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Tania Santor
Saúde é um direito de cada cidadão e cidadã e uma obrigação do Estado. Assim está escrito na Constituição Federal. Olhando por este lado, a Câmara Municipal de Santa Izabel do Oeste convocou a pedido do vereador Paulo Packer, representantes do setor de Saúde para esclarecimentos de assuntos diversos ligados a saúde pública no município.
Um dos primeiros assuntos abordados e bastante intrigante a todos, não só vereadores como também aos munícipes, é sobre como está a situação do secretário da saúde do município, quem é que responde por esse cargo? Segundo o secretário de Administração, Normandi da Rosa, quem assina como secretária da saúde é a funcionária pública, Dione Coradin que é a responsável pelo Setor de recursos Humanos da prefeitura, mas quem administra o hospital municipal, é ele, Normandi da Rosa em conjunto com a funcionária pública Ivone Sponchiado.
O aumento no custo dos plantões médicos foi outro assunto discutido e Normandi da Rosa e Ivone Sponchiado destacaram que não somente Santa Izabel do Oeste, mas toda a região sofre pela falta de profissionais que se dispunham a trabalhar na área de Saúde da região, principalmente, nos municípios pequenos. Os investimentos na área de Saúde são grandes, cerca de R$ 300 mil mensais, pois Santa Izabel do Oeste fornece tudo gratuitamente, desde a consulta, exames laboratoriais, internações, medicamentos e até cirurgias.
Outro fator que aumenta o custo de saúde para o município é que muitos pacientes são originários de municípios vizinhos. Como aqui nada se cobra, e não se pode negar atendimento, pois é um direito de cada cidadão, é comum atender pessoas de outras cidades, pois lá, o atendimento é somente o básico e quando se precisa de exames, internamentos, medicamentos, o contribuinte tem que pagar para a área privada.
“Em Santa Izabel do Oeste todo atendimento de Saúde é bancado pelos cofres públicos e mesmo que alguém queira pagar, o município está proibido de receber. Precisamos buscar alguma alternativa. Priorizar o atendimento para as pessoas mais humildes, mas para isso, é preciso a criação de uma Fundação Hospitalar ou uma Associação que possa controlar principalmente a questão curativa. Já a questão preventiva, esta é toda de responsabilidade do poder público”, alertaram Normandi e Ivone.
Os vereadores elogiaram o atendimento do setor de saúde, principalmente, o empenho dos profissionais que muitas vezes, incompreendidos, cumprem com a sua missão de bem atender a quem procura por cura ou para a prevenção de doenças.

Horário especial de atendimento
Ivone e Normandi destacaram ainda, que devido ao período de férias de fim de ano, a Casa de Saúde e o Posto de Saúde, terão horário especial de atendimento, porém, não haverá recesso por completo. Apensa por 15 dias, é que haverá atendimento praticamente de plantonista, mas nos demais dias, haverá alternância de funcionários em férias, pois a paralisação por completo, aumenta os custos.

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