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Em iniciativa inédita no Sudoeste do Paraná, os moradores de Realeza, Ampére e Santa Izabel do Oeste agora contam com importante ferramenta para o combate à criminalidade, o Disk-Denúncia.
Segundo o Delegado de Polícia das cidades de Realeza, Ampére e Santa Izabel do Oeste, Matheus Araujo Laiola, “logo quando cheguei na cidade, conseguimos a instalação de uma central de telefone, disponibilizando duas linhas de telefone (antes havia apenas o número 46 3543 1272. Agora, além deste, também há o 46 3543 2906). Após estudo de viabilidade logística e orçamentária, foi dado início ao presente projeto de criação de um Disk-Denúncia. Uma equipe especializada no ramo de telefonia fez o projeto, e, após algumas adaptações, o projeto se tornou realidade”.
O que vemos no dia-a-dia da Delegacia é que as pessoas têm medo de comparecerem na Delegacia para denunciar um criminoso.
Agora, esse medo não tem mais razão de existir, afinal, basta dar um telefonema que a investigação será iniciada.
A participação da Imprensa é essencial para que o programa tenha êxito, divulgando o programa e o número do telefone da Delegacia.
A mídia, como formadora de opinião, é muito importante para que tenhamos êxito no combate diário à criminalidade.
Trata-se de uma lição de solidariedade.
Segundo Matheus Araujo Laiola, “a instalação do Disk-Denúncia foi possível graças ao apoio da Prefeitura Municipal de Realeza.  Desde quando cheguei na cidade, a Prefeitura de Realeza não mede esforços para auxiliar a Polícia Civil de Realeza no combate à criminalidade”.
O artigo 144 da Constituição Federal (lei mais importante do nosso país) dispõe que “A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”.
Como se vê, a Segurança Pública é responsabilidade de todos (Governo Federal, Estadual, Municipal, todos os cidadãos, sociedade civil...), e não apenas da Polícia.

Como funciona o
Disk-Denúncia?

A pessoa liga para o telefone 3543 1272 ou 3543 2906 (no caso dos moradores de Ampére e Santa Izabel do Oeste, há necessidade de se discar 0xx46) e automaticamente cai em uma chamada gravada nos seguintes moldes “Você ligou para a Delegacia de Realeza, disque 4 para o disk-denúncia ou aguarde para ser atendido”. Discando 4, uma mensagem será acionada e logo em seguida o denunciante poderá descrever a situação criminosa. Diferentemente, se o cidadão quiser ser atendido por algum funcionário da Delegacia de Realeza, basta aguardar por poucos segundos que a ligação será encaminhada para os ramais da Delegacia.
A mensagem será gravada e os Investigadores da Polícia Civil irão começar a investigação.
O programa será instalado na Delegacia de Realeza.
Caso a denúncia se refira à crime ocorrido em Ampére e Santa Izabel do Oeste, ela será encaminhada para o Setor de Investigação destas cidades.
Por que ligar?
A função da Polícia Civil é investigar um crime praticado.
Como ela não tem uma “bola de cristal” para saber quem é o criminoso que está perturbando a cidade, precisamos da ajuda da população para que a investigação tenha sucesso.
Logicamente que para que o criminoso seja preso, é preciso identificar e encontrá-lo.
E é aí que entra o Disk-Denúncia.
Ligando, o cidadão toma uma importante iniciativa para ajudar a polícia civil e a si mesmo, afinal, um dia ele, alguém da família ou mesmo um amigo podem ser vítima de um criminoso.

Quem liga precisa
 se identificar?

Não.
A ligação não é rastreada.
O cidadão não precisa nem dizer seu nome.
Basta dizer o que sabe.
A Polícia Civil não quer saber quem liga, mas sim o que tem a dizer.
A garantia do anonimato/sigilo é que faz quem com o Disk-Denúncia tenha sucesso.
Em hipótese alguma a pessoa que ligou será chamada na Delegacia ou no Fórum para depor sobre o que falou.
O que o cidadão deve falar ao ligar para o Disk-Denúncia?
O cidadão tem que descrever de maneira mais detalhada possível o fato apresentado, dizendo quem é o criminoso, o que ele fez (ou faz), quando, onde, por que, enfim, tem que passar detalhadamente a conduta criminosa.
Se não tiver todos os dados (nome e endereço completo do criminoso, por exemplo), ainda assim a população pode nos ajudar, ligando e dizendo o que sabe.
 

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