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Em cadelas, a cirurgia diminui os riscos de doenças uterinas e quando realizada antes do primeiro cio (que ocorre aproximadamente aos 6 meses de idade), praticamente exclui o risco de câncer de mama. Uma fêmea castrada deixa de atrair a legião de machos à sua porta, não tenta fugir para cruzar e não tem mais cio (sangramento), além disso, ela estará livre da Piometra (infecção no útero) que atinge em média 60% das cadelas não castradas e cujo tratamento inclui a castração.

Nos machos, evita a hiperplasia da próstata e a ocorrência de tumores do testículos. A castração poupa o animal de algumas reações instintivas ligadas ao aparelho reprodutor. Os machos ficam mais tranqüilos, pois deixam de produzir hormônios sexuais que os deixam tão inquiteos quando não podem cruzar, deixam de fugir, de tentar ir atrás de fêmeas no cio (o que muitas vezes termina em brigas com outros machos ou atropelamentos), têm menos necessidade de marcar território com urina e ainda continuam guardiões da casa e da família.

As vantagens da castração também se entendem aos felinos; diminui em 90% os problemas de trato urinário muito comuns em gatos. As fêmeas não entram no cio (que ocorre a cada 3 meses) e apresentam comportamento mais estável. Os machos perdem o hábito de urinar pela casa e tornam-se mais caseiros.

O animal não engorda devido à castração, e sim pela diminuição das atividades físicas, uma vez que castrado torna-se mais tranqüilo.

Méd. Vet. Claudemir Dal Molin - dalmolinvet@gmail.com
Av. Bruno Zuttion 3547 – (046)3543-1919 - 9975-3880 - REALEZA - PR

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