes.

Estou aqui há sete semanas. Nem acredito. Está passando rápido demais.

Agora corro pra aula de inglês.
Abraço a todos,
 Andressa

 


2010 © Copyright - Jornal Novo Tempo ® - Todos os direitos Reservados - Fone: (46) 3542-1494 / 9975-2034
Proibida reprodução total ou parcial de qualquer mídia (escrita ou visual) sem previa autorização por escrito.
Hospedagem e Desenvolvimento do site: R3 Sistemas e BetoINFO Informática e Internet