Qua, 24 de Junho de 2009 17:17
A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade (PCAP), ouviu 8 mil pessoas em todas as regiões do País no último trimestre de 2008.
Segundo a pesquisa, em 2004, 51,6% das pessoas usavam camisinha em todas as relações sexuais enquanto em 2008 o índice passou para 46,5%. "A comparação dos resultados da PCAP 2008 com os da mesma pesquisa realizada em 2004 acenderam o alerta para o Ministério da Saúde", disse o estudo. Em 2004, 4% das pessoas ouvidas haviam tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. Em 2008, o mesmo índice mais que dobrou e chegou a 9,3%.
O estudo indica ainda que é entre os jovens que se registra o maior número de parceiros casuais. Segundo a pesquisa, 14,6% dos jovens ouvidos tiveram mais de cinco parceiras eventuais. Entre a população com idades entre 24 a 49 anos o índice é quase a metade: 7,2%.
Neste contexto, a pesquisa divulgada hoje aponta ainda um maior conhecimento sobre os riscos de DST e aids: mais de 95% da população sabe que o uso do preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV. Além disso, 90% dos brasileiros sabem que a aids não tem cura.
16% dos brasileiros traem
A pesquisa do Ministério da Saúde também revela que 16% dos brasileiros traem, ou seja, tiveram relações sexuais casuais no mesmo período em que mantiveram relações sexuais fixas.
Segundo a pesquisa, dos 43,9 milhões brasileiros que viviam com companheiros fixos, 7,1 milhões tiveram parceiros eventuais no mesmo período. Entre os homens a traição é maior: 21% (4,7 milhões), enquanto entre as mulheres o índice é de 11% (1,8 milhão).
Considerada o maior levantamento sobre sexo no Brasil, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade (PCAP), ouviu 8 mil pessoas em todas as regiões do País no último trimestre de 2008.
Sulistas são os campeões em sexo
Os moradores da Região Sul são os mais sexualmente ativos do país, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde. O índice de pessoas que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses, no Sul, chegou a 82,8%. No Brasil, o índice apurado foi de 77,3%. Os dados são referentes ao ano de 2008 e a pesquisa anterior havia sido feita em 2004. Naquele ano, o Sul também aparecia na primeira posição, com 85,3% de respostas afirmativas.
Os pesquisadores percorreram as cinco regiões do país entre os meses de setembro e novembro de 2008. Foram feitas 8 mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos de idade. Para o Ministério da Saúde, a análise das informações auxiliará na execução e na avaliação da política para a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Quem trabalha com atividades relacionadas à sensualidade garante que na Região Sul as pessoas estão sempre preocupadas em apimentar seus relacionamentos e buscar uma vida sexual mais ativa. A professora de Educação Física Grazzy Brugner, por exemplo, dá aulas de Pole Dance – a dança do poste – em Curitiba e suas turmas estão sempre cheias de mulheres que buscam, além da atividade física, uma forma de surpreender seus companheiros.
Andreia Berté, consultora de artes sensuais e proprietária do Joanah Pink Centro Integrado da Mulher, fundado em Curitiba há seis anos, conta que ministra cursos em todo o país e que a procura na Região Sul é “impressionante”. Para ela, isso tem a ver com o fato de as pessoas serem mais fechadas por aqui, enquanto em outras regiões elas são naturalmente mais soltas. Em função disso, completa, os moradores do Sul buscariam na sexualidade uma forma de extravasar. “É a ideia da aventura, do desafio, do aqui eu posso”.
A pesquisa do Ministério da Saúde também traz um dado preocupante. Ela mostra que a prática de sexo casual no Brasil cresceu 132% em quatro anos. Em 2008, 9,3% dos entrevistados informaram que tiveram mais do que cinco parceiros casuais no ano anterior. Esse índice era de 4% em 2004. Porém, o que preocupa a pasta é que o comportamento veio acompanhado por outra mudança perigosa: a tendência de queda no uso do preservativo. Em 2004, 51,6% diziam usar a camisinha com todos os parceiros eventuais. Esse porcentual caiu para 46,5% em 2008.
A situação verificada no país não é diferente na Região Sul. O porcentual de indivíduos com mais de cinco parceiros eventuais no último ano subiu de 2,6% em 2004 para 8,3% no ano passado. Enquanto isso, o uso de preservativo com parceiro eventual caiu de 60,9% para 47,7%.
São eles que se preocupam mais em usar a caminha. O estudo aponta que 63,8% dos homens se protegeram usando camisinha antes da primeira vez com uma pessoa, enquanto 57,6% delas disseram ter feito o mesmo.
Ítems mais atuais:
- 22/07/2009 - Gripe suína
- 17/07/2009 - Michelon entrega veículo para Saúde
- 12/07/2009 - Como lavar os alimentos
- 11/07/2009 - Mulheres que não dormem o suficiente têm mais problemas de coração
- 06/07/2009 - Mistura fatal
Ítems mais antigos:
- 21/06/2009 - Conheça o poder das cores de uma salada
- 20/06/2009 - Brasileiro consome 2,5 vezes mais sódio que o recomendado pela OMS
- 19/06/2009 - Camisinha, sim. Mas qual?
- 18/06/2009 - Alimentação é aliada no combate à dor crônica
- 13/06/2009 - Fumo causa estragos ao meio ambiente e à saúde







